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  • Tomorrowland surpreende com suas primeiras notícias de 2015

    O Tomorrowland é um dos festivais mais controversos do mundo. Famoso por ser um dos maiores, é consequentemente um dos mais comerciais, o que desperta a ira de alguns fãs mais ferrenhos do “underground” da música eletrônica. No entanto, quem olha com atenção para o line-up dos mais de 15 palcos do evento consegue encontrar qualidade de sobra no que rola por lá. Ainda não temos muitas informações da edição de 2015, mas uma das primeiras coisas que já foi confirmada pela organização é que neste ano haverá um palco destinado exclusivamente aos DJs de vinil, capitaneado por ninguém menos que Sven Väth, chefão da Cocoon e “papa” do techno.

     

    E se esta informação não foi suficiente para chocá-lo, conheça o primeiro artista confirmado para o palco principal. Não, não estamos falando de Hardwell, David Guetta ou Dimitri Vegas & Like Mike. Trata-se da Orquestra Nacional da Bélgica, que foi escalada para encerrar o palco principal no domingo, último dia de festa. O breve video teaser que foi divulgado apresenta alguns detalhes, como o tema e o nome do condutor, e também nos deixa mais curiosos quanto ao que vai rolar. Provavelmente muitos não irão entender o que estará acontecendo e alguns inclusive reprovarão o fato, mas quem aprecia a música como arte tem grandes chances de ver com bons olhos esta aposta da ID&T!

  • Awakenings divulga data e line-up de sua edição de 2015

    Nos dias 27 e 28 de junho Amsterdam recebe o Awakenings Festival, um dos mais tradicionais da cena techno mundial. Seguindo o exemplo da edição de 2014, em 2015 o festival terá dois dias, com programação das 12h às 23h. O evento iniciou sua história em 2001 já com foco total no techno, e apresentou nomes como Chris Liebing, Monika Kruse, Adam Beyer e Bem Sims já na primeira edição, que possuía apenas três stages.

     

    Neste ano serão 8 palcos (é isso mesmo que você leu: OITO), que receberão uma infinidade de artistas de muito peso, como Sven Vath, Adam Beyer, Jeff Mills, Chris Liebing, Marcel Dettmann, Ben Klock, e vários outros no primeiro dia; e nomes como Alan Fitzpatrick (Live), Gary Back, Paco Osuna, Len Faki, Joseph Capriati e Rodhad no segundo. 

    Se a pequena lista de artistas já impressiona, experimente então assistir o aftermovie oficial de 2014. Com 4 minutos de exibição ele consegue transmitir a grandiosidade da festa e a relevância que a cultura techno tem para tantas pessoas!

     

  • Prodigy está de volta após seis anos sem lançar

    Um dos grupos mais icônicos da história da música eletrônica está de volta: quase seis anos após o lançamento de Invaders Must Die, The Prodigy apresenta ao mundo Nasty, primeiro EP do seu próximo álbum de estúdio. A música é a pancadaria que se espera do trio, ou “pura energia violenta”, como classificou Liam Howlett. O lançamento oficial é dia 9 de fevereiro, mas o clipe já está no YouTube, e é tão agressivo quanto a track.

    O álbum que ela compõe se chama The Day Is My Enemy, e tem lançamento marcado pra 30 de março. Duas colaborações foram confirmadas: uma com o duo inglês de punk/hip hop Sleaford Mods e outra com Flux Pavillion, produtor de dubstep. A música título não possui clipe, mas já tem áudio oficial rolando:

    Durante sua passagem pelo Brasil em 2011 o Prodigy abriu seus dois shows com uma música inédita, intitulada AWOL, que não está confirmada no tracklist do novo album.

  • XXXperience confirma novo formato e primeiros nomes para a edição 2015 de Curitiba

    O grande festival que há mais tempo realiza eventos em Curitiba já está divulgando sua edição de 2015. O XXXperience Festival acontecerá no dia 25 de abril, na tradicional Fazenda Heimari, e a venda de ingressos se inicia nesta sexta-feira (24/01).

    Uma grande novidade desta edição é a criação de um stage exclusivo para o psytrance – o Peace Stage, presente na edição paulista de aniversário há alguns anos. Nele já estão confirmadas as apresentações de Captain Hook, Berg e Vini Vici. Para o Love Stage e o Union Stage, confirmados apenas os DJs Kolombo, Phonique, Vintage Culture e Alok, mas espera-se boas novidades para os próximos dias.

    Para garantir sua presença basta comprar seu ingresso no Alo Ingressos. Não deixe de acompanhar a fanpage oficial para ficar por dentro das novidades do festival.

  • Terraza apresenta duas grandes festas com Radio Slave e Nic Fanciulli

    Nos dias 16 e 17 de janeiro o Terraza Music Park realizou as festas Insomnia1 e Insomnia2, sendo a primeira na matriz do grupo em Florianópolis e a segunda na recém inaugurada filial de Balneário Camboriú. O line-up de ambas era encabeçado por Radio Slave e Nic Fanciulli, e cada casa completou o seu com seus residentes.

    Insomnia1: Kraviz

    Era passado de meia-noite quando nosso time chegou ao Music Park, complexo de entretenimento localizado em Jurerê Internacional, bairro nobre de Florianópolis. Ali funcionam casas como Pacha Floripa, Garden Music Park, Posh, Devassa On Stage e o nosso destino do dia: Terraza. Entramos quando nosso residente Doriva Rozek fazia seu b2b com Idée (aka Renee), colocando pra dançar o público que já tinha chego. Teria sido um warm up perfeito para as estrelas da noite, mas antes deles ainda havia a apresentação de Ingrid. Uma ótima DJ, mas me pareceu que seu set não se encaixou na proposta da noite.

    Era 3:00 da madrugada quando o primeiro britânico iniciou sua apresentação. Nic Fanciulli parecia fazer jus ao nome da festa: ao longo do seu set vimos ele sinalizar para pessoas ao seu lado por duas vezes que estava com sono, e infelizmente isso era visível pelo seu som naquele dia. O repertório era bom e sua técnica operando o combo X1 + F1 da Native Instruments era impecável, mas faltou energia, a pista só começou a dar sinais de empolgação na sua segunda hora. 

    Ao contrário de Nic, Radio Slave chegou tarde e parecia descansado. Sua camiseta preta possuía apenas um número e um nome nas costas, em uma estampa que ficava discreta por ser na cor preta. Curiosamente, nela lia-se Kraviz. Quando assumiu, pouco depois das 5:00 da manhã, não demorou para soltar uma versão de Ghetto Kraviz, a exemplo do que fez na Tribaltech. Em poucos minutos a pista estava transformada, como se a festa finalmente tivesse começado. As três horas e meia que se seguiram foram intensas. Matt Edwards parecia muito mais empolgado e “solto” que em sua apresentação na TT, fruto do formato do palco do Terraza de Floripa, que deixa o DJ próximo do público. Misturando hits seus como Don’t Stop No Sleep e Repeat Myself a um repertório bem refinado e diversificado, contou boa parte da história do techno com seu set. Era passado das 8:00 da manhã (e que saudades de uma festa que fosse além das 7:00) quando ele emocionou o público presente com Shout n’ Out, clássico do house dos anos 90, India In Me, de Cobblestone Jazz, entre outras belas músicas.

    Insomnia2: Slave

    Depois de um belo dia de descanso, lá estavamos nós novamente na pista. Desta vez, no Terraza BC, que inaugurou em outubro do ano passado, dando uma nova vida e energia para o local aonde funcionava a antiga Space B. Camboriú. Desta vez a festa aconteceria no The Room, ambiente que no curto período de existência da balada espanhola recebeu pelo menos dois sets memoráveis – Josh Wink na inauguração e James Zabiela no carnaval do ano seguinte. A decisão foi acertada: o ambiente é maior e mais arejado do que a Pista Terraza, e foi perfeito para comportar as cerca de 1000 pessoas que prestigiaram o evento. Outro ponto positivo percebido foi o efeito “concorrência do bem”: assim como o Amine Edge na GV filtrou bem o público do Warung no dia do Cattaneo, desta vez o El Fortin nos brindou com um line-up composto por Alok, Boris Brejcha e Pleasurekraft, o que fez com que o Terraza tive somente pessoas realmente interessadas musicalmente no que Radio Slave e Nic Fanciulli iriam apresentar. Chegamos quando Guilherme Konnin estava finalizando seu set. Acompanhamos pouco para dar uma opinião, mas a se analisar pelo que ele apresentou no dia seguinte no detroitbr, aposto em um ótimo warm up para esta noite.

    Em seguida, foi a vez de Antonela Giampietro. Desta vez a residente estava “atacada”: seu set era mais pesado que os anteriores, mas sem extrapolar os limites do horário. Talvez tenha sido a influência certa para que Nic Fanciulli – agora descansado – mandasse um set muito melhor do que na noite anterior. A base tech house e as tracks chave do set eram as mesmas, mas a progressão foi mais pegada e criativa do que em Florianópois, surpreendendo a quem foi nas duas festas.

    Porfim, Matt Edwards assumiu os decks com meia hora de atraso, lhe garantindo apenas duas horas de set. Sua camiseta preta era idêntica á da noite anterior, exceto pelo fato de que estava escrito Slave no lugar de Kraviz. O set apresentado também contou uma história diferente: Ghetto Kraviz, Don’t Stop No Sleep e Repeat Myself foram tocadas em remixes diferentes da noite anterior, e todo o resto do repertório era novo. Slave teve dificuldades pra entrar em sintonia com a pista, principalmente pelo fato de ter tocado com uma deficiência de 3 caixas de grave na torre esquerda, mas da metade em diante conseguiu consquistar o público e colocar todo mundo pra dançar uma linha semelhante ao começo do seu set da noite anterior, mas sem os clássicos e surpresas que rolaram lá.

    Saindo da festa a “insônia” ainda teve a parte 3, na sexta edição do detroitbr. Em novo local, o label iniciou oficialmente suas atividades com uma bela festa, que contou com a apresentação do residente Cheap Konduktor e dos convidados Kaká Franco, Guilherme Konnin e Talking Frequencies.

     

  • Warung encerra o ano com boas festas

    Guy Gerber (por Thiago Silva)

    Era a última sexta-feira do ano de 2014, data que marcaria o início de uma série de festas que aconteceriam em Itajaí e região ao final do ano. No dia 26 de dezembro o Warung Beach Club recebeu Guy Gerber, Phonique e Gabe, para muitos seria mais uma noite qualquer no club tendo em vista que o line-up não apresentava nenhuma inovação em nomes. Já outros estavam satisfeitos em ver o retorno do aclamado israelense que assumiria a cabine principal às 4:00 horas da manhã. 

    Chovia naquela noite, a possibilidade de acontecer uma festa sem precedentes era praticamente nula e além disso, o horário estipulado para o headliner da Inside era muito curto levando em consideração suas épicas passagens pelo templo com long sets de 4 a 6 horas. Leo Janeiro e Leozinho eram os responsáveis por esquentar a pista superior até a chegada do big boss do D-Edge mais conhecido como Renato Ratier. Já passava das duas da madrugada quando entrei na festa, por esse motivo não pude acompanhar o B2B dos savages. Quem estava no comando na cabine principal era o dono do Black Belt, conhecido e adorado pelo atual público do templo. Neste momento o Garden contava com a apresentação do alemão nascido em Berlim – Phonique já é figura conhecida e não se intimidou com a noite que apresentava momentos de forte garoa e momentos de céu limpo.

    Seguindo a sequência dos horários para a noite, Guy Gerber deveria iniciar sua apresentação pontualmente às 4:00, porém devido a um problema no setup utilizado para fazer seu set, o mesmo só iniciou seus trabalhos após às 4:30 da madrugada. Aproveitando o atraso, pude acompanhar um pouco de Gabe, o brasileiro que é conhecido pelo seu papel essencial como um dos pioneiros do psy trance nacional pouco-a-pouco conquista novos seguidores. Com seu novo estilo de discotecagem voltado para tracks mais groovadas e mais dançantes, o antigo Wrecked Machines conduziu com excelência o fim da noite para os que preferem ar fresco e espaço para dançar.

     

    Finalmente era chegada a hora de assistir à apresentação do produtor das famosas tracks Hate/Love e Timing. Representando seu próprio selo Rumors que já lançou tracks de Hunter Game, Dixon e Martin Buttrich, o artista nascido em Tel Aviv, Israel mostrou porque seu nome está cravado nas memórias do templo da música eletrônica. Sem tempo suficiente para construir long set como fez em 2011, às 2 horas e meia que lhe restaram para hipnotizar o público foram utilizadas com sabedoria.As músicas foram sendo colocadas de forma progressiva, transitavam entre techno e house ecoando em perfeita harmonia no main room, a destreza na leitura de pista fez Gerber criar uma atmosfera de transcendência sem igual, exatamente do jeito que os amantes desse estilo adoram. Sem dúvidas essa noite serviu de “Warp Up” para o que estava por vir nas noites subsequentes a esta.

    Hernán Cattaneo (por Moha)

    Essa era uma festa feita sob medida para o público mais antigo do club, a começar pelo line-up, que contava com um long set de respeito e bons DJs locais e residentes para complementar. Outro ponto positivo foi a data: neste período do ano as festas costumam enfrentar super-lotação devido ao grande fluxo de turistas na região do Vale do Itajaí, porém sendo uma festa de domingo e competindo com Amine Edge & DANCE, Victor Ruiz e Alok no club verde, a expectativa era a de ter um público mais restrito e interessado no que a noite propunha. Chegando lá, de fato encontramos um ambiente agradável em ambas pistas e nos alocamos no Inside, aonde nosso residente Danee fazia o warm up da noite. Seu set introspectivo e cadenciado colocou toda a pista em uma intensa hipnose de espera pelo ídolo argentino, que faria um set de 6 horas em seguida. Fez uso de boas melodias, e encerrou o set com maestria enquanto reverenciava o mestre junto ao público presente. 

    Analisar Hernán Cattaneo é sempre um desafio: tenho pouca base de comparação (é a terceira vez que o vejo tocar) e os long sets são sempre muito intensos, levando certo tempo para assimilar sua mensagem. Na última vez que o vi no templo a progressão rolou ao longo da noite toda e eu destaquei a hora final, e nesta apresentação digo que ele fez o contrário: sua primeira hora foi a mais intensa, melódica e sentimental, abrindo caminho para uma segunda parte do set mais dançante. Ao longo destas quase 5 horas Hernán mostrou porque é um dos reis do progressivo, e porque o long set é necessário. Até o fim da noite não houve mais nenhum momento de grande destaque como o começo, no entanto, a progressão era muito bem construída, e os picos emocionais (muito bem posicionados) criavam um jogo de expectativa interessante, que perdurou a noite toda. Certamente, a melhor entre as três vezes que o vi tocar. 

    Deep Dish (por Jonas Fachi)

    Poder ver ao vivo um dos maiores projetos de dance music da história, por si só já seria um grande privilegio. Deep Dish, a dupla conhecida mundialmente de DJs e produtores de origem iraniana Ali “Dubfire” Shirazinia e Sharam Tayebi, retornava ao lugar que marcaram época, de 2006 a 2008, com longsets e noites inesquecíveis para quem viveu este tempo. No ano de 2013, após 6 anos de hiato, o duo resolveu se juntar novamente, lançando musicas e um set aclamado na Radio BBC de Londres. Vencedores do Grammy com o remix para Dido da musica ‘’ Thank you’’, o projeto tinha grande expectativa pelo publico Brasileiro, e no ultimo evento do ano no Warung, eles vieram com força total.

    Como grande apreciador desse estilo, me juntei a grande quantidade de publico presente no club e ao adentrar a casa, pude observar a boa entrada de Conti e Mandy no Garden e logo após a abertura de Gui Thome no Inside. Infelizmente o sound system estava um pouco baixo, fazendo seu set não surtir efeito na pista. Mesmo assim a expectativa era enorme e após uma hora de atraso do previsto, as duas lendas surgem no palco, sendo muito aclamados pelos presentes. Às 2 horas em ponto Dubfire deu inicio ao set, com uma linha mais introspectiva e linear, enquanto Sharam logo depois começava a dar mais emoção com sonoridades mais características do projeto, e foi assim por boa parte da noite. A dupla parecia um tanto desconexa, mas com grandes momentos individuais. Eu que fui para ver Deep Dish, acabei vendo Dubfire vs. Sharam, tocando individualmente seus gostos, com momentos de Techno mais intenso e outros do característico house progressivo da dupla. Dando um tempo na sala principal, pude pegar um pouquinho do final do set de Adnan Sharif, com um ótimo repertorio, com uma linha dançante e por vezes melódica, colocando o garden sob intensa harmonia. Ao final das 5 horas de set de Deep Dish, Sharam começa a reviver momentos de extrema euforia e emoção, soltando clássicos como Say Hello e Dreams, enquanto Ali Dubfire um tanto quanto tímido ainda com a volta do projeto tenta manter sua característica solo dos últimos anos. Nos últimos momentos da manhã surge Another Brick In The Wall, em um ótimo remix da incomparável Banda de rock progressivo Pink Floyd deixando todos em êxtase total. Resumindo a noite, pode-se dizer que era um pouco mais esperado dos astros, mas foi um extremo prazer poder vê-los novamente no Warung, e ver que a nova safra do publico do club, soube apreciar com energia digna da era de ouro do templo da musica Eletrônica. 

  • Confira a agenda do Warung Beach Club para o verão

    Seguindo o ciclo anual típico de um beach club, o Warung já está em plena temporada, com datas mais constantes e comerciais. Até o último dia do carnaval são 11 festas já confirmadas, e o feriado supracitado concentra as melhores delas. Vamos dividir o período em três partes.

     

    O pré-ano novo

    Nos poucos dias entre o natal e o ano novo que o litoral catarinense recebe seu maior volume de turistas. Graças a isso, a casa abrirá três vezes no período, com uma boa composição de line-ups. No dia 26, sexta-feira, Guy Gerber e Phonique se apresentam, no domingo, dia 28, é a vez do tradicional extended set de Hernán Cattaneo, que contará com o warm up do nosso residente Danee; concluindo a primeira parte da saga, um dos retornos mais aguardados dos últimos tempos: Deep Dish – ou para os mais recentes na cena, o antigo projeto formado por Sharam e Dubfire, que voltou à atividade no início de 2014.

    Janeiro

    Quem acredita em superstições ligadas a começar o ano com o pé direito certamente não ficou feliz com o line-up do dia 2: Loulou Players e Kolombo não devem levar muita novidade musical, mas certamente farão um bom caixinha pro verão com o iminente sold out. Seguindo adiante as coisas melhoram, com Mano Le Tough e Barem dividindo a noite do dia 9 e Visionquest encabeçando a do dia 16. Concluindo o mês teremos Benoit & Sergio e Sharam Jey no dia 23 e Sharam + Gui Boratto no dia 30. 

    Carnaval

    O verão todo tem boas festas, mas certamente no carnaval que as coisas pegam fogo. Já na sexta teremos uma lenda viva como headliner – Pete Tong, a mente por trás do histórico Essential Mix. No sábado que os clamores populares dos fiéis finalmente será saciado: Loco Dice é a estrela da noite. Concluindo o feriado, segunda-feira Marco Carola e Seth Troxler comandam o templo.

    Ingressos à venda pelo Alô Ingressos.

  • Segunda noite do Terraza BC remete às origens da música eletrônica brasileira

    Depois de um começo fervoroso, o Terraza realizou seu segundo evento na filial de Balneário Camboriú, onde pude acompanhar de perto duas lendas da música eletrônica Brasileira: Mau Mau e Cohen. A ansiedade por vê-los mais uma vez aumentava a cada dia. Primeiro por se tratar de dois artistas que agregam muito à cena eletrônica; segundo por ter visto que em sua ultima apresentação pelo sul a dupla apresentou uma mescla interessante, variando do old-school ao contemporâneo, do house ao techno.

    Ao chegar ao evento, por volta das 23:30, assisti ao começo do set da Antonela Giampietro, enquanto aguardava a chegada das estrelas da noite, com quem eu faria uma entrevista. A argentina-brasileira vem nos surpreendendo a cada dia com seu talento, no entanto esta não foi uma noite feliz para ela. Seu repertório foi composto por boas músicas, organizadas em uma estrutura interessante conforme a execução, porém pareceu impróprio para o momento, que pedia um warm up mais apropriado para a noite.

    Depois de algum tempo, finalmente Renato e Mau Mau chegaram ao club, e bateram um breve papo comigo.

    1 – Fale um pouco sobre a carreira de vocês.

    Mau Mau: Eu comecei minha carreira em 1986, quando eu comecei a frequentar o Madame Satã, vendo DJs como Marquinhos MS tocando. Comecei me apaixonar pela profissão, algo inusitado para época, mas foi em 1991 que tive minha primeira oportunidade para mostrar o que eu realmente queria, quando consegui desenvolver meu estilo próprio de pesquisa. Foi aí que eu percebi o que eu queria fazer da vida, que era seguir com essa profissão, na época eu ainda estudava publicidade, seguei a trabalhar com escritório e já se passaram 27 anos desde que isso aconteceu e me aprofundei na produção musical, fazendo algumas parceria no longo desse trajeto com vários selos e resumindo estou aqui, fazendo o que eu mais gosto que é tocar música.

    Cohen: Eu comecei ao contrário do Mau Mau, comecei produzindo música, e depois que veio a carreira de DJ. Eu era músico e tinha banda, produzia música com equipamentos, pelo processo eletrônico, mas a primeira vez que eu escutei uma música eletrônica que eu realmente gostei foi quando eu fui no Hells e vi o Mau Mau tocar. Então eu comecei ali, foi a primeira vez que eu ouvi alguma coisa que me motivasse. A partir dali eu comecei a ouvir techno e percebi que aquilo era a minha música, com o tempo eu comecei a discoteca e aí foi. Em 2001 em tive uma música que estourou no mundo inteiro (Pontapé) e isso impulsionou minha carreira.

    2 – Como que funciona vocês tocando juntos? Vocês treinam juntos?
    Mau Mau: A gente nunca programou, acho que funciona porque eu gosto do som do renato e acredito que ele gosta do meu, não existe nada programado, a gente sabe o que cada um gosta e procuramos nos divertir.
    Cohen: É como o Mau Mau falou, acredito que funciona porque nos divertimos e gostamos do som um do outro e pra nós é legal porque somos amigos de anos.

    3 – Sobre os produtores atuais: O que vocês acham dos anos atuais comparado a essa época dos anos 90 que vocês viveram? E os Brasileiros?
    Mau Mau: Eu nunca fiquei muito preso em algum estilo, gosto de acrescentar novidades, minha grande motivação é acrescentar, descobrir coisas novas a minha bagagem. Na questão da produção existem coisas boas como coisas ruim, em qualquer época, acho que o tipo de trabalho que eu faço foi sempre fugir do convencional, então tá bacana porque eu to sempre to descobrindo coisas que eu gosto e coisas que se encaixam no meu set.
    Cohen: Antigamente, principalmente aqui no Brasil, tinha uma dificuldade de fazer música, esse tipo de música acho que agora é uma coisa mais acessível, tem muito mais gente fazendo e por isso o nível acaba subindo, mais é preciso saber filtrar as coisas boas. Nos dias atuais é legal porque todos tem oportunidade de mostrar seu trabalho.
    Mau Mau: Acho importante todos terem oportunidade pra lançar, muito diferente de antigamente, onde pra você conseguir lançar um disco ou uma música era bem difícil, como também pra produzir os equipamentos eram caros.
    Cohen: Hoje em dia quem manda nisso tudo é o mercado europeu, mas agora o brasil consegue se impor e isso é importante pra nós produtores. O Brasil com todo esse potencial gigante, todo mundo vem tocar aqui e de qualquer forma eles tem que engolir a gente.

    4 – Pode citar alguns produtores?
    Cohen: Pô tem tanta gente!
    Mau Mau: Normalmente eu vou mais pela música e não pelo artista, tem muitas que eu acho boas e outras não.

    5 – Encerando a entrevista, vocês podem mandar uma mensagem para os nosso seguidores apaixonados por techno aqui do sul do país?
    Mau Mau: Eu sou apaixonado por música, assim como o estado de vocês. Que todos vocês continuem se divertindo em qualquer lugar que seja, dançando e sendo feliz.
    Cohen: A cena aqui está cada vez mais legal, existe sempre uma energia legal e que todos continuem assim.

    Após a entrevista era hora do show: por volta das 02:00 eles subiram ao palco. Diferente do que aconteceu na Tribaltech, desta vez Mau Mau foi o encarregado de iniciar os trabalhos sozinho, com predominância da house music com uma pegada mais retrô, como manda o figurino, apesar dele ter soltado boas pérolas dos dias atuais. Subseqüente a isso Cohen se inseriu com uma perspectiva mais voltada para o tech-house e techno. Mesmo com repertórios bem diversos, a sintonia entre eles era animadora, dava pra sentir o quanto eles conheciam um ao outro. Perto do término o tão esperando b2b saiu do papel, para alegria dos fãs que ali estavam. O duelo entre eles seguiu as características dos sets individuais, com ambos DJs esbanjando técnica. Em alguns momentos transitei pela festa e uma das coisas que me chamou atenção foi a apresentação do residente Guilherme Konnin, que tocava na pista alternativa do Terraza. Para mim era algo novo, o conhecia apenas por nome mas nunca havia o visto tocar, mas posso dizer que entre os residentes que se apresentaram na noite, ele foi o melhor, com um set envolvente e uma atmosfera incrível!

    E falando em residente, após o termino da apresentação de Mau Mau e Cohen, voltamos ao palco principal e assistimos Antonela pela segunda vez na noite. O set foi parecido com o anterior, mas desta vez o horário a favorecia, e o resultado foi completamente diferente de outrora. Assim se encerrou o segundo evento do Terraza BC, que já tem data mercada para o próximo: amanhã, 20 de dezembro, com o alemão Daniel Stefanik, representando o consagrado selo Cocoon. O line-up também conta com um integrante do detroitbr: Bernardo Ziembik, que também é residente do clube.

  • Terraza BC recebe encontro entre Cohen e Mau Mau

    Após um opening em grande estilo, a Terraza BC se prepara para sediar sua segunda festa. No próximo dia 29 sobem ao palco do club de Balneário Camboriú [SC] os DJs residentes Antonela Giampietro e Guilherme Konnin. A dupla fará as honras da casa para ninguém menos que Renato Cohen e Mau Mau. Os DJs paulistanos trazem na bagagem uma história estreita com a música eletrônica nacional. Renato Cohen se apresentou em importantes festivais internacionais, como o Dance Valley, na Holanda, I Love Techno, na Bélgica, e Love Parade, na Alemanha. E é ele quem fala com exclusividade ao detroitbr sobre sua carreira e as expectativas para a apresentação de sábado no litoral catarinense.

     

    Qual foi o marco inicial da tua carreira. O que mudou de lá para cá?

    Eu não diria que foi o marco inicial, mas depois que a minha musica Pontapé estourou no mundo inteiro em 2001 as coisas mudaram bastante pra mim.

    E uma festa inesquecível…

    Dificil pensar em uma só. São tantos anos com festas tão especiais de formas diferentes. As que me vem logo à cabeça são o Skol Beats de 2002, a festa Caligula em Londres e a festa Poperô que eu fazia em São Paulo. Esta era de graça num porão da Rua Augusta e teve edições históricas.

    Qual situação mais inusitada ocorreu com você durante uma gig?

    No Lançamento do meu álbum, no club Womb, em Tóquio, a polícia fechou a festa por causa de barulho. O clube esvaziou mas metade do público ficou escondido numa pista menor incluindo eu e os outros DJs. Ficamos todos em silêncio por uma hora, fingindo que o club já estava vazio até a policia ir embora pra ligar o som e começar tudo de novo. Foi bem surreal.

    Em alguns centros do país, gêneros como o pop tem invadido as pistas que antes eram exclusivamente eletrônicas. Como você vê este movimento?

    A musica eletrônica sempre tem altos e baixos, é normal.  Quando parece que a coisa vai encolher até acabar, ela volta com mais força. Nos meus quase 20 anos de carreira, eu já vi esse ciclo se completar algumas vezes. A musica eletrônica comercial, de alguma maneira sempre vai trazer um público novo, que não conhece muito de música, mas vai acabar se interessando por coisas melhores. A longo prazo acho que isso acaba ajudando.

    Você prefere se apresentar em superclubs, festivais ou prefere os inferninhos?

    A energia que é gerada quando voce toca para uma multidão é uma coisa bem legal, mas eu prefiro os lugares pequenos e intimistas, onde a música acaba tento uma força muito maior sobre as pessoas.

    Quais são suas inspirações para produzir? E os próximos projetos?

    Acho que minha inspiração vêm de tudo que eu escuto em casa. Ainda sou um comprador compulsivo de vinil.  Escuto muita coisa dos anos 70, 80 e 90. Muito House de Chicago, Disco, Krautrock, Instrumental Brasileiro, Dub, Jazz. Ultimamente tenho ouvido muita Disco e Boogie japonês, Post Punk  e New Wave. Tenho alguns projetos em parcerias com amigos. No momento estou terminado um EP junto com o Wehbba para o selo do Dudu Marote, o Ganzá.

    Fale um pouco de tocar ao lado de Mau Mau. A dobradinha é inédita em SC.

    A primeira vez que eu fui num clube ouvir Techno era o Mau Mau que estava tocando . Ele foi uma influência muito grande para mim desde o começo. A gente já tocou juntos muitas vezes e hoje em dia somos amigos, mas eu me lembro da primeira vez que dividi cabine com ele. Penso que foi em 1999. Eu fiquei tão nervoso que nao conseguia colocar a agulha no disco.

    Qual recado você deixa para quem for vê-los tocar dia 29 na Terraza, em Balneário Camboriú?

    Como eu estou esperando a mesma energia da Terraza de Floripa, aposto que vai ser uma noite intensa e animada.

  • Warung comemora 12 anos com mais de 12 horas de festa

    Dando continuidade ao feriado da república, no sábado o Warung Beach Club realizava a segunda parte da sua comemoração de aniversário. Dessa vez nossa equipe estava reduzida, já que para a maioria o line-up do dia 7 era muito mais atrativo, mas ainda assim alguns de nós estavam lá para conferir a parte desta data que nos interessava. A festa começou cedo: às 18:00 o club já estava aberto (e estaria às 14:00, se não tivesse enfrentado resistência dos moradores da região), no entanto, optei por preservar energias para a madrugada (lembrando que no dia anterior eu estava no Dream Valley), e cheguei à casa pouco antes das 22:00.

    E ao chegar lá, a primeira grande surpresa: absolutamente nenhuma fila de carros. Quando chegamos ao Canto do Morcego até cogitamos a possibilidade da festa ter sido cancelada, de tão vazia que estava a Brava – nem mesmo os indesejáveis que passam a noite ali ouvindo música ruim ingerindo bebidas de baixa qualidade se faziam presentes! Chegando ao estacionamento descobrimos que não, a festa não foi cancelada, o que significa que o novo horário foi um sucesso, ao menos do ponto de vista logístico. Já dentro do club, a segunda surpresa: apesar do sold out anunciado previamente, não se tratava daquele sold out que todos odiamos, no qual o club se torna uma simulação de lotação na hora do rush. O Garden era sem dúvidas o stage mais cheio, com bastante gente até na área atrás do palco, e o Inside era o que preferi chamar de paraíso. Com menos gente do que na noite de Hawtin e Gaiser, conforto e frescor eram os melhores adjetivos para o ambiente. Inclusive nesta festa pude perceber o que provavelmente foi uma das razões para a mudança de nome: já que o ambiente é mais apropriado para o techno e o estilo não é o que mais leva público, nada mais justo do que tirar dele o título de “Main Room” e deixar o Garden aos poucos assumir o posto de “palco principal”. OK, o saudosismo talvez dificulte nossa aceitação para isso, mas se pensarmos bem, foi a melhor decisão.

     

    Partindo agora para a análise artística, vamos falar da parte que pudémos apreciar com a atenção necessária, e o senso crítico ligado. Adentramos a pista Inside pouco depois da meia-noite, quando Tale Of Us já estava tocando. Quem acompanha nosso site com certeza leu o review A Fábula de Tale Of Us no Templo, que escrevi relatando a passagem deles pelo club em maio. Naquela ocasião eles executaram um set de 4 horas com a maestria que pouquíssimos artistas com o tempo de carreira deles é capaz de fazer – eu que nunca fui de acompanhar o trabalho da dupla me tornei fã incondicional. No entanto no aniversário eles não eram headliners e tinham apenas 1:30 para tocar, e souberam se adaptar ao meio. Um set sem tantos picos emocionais, mas com uma bela seleção de tracks e uma condução tranquila e sábia – começamos a noite com o pé direito!

    Na sequência foi a vez de mais um repeteco do ano: o live de Paul Ritch. O francês começou bem, um pouco mais pesado do que o final dos italianos, no entanto não conseguiu segurar a barra. Seu som reto e pouco dinâmico acabou se tornando monótono comparado às belas harmonias de Karm e Matteo, e mesmo tendo apenas 1 hora de live, era visível a perda de foco da pista no final. Sua apresentação porém teve um efeito muito positivo na noite: influenciou Sasha, que seria o próximo a tocar e viria a ser o nome da noite. O galês era uma das maiores incógnitas da noite, por duas razões: primeiro por ser um DJ de progressivo, um estilo que demanda longas apresentações para fazer sua arte aflorar (vide Hernán Cattaneo e suas longas madrugadas no templo); segundo por que além do seu som ser progressivo, ele é extremamente intimista e desacelerado. Como um DJ desses se sairia tendo um set de apenas 2 horas, entre Paul Ritch e Maceo-hype-Plex?

     

    E foi aí que vimos o peso que a experiência e o talento tem numa hora dessas. Como Ritch havia tocado uma hora inteira de techno pesado, Sasha optou por manter o peso, mas sem abandonar sua raiz progressiva e melódica. O resultado foi uma primeira hora de set surpreendente e maravilhosa. Com a pista toda nas mãos (e ela começou a crescer, tanto pela qualidade do que estava sendo apresentado como pela chegada dos fãs de Plex guardando lugar), aos poucos ele foi reduzindo o ritmo, até concluir sua apresentação exatamente do jeito que todos acharam que seria ela inteira: intimista e melancólica.

     

    Neste ponto a noite já tinha valido a pena, mas ainda tinha um último DJ para tocar, que por acaso era a grande estrela da noite, aguardada há anos. Emitir uma opinião sobre essa apresentação de Maceo Plex é um tanto difícil: foi um set bem construído, os hits Crossfade e a série Conjure foram tocados (para o delírio dos fãs) e a pista não parou um minuto. Só faltou uma coisa: surpreender. Quem passou o ano acompanhando o trabalho dele na ENTER, como nós, ficou duas horas em um permanente estágio de deja vu. Óbvio que não tenho dados exatos, mas eu seria capaz de apostar que 80% das track que ele tocou no Warung estavam presentes em algum dos seus sets gravados e divulgados ao longo do ano. Talvez ele tenha guardado as relíquias pra soltar no after, já que logo após o termino da festa ele já estava tocando em outro evento. Como não fomos conferir, voltamos pra casa com esse gostinho de “queria mais”.

    E assim concluímos mais uma jornada no templo da música eletrônica. O Garden ainda reservou muitas emoções para quem gosta de gangsta e deep house, vide a apresentação de Sharam Jey e Jamie Jones, mas como esta não é a nossa praia, nos limitamos a relatar o que aconteceu no Inside – que mais uma vez, foi muito bom!