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  • Steffi lança seu segundo álbum pela Ostgut Ton

    Ponto para o time das meninas! Aconteceu ontem mais uma demonstração que o sexo feminino nem sempre é o frágil: o lançamento do álbum Power Of Anonymity, da DJ e produtora holandesa Steffi. A label responsável pela obra é a Ostgut Ton, que descende do Berghain / Panorama Bar, club que tem uma grande representação para o techno Mundial, onde Steffie Doms é residente há aproximados 6 anos.

    Com quase 20 anos na discotecagem e sendo esse o seu segundo álbum lançado pela Ostgut, a DJ compara os dois trabalhos: “Meu primeiro LP – Yours & Mine (Ostgut Ton, 2011) – é muito conceitual, ele tem uma certa vibração que não só se encaixa no clube, mas também funciona em um aparelho de som ou no carro. Power Of Anonymity é muito mais sobre como eu vejo a pista de dança nos dias de hoje, e meu objetivo era levar essa visão para o estúdio”. O resultado ficou simplesmente incrível. Do house ao techno, Steffi brinca com melodias e synths, construindo um set que fala por si só. Ainda como parte da obra, foi lançada uma edição limitada de 100 LP’s duplos, coloridos e numerados a mão. De encher os olhos, e os ouvidos também!

     

    Você pode ouvir um trecho de cada track do álbum no player abaixo.

    De quebra, segue também o link do Essential Mix que foi ao ar pela BBC Radio no dia 08 de Novembro, que conta com várias tracks do novo álbum, em duas horas de muito amor.

  • Chris Liebing faz história no Mystic Stage do Dream Valley

    Nos dias 14 e 15 de novembro o Beto Carrero World recebeu a terceira edição do Dream Valley Festival, realizado pela Green Valley em parceria com a Engage, produtora de eventos do grupo RBS. Nossa equipe esteve presente no primeiro dia de evento, e acompanhou todos os DJs que se apresentaram no Mystic Stage, palco alternativo dedicado a vertentes do techno e do house.

     

    Infelizmente enfrentamos contratempos na estrada rumo a Santa Catarina e não chegamos a tempo de assistir Matador, que estranhamente estava escalado para as 22:00. Chegamos pouco depois da meia-noite, horário que deveria ser de Julio Bashmore, mas quem estava no palco era Maya Jane Coles, com um som dançante e criativo. Quando fomos tentar entender a bagunça que estava o line-up, a primeira grande surpresa da noite veio: Matador havia se recusado a tocar no horário que lhe fora atribuído, por isso, todos os artistas estavam se apresentando cerca de uma hora adiantado.

    Dando sequência no line, era a vez de Amine Edge & DANCE, a atração que sem dúvidas levou mais pessoas ao Mystic Stage neste dia. A pista não ficou parada um minuto sequer com o g-house da dupla – nós não compartilhamos da mesma empolgação – e assistimos de longe (com direito a um rápido role pelo palco principal, aonde vimos uma parte da apresentação de R3hab). Em seguida foi a vez de Boris Brejcha, que infelizmente está cada vez mais empolgado com seu hitech minimal, uma mistura estranha de techno com electro, bem diferente das atmosferas sombrias e intrigantes do bruxo.

    Quando os relógios já passavam das 4 horas, finalmente Matador voltou para executar seu trabalho – ato feito com maestria. Quem já viu o live dele tem uma boa noção de como foi, já que suas apresentações são sempre semelhantes entre si – no entanto, comparada às outras 3 vezes que o vi, esta certamente foi a mais pesada, sendo um belo warm up para o que estava por vir. Chris Liebing assumiu os decks e mostrou que sabe ler a pista muito bem e se comunicar com ela. Acostumado a fazer long sets em eventos de techno, ele conseguiu adequar muito bem seu som para um set de apenas uma hora, diante de uma pista que não estava acostumada com o estilo. Em poucos minutos seu repertório e sua técnica impecável já haviam colocado o público sob uma intensa hipnose, e a cada virada surpreendente era visível a empolgação das pessoas com o que estavam vivendo.

    De alma lavada, voltamos para casa satisfeitos com a noite, mas desapontados com a carência de nomes atrativos para o próximo dia. Um evento que já teve Sven Vath, Loco Dice, tINI e Tale of Us em uma mesma edição ficou devendo um pouco neste ano. No entanto, a oportunidade de ver ao vivo um artista como Chris Liebing, acompanhado de Matador e Maya, certamente valeu o ingresso!

  • Review Dream Valley 2014

    Nos dias 14 e 15 de novembro o Beto Carrero World recebeu a terceira edição do Dream Valley Festival, realizado pela Green Valley em parceria com a Engage, produtora de eventos do grupo RBS. Nossa equipe esteve presente no primeiro dia de evento, e acompanhou todos os DJs que se apresentaram no Mystic Stage, palco alternativo dedicado a vertentes do techno e do house.

     

    Infelizmente enfrentamos contratempos na estrada rumo a Santa Catarina e não chegamos a tempo de assistir Matador, que estranhamente estava escalado para as 22:00. Chegamos pouco depois da meia-noite, horário que deveria ser de Julio Bashmore, mas quem estava no palco era Maya Jane Coles, com um som dançante e criativo. Quando fomos tentar entender a bagunça que estava o line-up, a primeira grande surpresa da noite veio: Matador havia se recusado a tocar no horário que lhe fora atribuído, por isso, todos os artistas estavam se apresentando cerca de uma hora adiantado.

    Dando sequência no line, era a vez de Amine Edge & DANCE, a atração que sem dúvidas levou mais pessoas ao Mystic Stage neste dia. A pista não ficou parada um minuto sequer com o g-house da dupla – nós não compartilhamos da mesma empolgação – e assistimos de longe (com direito a um rápido role pelo palco principal, aonde vimos uma parte da apresentação de R3hab). Em seguida foi a vez de Boris Brejcha, que infelizmente está cada vez mais empolgado com seu hitech minimal, uma mistura estranha de techno com electro, bem diferente das atmosferas sombrias e intrigantes do bruxo.

    Quando os relógios já passavam das 4 horas, finalmente Matador voltou para executar seu trabalho – ato feito com maestria. Quem já viu o live dele tem uma boa noção de como foi, já que suas apresentações são sempre semelhantes entre si – no entanto, comparada às outras 3 vezes que o vi, esta certamente foi a mais pesada, sendo um belo warm up para o que estava por vir. Chris Liebing assumiu os decks e mostrou que sabe ler a pista muito bem e se comunicar com ela. Acostumado a fazer long sets em eventos de techno, ele conseguiu adequar muito bem seu som para um set de apenas uma hora, diante de uma pista que não estava acostumada com o estilo. Em poucos minutos seu repertório e sua técnica impecável já haviam colocado o público sob uma intensa hipnose, e a cada virada surpreendente era visível a empolgação das pessoas com o que estavam vivendo.

     

    De alma lavada, voltamos para casa satisfeitos com a noite, mas desapontados com a carência de nomes atrativos para o próximo dia. Um evento que já teve Sven Vath, Loco Dice, tINI e Tale of Us em uma mesma edição ficou devendo um pouco neste ano. No entanto, a oportunidade de ver ao vivo um artista como Chris Liebing, acompanhado de Matador e Maya, certamente valeu o ingresso!

  • Lages (SC) recebe em dezembro o Elo Elemental Festival

    O Festival Elo Elemental é um evento multicultural que representa a união de dois núcleos. Ao longo de dois dias construirá uma comunidade alternativa no Refúgio do Lago, em Lages (SC), que fará uma grande celebração pela música em busca de liberdade, paz, amor e união, com atividades artísticas, culturais e espirituais.

    No palco principal, diversos artistas nacionais de psytrance, entre eles destaque para o veterano Rica AmaralZumbi e o seu projeto principal Nevermind e os paulistas Kontrol-Z, Drex, K-Belo, Necropsycho. Já o palco alternativo recebe a comemoração de 1 ano do label detroitbr, que irá reunir residentes e convidados para tocar techno e tech house. Entre os destaques do line-up, Eduardo M, Doriva Rozek, Danee, Kultra e Nik Ros. Já o terceiro ambiente abrigará o chill out, que irá apresentar sonoridades mais diversificadas e introspectivas, criando um ambiente de relaxamento e recuperação e tornando-se um grande aliado da Tenda da Cura, que ficará localizada próxima a ele.

    Além das atividades musicais o Elo Elemental apresentará atividades culturais diversas, como oficinas, feira de artesanato, coletivo de fotografia. Para acomodar seu público, o festival oferece área de camping com chuveiros e 15 chalés para grupos de seis pessoas cada. Todos os participantes irão colaborar com 2 kg de alimento não perecível para uma ação social, e poderão optar por trocar um brinquedo pelo kit do festival. Confira informações mais detalhadas no evento oficial, e garanta já seu ingresso para este novo encontro de pessoas que amam a música e praticam o bem, acima de tudo!

    Line-up completo

    Mainfloor

    RICA AMARAL (SP)
    NEVERMIND (DF)
    NECROPSYCHO LIVE! (SP)
    MEGIDO LIVE! (SP)
    VIBERSPEAKER (DF)
    GABRIEL PILONI (PR)
    KONTROL-Z LIVE! (SP)
    BONES (SC)
    PABLO (RS)
    LAFAYETTE (PR)
    ORION'S BELT LIVE! (PR)
    INNER MIRRORS 
    ALIEN CHAOS LIVE! (PR)
    1337 (SC)
    TIO XICO (SC)
    KAOHZ (PR)
    HAGY (PR)
    MARCUS VINICIUS (RS)
    VINICIUS OLIVEIRA (RS)
    ZABELE TIBIRILOW (SC)
    WILLIAN LUCAS
    PROGNIC (SP)
    POSSEBA (RS)
    DOLPHINS HEART (SC)
    DREAMAD LIVE! (PR)
    HYPNOZZ LIVE! (MG)
    DREX LIVE! (SP)
    SEKMETH LIVE! (SP)
    TESLA LIVE! (SP)
    DR ABELHA (SP)
    GUTZ (SC)
    SWE DAGON LIVE! (PR)
    K-BELO (SP) (SP)
    UATHU LIVE! (MG)
    ZUMBI (DF)
    TRIBAL YAOHU LIVE! (SC)
    VISION VIBE LIVE! (SP)
    BEAT GATE LIVE! 
    CINDACTA (SC)
    ROBERTO PRADO (SC)
    PSYOT (SC)
    MAKA (PR)
    MACOLI (SP)

    detroitbr

    EDUARDO M (SC)
    DORIVA ROZEK (SC)
    DANEE (SC)
    KULTRA (PR)
    NIK ROS (MS)
    BERNARDO ZIEMBIK (SC)
    CHEAP KONDUKTOR (PR)
    UNTERWELT80 (SC)
    ANDRÉ ANTTONY (SC)
    PETRIUS D (SC)
    DAVI CECATO (SC)
    ALEX KAMEL (SC)
    BRUNO JULIANO (SC)

    Chill out

    ARAUCÁRIAS DUB
    GENIRÊ-Z
    RICA AMARAL
    DORIVA ROZEK
    THARIK HAJAR (KULTRA)
    Mais nomes a serem confirmados!

    Serviço

    Fanpage oficial: https://www.facebook.com/elo.elemental
    Evento oficial: https://www.facebook.com/events/778674882198983/
    Compre seu ingresso: Compre agora!

  • Carl Craig apresenta Detroit Love

    “Amor é o que eu tenho pela minha cidade, Detroit. ‘Detroit Love’ é a minha maneira de espalhar esse amor, um amor pela música da cidade, a minha herança e quem eu sou como produtor e performer. Meu amor por Detroit é a minha inspiração, minha inspiração é ‘Detroit Love’.” – Carl Craig.

    Assim o veterano do techno, renomado produtor e grande propagador da bandeira de sua terra natal apresentou seu novo conceito, que tem a proposta de levar um pouco da fraternidade do techno, para os clubs e festivais ao redor do mundo. 

    O lançamento aconteceu no ADE 2014 (Amsterdam Dance Event), e contou com convidados como os nativos Recloose, Moodymann e Mike Banks. Com uma série de eventos (alguns já marcados, como Movement Detroit, Off Sonar e outros em locais como Berlin, Ibiza e New York), Carl promete criar paisagens sonoras através de loopings que vão de texturas ambientais à techno magistral, com edições ao vivo, contando com um conjunto de 4 Decks e video mapping, retratando a surreal paisagem urbana de Detroit.

    Dia 5 de dezembro o projeto faz sua estreia, no festival de arte moderna e contemporânea Art Basel, em Miami, que terá também Sasha e Dubfire em seu line-up. Agora fica a pergunta e a espera ansiosa pela resposta: Estaria o Brasil no mapa das futuras apresentações desse novo conceito? O artista já tem data confirmada no Terraza Floripa dia 13 de fevereiro. Nós, detroiters de alma, ficamos na torcida para que seja a apresentação completa!

    Site oficial: Detroit Love

  • Pioneer lança sua primeira CDJ sem CD

    O dia de hoje marca o fim de uma das mídias mais utilizadas pelos DJs para carregar suas músicas: a Pioneer acaba de anunciar sua primeira “CDJ” que não lê CDs, devidamente rebatizada de XDJ. A data é apenas um simbolismo, já que o digital djing tem jogado o disco compacto pra escanteio há tempos, com a providencial ajuda dos pen drives, que já substituem o gigantesco porta-CDs na mochila dos artistas.

    Do ponto de vista do público, nada muda. O arquivo digital que é lido no CD é exatamente o mesmo que é lido em pen drives e computadores, a mudança afeta apenas a vida do DJ, que agora terá que se acostumar com as novas formas de carregar arquivos para a gig (ou então com a mais antiga e duradoura – o vinil). O modelo de lançamento da nova linha é o XDJ-1000, que visualmente é muito parecido com o CDJ-2000, inclusive com o jog wheel no tamanho de um CD. Uma das novidades que mais chama a atenção é o visor touch screen, facilitando a navegação pelas pastas e o uso de funções como beat jump e loop move. Confira a apresentação completa no video oficial:

    Mais informações no site oficial da Pioneer.

  • Gaiser lança novo álbum pela Minus

    False Light: esse é o nome que leva o novo álbum de Jon Gaiser, lançado no dia 10 de Novembro pela gigante do Techno, M_nus. Esse é o terceiro álbum do artista pela gravadora de um dos maiores propagadores do techno mundial, Richie Hawtin, e conforme era de se esperar, não fugiu da linha. 

     

    Gaiser reforçou o valor do álbum como unidade: “Eu quis criar algo em que as tracks se complementassem entre si, se relacionassem de forma que o álbum todo contasse uma história”. Acrescentou ainda que “a principal ideia durante o trabalho neste álbum era me divertir“ – podemos então esperar uma história divertida sendo contada em False Light! E a obra ainda conta com um adicional: durante a turnê, terá visuais assinados pelo artista turco Ahmet Said Kaplan. A sensação do resultado, você pode assistir no teaser a seguir!

    Compre agora pelo Beatport.

  • Primeira festa dos 12 anos do Warung esbanja qualidade musical

    Novembro é, certamente, um dos melhores meses para se divertir no litoral catarinense. Dentre as razões para tal está o aniversário do Warung Beach Club, que pela 12ª vez nos brinda com uma comemoração de cair o queixo – neste ano, em duas partes. Na última sexta-feira pudemos conferir a primeira, que tinha um line bem mais curto e conceitual do que a festa que acontecerá no próximo sábado. No antigo Main Room, agora intitulado Inside, ninguém menos que Richie Hawtin e Gaiser, enquanto o Garden recebia a estreia do trio Apollonia. Para não perder um minuto sequer dessas apresentações, nossa equipe se dividiu já no começo da festa.

    Uma parte chegou e já dirigiu-se ao lotado Inside para uma surpresa: Gaiser estava atrasado. Enquanto o time lutava por um lugar ao acrílico, Albuquerque e Aninha estendiam seu warm up muito bem, segurando a ansiedade de todos pelos ídolos. Já era 2:45 da manhã quando o americano-alemão iniciou seu live. Quem já tinha visto sabia o que viria, e teve as expectativas correspondidas: um techno empolgante e groovado, deixando a pista no ponto para o não-tão-long set do chefão da ENTER que viria logo a seguir.

    Quando Richie começou, o público quase foi à loucura: começando com uma sonoridade característica do seu repertório e muito bem conectada ao warm up feito por Jon Gaiser, em poucos minutos o canadense-inglês já tinha colocado todos sob sua intensa hipnose. A linha reta e sombria predominou, mas surpreendentes momentos melódicos deram um toque de novidade para o set – lembrando que Richie Hawtin tem uma longa história com o club e desde sua estreia em 2008 já protagonizou momentos históricos na casa, os fãs sempre esperando algo no nível do que já foi apresentado. Como infelizmente hoje em dia não é mais possível termos sets de 8, 10 horas, o DJ se vira como pode, não é mesmo?

    Enquanto isso, no Garden, praticamente outra festa. Sem aperto ou calor, nossa equipe já entrava no ritmo da noite com o ótimo warm up de Boghosian, que pontualmente entregou a pista para o trio Apollonia, às 2:00. O que aconteceu nas cinco horas seguintes pode ser classificado como uma nova forma de apreciar a música eletrônica. Apesar de ser um trio, a apresentação não era num formato “b2b em trio”: cada um tocava sozinho por um tempo, e passava a bola para o outro sucessivamente. Com isso, pudemos ver um set longo, com vários picos e mudanças de humor, tudo sendo feito com uma técnica absurda de mixagem. A naturalidade com que os três se entrosavam ao longo do set certamente era o destaque da apresentação: Shonky conduzia a ópera, com um tech house mais sério, enquanto Dyed fazia o link até a quebra de gelo da linha mais houseada de Dan. Uma estreia de ouro, que contribuiu para tornar esta uma festa inesquecível!

    Agora as atenções se voltam para a segunda parte do aniversário: neste sábado o club recebe uma verdadeira constelação, agradando tanto ao público do techno, como do deep house. Maceo Plex, Sasha, Tale Of Us, Jamie Jones, Damian Lazarus e Sharam Jey são alguns dos destaques, confira mais informações no evento oficial.

  • Dream Valley chega a sua terceira edição com ídolos de todos os gostos

    Há três anos surgia no país um festival inusitado: com várias referências ao famigerado Tomorrowland, o Grupo GV (responsável pelo Green Valley, superclub que já foi #1 do mundo) concebia o que viria a ser o maior festival do Brasil, realizado dentro do parque de diversões Beto Carrero World. Desde a primeira edição nossa equipe acompanha o crescimento do Dream Valley Festival, que já consolidou-se na cena e ainda tem muito a crescer e melhorar.

    O Dream Stage, palco principal da festa, vem na mesma fórmula de sempre: com os DJs líderes do Top 100 da DJ Mag, transbordando EDM comercial e energia para o fiel público da GV. Neste ano, as estrelas maiores são Afrojack e Dimitri Vegas & Like Mike, mas os fãs podem esperar boas apresentações de velhos conhecidos como Kaskade, Fedde Le Grand e Nicky Romero.

    Do lado do Mystic Stage, temos o que poderíamos chamar de “do céu ao inferno em poucos minutos” (ou vice-versa): um line-up que, certamente, foi feito para agradar a todas as vertentes do dito underground, mas que talvez tenha pecado um pouco na ordem dos artistas. Para o lado mais cascudo do techno, ninguém menos que um dos maiores ídolos do estilo: Chris Liebing. Marcado para começar às 5:30 da manhã de sexta, ele certamente vai atropelar todos os presentes, e não será estranho se poucos “gatos pingados” ainda estejam vivos às 7:00. O dia tem ainda a apresentação de Maya Jane Coles e Matador, que poderiam muito bem preparar a pista para o choque, mas infelizmente eles tocam cedo, cedendo o horário nobre para artistas do, como podemos dizer? “Mainstream do underground”. Sim, das 2:30 às 5:30 é Amine Edge & DANCE e Boris Brejcha que comandam o palco. No dia seguinte as coisas são um pouco mais lógicas: Tapesh e Umek são as estrelas da noite, e tocam entre o warm up de Alok e o encerramento de Victor Ruiz AV Any Mello.

    Como se pode ver, praticamente todo amante da música eletrônica irá encontrar algo de muito agrado nessa edição do festival. A ansiedade agora é para ver como essa mistura vai funcionar na prática!

    Serviço

    Site oficial: http://www.dreamvalleyfestival.com.br/
    Fanpage oficial: https://www.facebook.com/DreamValleyFestival
    Ingressos: http://ingressonacional.com.br/evento/3133/dream-valley-festival

  • Boas surpresas marcam a inauguração do Terraza BC

    No dia 19 de outubro Balneário Camboriú recebeu uma nova e promissora casa de música eletrônica: o Terraza BC. Assim como em Florianópolis, ele faz parte do complexo Music Park, que conta com outros espaços para eventos – inclusive um deles receberá deadmau5 no final do ano. Quem chegou a visitar a Space B. Camboriú durante sua curta existência não conseguiu fugir das comparações: o espaço foi totalmente repensado. Aonde havia o antigo saguão de entrada, agora existe uma pista – até as 2:00 da manhã era o único ambiente aberto, com o live de Akel & Nana Fracta. Infelizmente a acustica do local não ajudou a dupla, e poucos apreciaram o som que foi apresentado. No momento em que se perguntava o porquê da existência dessa segunda pista, eis que o terraço é aberto, com a apresentação de Jean Villegas.

    Neste momento entendemos: além da pista principal não comportar todo o público presente, fazia muito calor e um “refúgio” com sonoridades diferentes se mostrou de grande valia. O set de Jean foi agradável, um belo warm up que infelizmente não foi muito bem aproveitado a seguir: Audio Werner não correspondeu às expectativas, e não conseguiu segurar toda a pista que recebeu. O som repetitivo e sem muita criatividade aliou-se ao calor e fez com que nós voltássemos para o outro stage. Lá encontramos o detroiter e residente da casa, Bernardo Ziembik, que pode-se dizer que salvou a noite. Sua tarefa não era fácil, mas certamente prazerosa: com 5 horas de set nas mãos, Bernardo soube criar momentos e contar uma história ao longo da sua apresentação, alternando muito bem os momentos melódicos, os pesados, os dançantes, os introspectivos.

    Ao amanhecer ele ainda tocava, mas as atenções voltaram-se para a outra pista novamente, com outra surpresa “de casa”: Antonela Giampietro, que apresentou uma bela e dançante seleção de techno e house bem mixada, diferente da última apresentação sua que haviamos visto. Ponto pra ela, que “salvou o dia” e conduziu a festa manhã adentro.

    No fim da festa, sentimento de satisfação. Existem alguns pontos que precisam ser melhorados, como a ventilação e a acústica do segundo palco, mas no geral a casa certamente vem para acrescentar à região, musicalmente falando. Que venham as próximas datas!