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  • Terraza BC apresenta Anna, mantendo sua aposta nos artistas nacionais

    Depois de comemorar seu aniversário com um belo e consistente time de brasileiros, o Terraza BC repete a fórmula na festa do próximo sábado, quando receberá uma das brasileiras que mais tem se destacado no exterior recentemente: Anna.

     

    Ela vem se firmando no cenário internacional graças a apresentações de destaque em grandes festivais, como Ultra Music Festival, Electric Daisy Carnival e Lollapalooza, e também a lançamentos por selos como Turbo Recordings e Toolroom, pertencentes a Tiga e Mark Knight, respectivamente. Suas giga já atingiram inúmeros países, entre eles França, Espanha, Inglaterra, Finlândia, México, Guatemala, Chipre, África do Sul, China e Emirados Árabes Unidos.

     

    Fazendo as honras da Famiglia, um time de primeira: dois residentes de BC, Bernardo Ziembik e Guilherme Konnin, se unem ao residente de Floripa que fará sua estreia na filial, Doriva Rozek. Conversamos com ele para saber as suas expectativas para a noite: “Apesar de ser um frequentador assíduo da pista do Terraza BC e conhecer grande parte do público, tocar em um ambiente novo é sempre uma missão a ser cumprida, conhecer uma pista nova é sempre um desafio, vai ser bem divertido!”

    Serviço

    Data: 28/11
    Hora: 22:00
    Local: Music Park BC – Rua Francisco Córrea, 908 – Balneário Camboriú/SC
    Ingressos: Blue Ticket – 2º lote – Fem. Pista R$ 25,00 / Masc. Pista R$ 60,00

  • Electric Daisy Carnival chega ao Brasil

    Falta pouco para aterrissar no Brasil a primeira edição de um dos maiores festivais mundias de música eletrônica: o Electric Daisy Carnival, também conhecido popularmente como EDC. Este festival tem como principal diferencial sua decoração, que além de ser grandiosa, não deixa de lado os detalhes. Serão 4 palcos enormes, especialmente o Main Stage, que se chama kineticFIELD e tem duas corujas gigantes de cada lado, e o inusitado boomboxARTCAR, que é itinerante e roda a festa toda! 

    Claro que em um festival deste porte não poderiam faltar os representantes do techno! O lineup do neonGARDEN é composto por vários artistas consagrados mundialmente, bem como alguns brasileiros que completam o time do estilo, que cada vez mais se populariza no país. O line-up foi montado de forma a ser uma aposta segura da organização: são excelentes djs, porém nenhuma super novidade. Certamente o momento econômico do Brasil, somado ao fato de ser a primeira vez que o festival desembarca por aqui, sejam razões para se manter os pés no chão. De qualquer maneira, se você é um amante do techno, poderá curtir grandes e bons nomes durante a festa!

    No time internacional destaque para artistas como Marc Houle, que foi bastante elogiado em suas últimas passagem pelo país, o galês Jamie Jones e o chileno Luciano, que não vinha para cá há algum tempo. Também poderemos curtir Art Department e Jonas Rathsman – este último é talvez o menos conhecido da massa, que pode acabar se tornando uma das boas surpresas para o publico. Para finalizar, não poderia deixar de falar de Dubfire, que finamente trará o projeto Hybrid para o Brasil, que estava marcado para estrear em terras tupiniquins na Tribaltech mas teve sua apresentação cancelada por conta do mau tempo que assolou a festa. Entre os brasileiros, boas figuras conhecidas como Alex Justino, Ahmed, Anna, Renato Ratier, além do nosso residente Bernardo Ziembik, que irá representar o coletivo no festival.

     

    Temos um bom mix bom de artistas, que com certeza conseguirão agitar a pista de techno e house da EDC, nesta primeira edição. A festa geralmente arrasta multidões nos EUA e se pensarmos pelo lado dela ter um público bem variado, o lineup faz total sentido: são artistas com boa bagagem, desde pequenos clubes até festivais gigantes, que sabem ler a pista muito bem e agradar a massa. Nos vemos lá!

  • Ion Ludwig: um exemplo de artista e de pessoa

    A história com o Ion Ludwig esse ano foi engraçada: tudo começou quando eu apresentei ele a uns amigos em um after em agosto, sem nem saber o que estava por vir. Ouvimos vários lives dele em sequência e eu mesmo, que já há algum tempo não o acompanhava, voltei a encaixar nos meus sets. Poucos dias depois sua booker Isis Salvaterra, da agência Toi Toi Musik de Londres, me disse que ele estaria no Brasil no começo de novembro. O que eu achava uma oportunidade única, já que seria um live que cairia como uma luva na pista do Terraza.Me dispus a fazer o road mananger dele, já que não poderia perder a chance de passar um dia com um cara genial como ele. Negociação avançada e já perto de assinar contrato, eu já estava vivo dentro do dia que ele tocaria aqui em Floripa, com a ansiedade cada vez maior.

    Chegando perto da data, mandei uma mensagem para a fanpage dele, e ele super educado me respondeu em poucos minutos, dizendo que estava muito feliz de conhecer uma cidade nova e um clube novo. Fiquei ainda mais curioso, como será que deve ser esse cara? Em minha cabeça criei a imagem daquele nerd pirado, que mal se comunica e é cheio de frescuras para fazer qualquer coisa. Chegando no dia a surpresa: na hall de desembarque do aeroporto, quando eu o avisto, ele já vem em minha direção dizendo “Heyy Doriva, nice to meet you, finally!”. A partir daquele momento eu sabia que a noite que estaria por vir seria diferente e especial. Fomos ao clube, passamos o som e em seguida jantamos junto com Renee, Ale Reis e Henrique. Ali conversamos um pouco sobre música e contei para ele algumas experiências que tive ouvindo o som dele, falei sobre o Terraza e como ele poderia conduzir o som naquela noite. Deixei ele no hotel e fui para o clube para começar o warm-up sem ter ideia que ele, eu e o Digitaria tocaríamos para o maior público já presente dentro do Terraza desde a sua fundação, 4000 pessoas!

    O live começou pontualmente as 02:15. Fiquei surpreso com o começo, normalmente em apresentações mais longas ele começa com uma viagem mais introspectiva na primeira hora, passando para um lance mais voltado para a pista na segunda hora, porém o que aconteceu foram quase três horas de pista, o que mostra que o artista tem versatilidade mesmo fazendo uma apresentação live. Além disso, a quantidade de novidades apresentadas foi muito grande, conhecia poucas músicas das que foram tocadas, mas que ainda assim representaram momentos especiais, como quando tocou Maternity Album Church, música que ele me contou mais tarde que foi feita para a namorada que está grávida, e com os synths e vocal de After Ysle, sobre uma bateria bem mais acelerada que a original do seu último álbum. 

    No começo a pista estava pouco desconfiada, porque realmente o techno que ele toca é bem diferente e bem difícil de absorver em alguns momentos, mas a partir da segunda hora foi como ouvi o comentário depois: “Parecia um estádio de futebol, cada virada era gol”, o que rendeu uma esticada além do horário previsto. Às 5:00 ele passou o controle para o Digitaria e agradeceu muito a oportunidade e principalmente o carinho que todas as pessoas tiveram com ele aqui em Floripa. Vimos um pouco do set deles, que teve um começo muito bom, mantendo a pegada, que estava bem mais acelerada que o de costume dos dois, mas Ion já estava bem cansado de som alto por dois dias seguidos (na sexta ele tocou em São Paulo), então saí com ele de lá e fomos para um ambiente mais tranquilo fazer um som com volume mais baixo. Neste momento tive a chance de tocar quase 6:00 com ele, ali foi onde eu ouvi tudo o que eu ouvi nos lives dele antes da festa, mais uma vez, mesmo tocando com pen drives, somente musicas dele durante todo o tempo. Houveram momentos paranoicos, algumas pitadas de acid house, com bastante complexidade, tudo numa pegada bem after hours. 

    Neste final de semana vivi dias especiais, pois além de ter feito um novo amigo, conheci um artista fantástico, que mostra porque a música é tão incrível: ela une pessoas as pessoas. Com um respeito incrível com todos, em todo momento, Ion Ludwig deu uma aula de um pouco de tudo para todos naquele fim de semana, tanto de cordialidade, como de amor ao que faz.

  • Guy Gerber supera sua estreia no templo com long set emocionante

    Já se passaram 4 anos desde que Guy Gerber fez sua mítica estreia no Warung Beach Club, um long set de mais de 6 horas que ainda persistia como sua melhor aparição por aqui, época em que ele ainda carregava seu Rolland Juno 106 pelo mundo e se preocupava mais em mostrar todo seu talento como músico. Hoje ele já não precisa mais disso, pois consegue deixar qualquer pista ainda mais marcada por seu estilo envolvente, sendo aclamado como ‘”rei do groove”. O seu lado DJ floresceu e o colocou entre os nomes mais respeitados da atualidade. Gerber é o exemplo do artista moderno, excepcional tanto no estúdio quanto na pista de dança.

    Depois de sua estreia ele figurou todos os anos no Club sem ter espaço para uma noite só sua novamente, porém no último sábado, após o cancelamento do Bill Patrick, ele pôde ter novamente um long set para mais uma bela história. Guy Gerber protagonizou um espetáculo inigualável repleto de nostalgia e felicidade. Anos atrás o club tinha como principal característica apresentações que variavam entre 5 e 8 horas, hoje, apenas alguns convidados são agraciados com essa oportunidade.

    Eu estava há meses sem frequentar a casa e confesso que estava ansioso pela noite como um todo. Logo na entrada pude notar o bar novo, algo que me intrigou, pois descaracteriza o estilo da casa, mas não se pode agradar gregos e troianos não é mesmo? Rapidamente segui para o Inside, aonde Leo Janeiro iniciava as festividades com tranquilidade,  fazendo um bom warm up. Em uma rápida passagem pelo Garden conversei um pouco com o duo Andhim, Tobias e Simon estavam ansiosos e felizes por retornar ao Canto do Morcego após a boa passagem no carnaval deste ano.

     

    Sem atrasos, a fábula do headliner israelense começou a ser escrita pontualmente às duas horas da madrugada. Oriundo de Tel Aviv, ele sempre bebeu de boas fontes musicais e contou com o apoio de grandes gravadoras como Bedrock e Cocoon para formar o artista que é hoje. Sua conexão com a pista do club catarinense se sobressai sem que ele faça muitos esforços, cada música sempre surge de forma simples e mágica. Logo na primeira hora de set o público foi agraciado com o seu remix feito para a música Catch You By Surprise de Art Department, lançada no início deste ano pela gravadora canadense No.19 Music. Era nítido, o principal artista da noite estava inspirado e sem mais delongas tratou de soltar a intimista No Distance, feita em colaboração com Dixon.

    Gerber construiu seu set com sua habitual hipnose viajante e apresentou no auge da noite um lado obscuro e mais pesado do que já tinha se visto por aqui. Ainda tinha tempo para algumas cartas na manga como The Mirror Game, que referenciou um pouco à noite de Halloween que acontecia. Pouco antes do término do seu set o inigualável e inesperado remix de Radio Slave para Moan foi sacado e extasiou a pista inteira. Para quem não conhece, esta é uma das principais produções do emblemático Trentemøller, o qual não vemos em terras tupiniquins desde a sua passagem pela trinca D-Edge, Club Vibe e Warung em 2011.

    As luzes do dia já haviam tomado conta do Inside indicando o fim de mais uma bela noite quando a magia de Timing começou a ser tocada. Em poucos segundos toda a atmosfera se transformou dando espaço a toda genialidade por trás dessa música, artistas lendários como Hernan Cattaneo, John Digweed e até mesmo o papa Sven Väth já tocaram ela no pistão. Ao fim do set, Gerber ainda deixaria um último presente, a especial Dillon – Thirteen Thirtyfive (Deniz Kurtel Remix), para fechar com emoção mais este belo capítulo na história do templo!

    Fotos: Gustavo Remor e Juliano Viana / IMAGECARE.

  • O que é Detroit techno?

    Mais ou menos na mesma época em que a house music estava começando a acontecer em Chicago e New York, havia uma sonoridade completamente diferente borbulhando na cidade de Detroit. O som de Detroit era mais futurista e frio; era o som de uma cidade em decadência, viajando pelo espaço sideral.

    Tudo começou no final dos anos 80, quando um grupo de produtores começou a usar as drum machines Roland 909 e 808 em conjunto com synths como o Yamaha DX100, absorvendo inspiração da música com synths da época, como Yellow Magic Orchestra e Kraftwerk, mas também bebendo da fonte do funk cru de Parliament e Prince. Era o surgimento do techno, a partir da sua forma original intitulada detroit techno. Aqueles caras estavam fazendo música para o futuro, olhando além da sua realidade distópica ao mesmo tempo em que eram fortemente influenciados por ela. Você pode ouvir a solidão em várias faixas, as fachadas desmoronando e as ruas vazias de uma cidade que está morrendo. Por que razão nenhuma dessas músicas fora incluída na trilha sonora de Bladerunner nunca saberemos, pois elas se encaixariam perfeitamente.

    Você sempre irá ouvir três nomes quando o assunto for a origem do detroit techno: Derrick May, Juan Atkins e Kevin Saunderson, também conhecidos como The Belleville Three, em referência à cidade vizinha a Detroit aonde cresceram. Estes três lançaram os materiais mais antigos, junto com outros pioneiros daquele tempo como Mad Mike Banks, Jeff Mills, Eddie Fowlkes, Octave One e muitos outros. Assim que o som de Detroit viajou além do oceano ele começou a se fragmentar e se transformar no que hoje chamamos apenas de techno. Esta nova música futurista rapidamente ganhou força na Europa, ao mesmo tempo em que estagnou e perdeu força no seu país de origem. Os Estados Unidos estavam vivendo a explosão do movimento hip hop e ainda não estavam prontos para o techno, o que levou a maioria dos produtores de Detroit a se mudarem para o Velho Continente, aonde sobrava trabalho e era possível viver da música.

    Até hoje ainda existe uma vertente do techno que leva Detroit como prefixo. Suas paisagens futuristas sedosas e percussões de funk cru são inconfundíveis e atemporais. Ouça abaixo alguns exemplos de músicas, clássicas e contemporâneas, que preservam a alma do funk future que chamamos de Detroit Techno:

    Traduzido e adaptado a partir do texto original publicado pela Magnetic Magazine.

  • Stekke e Mathew Jonson brilham em noite atípica do Garden

    No dia 03 de outubro o Warung recebeu Mathew Jonson, um dos lives mais incríveis da atualidade, que no ano passado carimbou seu nome como um dos destaques da Tribaltech. Completando o line-up do Garden, uma bela articulação da curadoria: um inusitado longset do duo Stekke no warm up e o curitibano Fabo pra encerrar. Na véspera, com a divulgação dos horários, as comunidades de debates sobre assuntos do templo foram tomadas por elogios, tanto pela estreia de Mathew, como também pela oportunidade de ter um dos principais projetos de techno do país guiando a pista por seis horas, podendo contar uma bela história, surpreendendo até mesmo aqueles fãs que já conheciam o som deles. 

    Entramos no clube por volta das 10h e nos instalamos em frente ao palco, para acompanhar cada minuto do que Stekke apresentaria. No primeiro momento rolou o clássico “warm up para si mesmo”, contando com suas características habituais, norteadas pelo dubtechno. O legal desse começo é o clima que se criou: uma atmosfera fechada, misteriosa, sem muitas pistas de como aconteceria a evolução da apresentação, com momentos de experimentalismo puro. Com o passar das horas a evolução era milimétrica, o duo conseguiu hipnotizar os presentes com as mesmas características citadas anteriormente, porém subindo a quantidade de batidas por minuto e algumas certeiras variações de bassline, hats e kicks. Até aquele momento pouco se conhecia sobre os LP tocados, até que próximo ao final o público foi brindado com alguns clássicos, como “Whats Is The Time, Mr. Templar?” e “Kinda Kickin”.

    Com a entrada de Mathew Jonson, a euforia era grande. Em seu primeiro timbre já era perceptível a qualidade que viria a seguir, justificando o porquê de ser tão aguardado. Sua primeira música apresentavam muitas influencias da house music, com um belo vocal, levando a pista ao delírio. Subsequente a isso, uma soma de novidades: músicas desconhecidas, até o primeiro clássico dar as caras: na sua quarta música o canadense apresentou uma versão de Learm to Fly incrível, com uma série de novos elementos, transformando o que já era magnifico! Em seguida tudo passou tão rápido, belo e impactante que quando olhamos no relógio o horário do término de sua apresentação já se aproximava. O carisma de Mathew é surpreendente, um show à parte, além de todos os equipamentos analógicos que o mesmo carrega, ele foi importantíssimo para ganhar os presentes. Essa comunicação entre artista e pista é essencial a qualquer DJ ou produtor que se apresente ao vivo. 

    Com a entrada de Fabo notou-se uma mudança brusca no clima na festa. Não de forma pejorativa, mas a mudança de “humor”, musicalmente falando, foi nítida. O curitibano, diferente de todas as outras vezes que o vi se apresentar, mostrou um som mais sério, longe das características que o consagraram. De certa forma, Fabo foi muito inteligente ao optar por esse perfil de set, pois ele tinha a árdua missão de segurar a pista depois das impactantes apresentações de Stekke e Mathew Jonson. Podemos dizer que ele conseguiu, já que a pista o respondia muito bem diante sua apresentação. 

    A noite seguinte do templo contou com Guy Geber e já aconteceu. Na próxima semana nosso correspondente Thiago irá publicar seu relato da festa, enquanto nos preparamos para o aniversário do templo, marcado para acontecer dias 13 e 14 de novembro. Para obter informações acesse: www.warungclub.com

    Fotos: Juliano Viana / IMAGECARE.

  • O live enigmático de Ion Ludwig passará pelo Brasil em novembro

    Nascido na Holanda, Koos Ludwig é um daqueles talentos precoces, que começaram a produzir desde muito cedo. Mudou-se para Berlim no começo de 2005, onde começou a lapidar o live que viria a apresentar com o nome de Ion Ludwig, em casas como o Club Der Visionaire e o Weekend. Com 21 anos já havia lançado seu primeiro EP pela Alphahouse.

    O que podemos esperar nas suas apresentações? Uma viagem introspectiva e ao mesmo tempo bem divertida pelos mais diferentes tipos de arte, um som bem desconforme em estrutura e harmonia em relação ao que estamos habituados a ouvir. Ion cria uma atmosfera bem fantasmagórica em certos momentos, deixando a ambiência caótica, e em outros com vocais lindos, citações de vozes do cinema e sons orgânicos do mundo. 

    Uma verdadeira máquina de produzir, lançou este mês seu segundo disco/ábum pela sua própria gravadora, a UGold Series, em parceria com a DD Distribution Berlin. Um álbum triplo, denominado Ghost to Cost, vinyl only, com parte do refinado conceito que ele consegue extrair nos lives ao redor do mundo.  Você pode ouvir o álbum aqui. Infelizmente todas as cópias foram reservadas em poucos dias no site alemão Decks.de.

    Será uma enorme experiência musical para quem puder acompanhar suas duas horas de live dia 7 de novembro no Terraza em Florianópolis, ou dia 6 na Subdivisions, em São Paulo. Poder acompanhar o estudo sonoro de um artista inteligente assim é um prato cheio para quem ama música eletrônica. Completando o line de Floripa temos eu, Doriva Rozek, representando a casa e também o detroitbr, e o duo brasileiro que hoje vive em Barcelona, Digitaria. Em SP Oliver Gattermayr, Manara e Raphael Carrau farão companhia a Ion na cabine.

  • Desafios e superação marcam o ano da evolução da Tribaltech

    No ano passado a Tribaltech iniciou uma trilogia na qual cada festa teria uma temática conceitual. A primeira foi intitulada Reborn: após declarar seu fim em 2012 e passar por um breve hiato em 2013, em 2014 o festival voltou completamente reinventado, abraçando novas tribos e valores e demonstrando o que pretendia enquanto evento cultural. A edição seguinte recebeu o título de Evolution e, assim como a morte foi necessária para o renascimento, grandes desafios tornaram a evolução uma realidade.

    Antes de começar o evento o primeiro baque veio da mesma maneira que veio para a maior parte das empresas brasileiras: a desvalorização do Real encareceu praticamente tudo, inclusive o cachê de diversos artistas internacionais, que recebem em Dólar ou Euro. Alguns dias antes da festa, o segundo baque veio, em forma de previsão do tempo, que apontava quase 100mm de água caindo do céu durante o fim de semana. Claro que as adversidades enfrentadas não estavam nos planos da organização, no entanto, sua experiência e sabedoria para lidar com elas demonstraram que a TT estava pronta para evoluir. Naturalmente nem tudo foram flores, em alguns momentos faltaram agilidade e comunicação diante dos problemas, porém, a execução como um todo foi satisfatória e digna de reconhecimento.

    Escrever um review de um evento do qual fizemos parte é sempre um problema, pois o conhecimento de fatos e detalhes de bastidores fazem com que nós tenhamos uma visão distinta da maioria das pessoas, por isso, novamente optamos por substituí-lo por um papo direto e transparente com os idealizadores do festival. Desta vez, no entanto, apenas eu e Jeje estávamos na mesa, para a conversa de 25 minutos que você ouve pelo link abaixo.

     

    Entrevista com Jeje (Tribaltech) – 19/10/2015 by Mohamad Hajar Neto on Mixcloud

    Como podemos ver, a T2 não só sobreviveu ao perrengue como já está com a cabeça em 2016. A edição de encerramento da trilogia deverá absorver todas as experiências vividas no ano da evolução, para alcançarmos a redenção com a intensidade que desejamos já há três anos. O set usado de fundo é o último Boiler Room gravado por RØDHÅD, que você pode assistir na íntegra clicando na foto abaixo.

  • Encontro Fnac de Música Eletrônica volta a São Paulo nesta semana

    Chegou a vez de São Paulo receber a última etapa da edição especial dos 10 anos do Encontro Fnac de Música Eletrônica! O evento acontece anualmente desde 2006 em Curitiba, realizado pela Yellow DJ Academy, e é considerado um dos mais importantes encontros voltados para este mercado no estado. Aberto a toda a comunidade e 100% gratuito desde a sua primeira edição, tem como seu principal objetivo promover o crescimento do mercado regional, por meio de debates, palestras e workshops, com profissionais envolvidos e engajados na área.

    PROGRAMAÇÃO

    | Quarta (21 de outubro) |

    18h – Credenciamento
    Warm up com DJ Baske (e-DJs) + Distribuição dos kits dos participantes

    19h – Debate “A evidente força do novo movimento itinerante”

    Elijah (Party Hard)
    Leonardo Ruas (ˈtīmləs)
    Thiago Guiselini (Soulset)
    Henrique Marciano (Fractal Mood)
    Mauro Farina (Free Beats)

    Mediação: Raul Aguilera

    20h – Bate papo “Vida de Artista”

    Gabriel Boni (Entourage)
    Erick Jay
    Marvin Hell (Electrixx/Toxxic)
    Stupidizko (Glide)
    Renato Cohen
    Mediação: Maurício Angelo (Glide)

    21h – Debate “Por que pagamos tanto para se fazer música em nosso país?”

    Sérgio (Music Company)
    Priscila Berquó (Roland Brasil)
    Shao (In Music)

    Mediação: Michel Skava

    | Quinta (22 de outubro) |

    18h – Credenciamento
    Warm up com DJ Adriano Cortez (Ban EMC) + Distribuição dos kits dos participantes

    19h – Debate: “Como gerar crescimento sustentável dentro da indústria musical eletrônica?”

    Diogo Andrade (DM7)
    Eli Iwasa
    Mauricio Angelo (Glide)

    Mediação: Mohamad (detroitbr)

    20h – Bate papo “Vida de Artista”

    Mandraks (Entourage)
    Tough Art (Season Bookings)
    Krash (Glide)
    Groove Delight
    Mau mau

    Mediação: Ban (Ban EMC)

    21h – Debate “Os produtores brasileiros estão prontos para um novo boom musical?”

    Lisa Bueno (e-DJs)
    Ban (Ban EMC)
    Lucas Carrilho (Glide)
    Léo Casagrande (Léo Casagrande Studio)
    André Salata
    Michel Shkava

    Mediação: Christ (Yellow DJ Academy)

    Serviço

    Local: Fnac Paulista – Av. Paulista, 901 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01311-100
    Inscrições: http://academy.yellow.art.br/fnac-sp2015

  • Terraza BC comemora um ano com grandes talentos nacionais

    Em apenas um ano de Terraza BC uma seleção de renomados artistas da música eletrônica passaram pelo club. Entre eles: Carl Craig, Radio Slave, Nic Fanciulli, DJ Koze, Daniel Stefanik, Audio Werner, Robag Wruhmme. Para celebrar o aniversário de um ano da casa, no dia 17 de outubro, talentosos artistas brasileiros foram selecionados. 

    Todos eles, com exceção à residente Antonela Giampietro, fazem sua estreia na pista do Terraza BC, sendo cada um originário de um estado diferente. Começamos a viagem pelo Paraná, terra de Kaká Franco, que apesar de ser uma revelação recente do house nacional, possui vasta experiência e uma invejável biblioteca de discos. Passando para o sudeste chegamos ao paulista Ney Faustini, que também tem encontrado destaque há pouco tempo. Em 2013 venceu o prêmio de DJ Revelação pelo Rio Music Conference, época em que também passou a integrar o casting do D.Agency, o que tem lhe rendido espaço em bons clubs do país nos últimos tempos. Finalizando nossa viagem, chegamos à Minas Gerais de Anderson Noise. O DJ é o mais experiente entre os três: com quase duas décadas de carreira, 32 países diferentes e mais de 50 lançamentos, Noise vem à pistinha mais quente de BC para compartilhar um pouco de todo esse conhecimento.

    SERVIÇO

    Evento: Terraza BC – Aniversário de 1 Ano
    Data: 17 de outubro de 2015 – Sábado
    Horário: 22 horas
    Local: Music Park BC – Rua Francisco Córrea, 908 – Balneário Camboriú/SC
    Preço: Primeiro lote – Feminino Pista R$ 20/ Masculino Pista R$ 50

    Pontos de venda

    Music Park – Balneário Camboriú
    Loop Brasil – Av. Brasil
    Postos Brava – Itapema e Balneário Camboriú
    Rede Multisom
    Rede Blueticket
    Promoters Autorizados
    Central de vendas Blueticket +55 (48) 4052-9001

    Mais informações: (47) 3366-6330