Stekke e Mathew Jonson brilham em noite atípica do Garden

No dia 03 de outubro o Warung recebeu Mathew Jonson, um dos lives mais incríveis da atualidade, que no ano passado carimbou seu nome como um dos destaques da Tribaltech. Completando o line-up do Garden, uma bela articulação da curadoria: um inusitado longset do duo Stekke no warm up e o curitibano Fabo pra encerrar. Na véspera, com a divulgação dos horários, as comunidades de debates sobre assuntos do templo foram tomadas por elogios, tanto pela estreia de Mathew, como também pela oportunidade de ter um dos principais projetos de techno do país guiando a pista por seis horas, podendo contar uma bela história, surpreendendo até mesmo aqueles fãs que já conheciam o som deles. 

Entramos no clube por volta das 10h e nos instalamos em frente ao palco, para acompanhar cada minuto do que Stekke apresentaria. No primeiro momento rolou o clássico “warm up para si mesmo”, contando com suas características habituais, norteadas pelo dubtechno. O legal desse começo é o clima que se criou: uma atmosfera fechada, misteriosa, sem muitas pistas de como aconteceria a evolução da apresentação, com momentos de experimentalismo puro. Com o passar das horas a evolução era milimétrica, o duo conseguiu hipnotizar os presentes com as mesmas características citadas anteriormente, porém subindo a quantidade de batidas por minuto e algumas certeiras variações de bassline, hats e kicks. Até aquele momento pouco se conhecia sobre os LP tocados, até que próximo ao final o público foi brindado com alguns clássicos, como “Whats Is The Time, Mr. Templar?” e “Kinda Kickin”.

Com a entrada de Mathew Jonson, a euforia era grande. Em seu primeiro timbre já era perceptível a qualidade que viria a seguir, justificando o porquê de ser tão aguardado. Sua primeira música apresentavam muitas influencias da house music, com um belo vocal, levando a pista ao delírio. Subsequente a isso, uma soma de novidades: músicas desconhecidas, até o primeiro clássico dar as caras: na sua quarta música o canadense apresentou uma versão de Learm to Fly incrível, com uma série de novos elementos, transformando o que já era magnifico! Em seguida tudo passou tão rápido, belo e impactante que quando olhamos no relógio o horário do término de sua apresentação já se aproximava. O carisma de Mathew é surpreendente, um show à parte, além de todos os equipamentos analógicos que o mesmo carrega, ele foi importantíssimo para ganhar os presentes. Essa comunicação entre artista e pista é essencial a qualquer DJ ou produtor que se apresente ao vivo. 

Com a entrada de Fabo notou-se uma mudança brusca no clima na festa. Não de forma pejorativa, mas a mudança de “humor”, musicalmente falando, foi nítida. O curitibano, diferente de todas as outras vezes que o vi se apresentar, mostrou um som mais sério, longe das características que o consagraram. De certa forma, Fabo foi muito inteligente ao optar por esse perfil de set, pois ele tinha a árdua missão de segurar a pista depois das impactantes apresentações de Stekke e Mathew Jonson. Podemos dizer que ele conseguiu, já que a pista o respondia muito bem diante sua apresentação. 

A noite seguinte do templo contou com Guy Geber e já aconteceu. Na próxima semana nosso correspondente Thiago irá publicar seu relato da festa, enquanto nos preparamos para o aniversário do templo, marcado para acontecer dias 13 e 14 de novembro. Para obter informações acesse: www.warungclub.com

Fotos: Juliano Viana / IMAGECARE.