Depois de uma onda de festivais comerciais internacionais aportando no Brasil em meados desta década, no ano passado o selo holandês Dekmantel veio para ser um dos primeiros a apresentar uma curadoria conceitual e inovadora. Desde o Sónar SP 2012 que não se via um festival apresentando nomes como Nicolas Jaar, Jeff Mills e Moodymann, só pra citar alguns. A estreia foi um sucesso e criou um grande desafio para 2018: como manter o nível e a linha evolutiva da proposta apresentada pela curadoria anterior?
A primeira novidade está na mudança de locais: a edição de estreia no Jockey Club de São Paulo foi ótimo “cartão de visitas”, mas um lugar inóspito e místico como as ruínas do antigo PlayCenter irão dar uma atmosfera mais underground ao evento, efeito percebido recentemente em eventos como DGTL e TribalTech, que ocuparam espaços semelhantes em suas edições de 2017. Enquanto isso as festas noturnas, que ano passado foram realizadas na Fabriketa, agora respiram ares opostos no Anhembi, complexo de espaços para eventos localizado na zona norte paulistana.
Para dar vida a ambos espaços, mais uma vez a curadoria buscou apresentar uma grande cota de novidades e artistas visionários, temperada com certeiras opções entre os nomes que ganharam relevância em nosso país. Um dos retornos mais aguardados é o do Modeselektor, que passou os últimos anos em hiato por seus integrantes estarem dedicados ao Moderat. A dupla virá para apresentação em DJ set, em uma viagem experimental que deverá ter o mesmo toque agressivo do que lançam em seu selo Monkeytown. Antes dele se apresenta Mano Le Tough, head do selo maeve e figurinha carimbada nas pistas brasileiras. E falando nelas, o encerramento do 2º dia ficará por conta de Nina Kraviz, que deverá apresentar algo mais surpreendente e intenso que na última edição, quando tocou antes da lenda Jeff Mills. Antes dela toca Marcel Dettmann, residente do Berghain e um dos principais expoentes do techno berlinês na última década. Mais cedo ainda será possível acompanhar ótimas apresentações de outras linhas musicais, como Four Tet, Peggy Gou e Midland.
Nos outros palcos, inúmeras boas opções das quais algumas sequer ouvimos falar antes, mostrando que a proposta de trazer inovação está sendo cumprida. Além do Selectors e do UFO, a Gop Tun, crew brasileira que co-produz o festival com os holandeses, estará presente novamente com seu stage. Confira a programação completa e monte seu cronograma:
Já sobre as festas noturnas, ainda não temos a confirmação da quantidade de palcos e nem da realização segunda delas, embora ela deva ser anunciada com menos antecedência e sem artistas divulgados anteriormente, a exemplo do que aconteceu em 2017. Confira quem toca na noite de sábado no Anhembi:
Serviço
Data: 3 e 4 de março de 2018 Locais: Rua Inhaúma, 263 (Antigo PlayCenter) e Av. Olavo Fontoura, 1209 (Sambódromo do Anhembi), ambos em São Paulo (SP) Ingressos:Eventbrite Links: site oficial / evento no facebook
Um dos períodos mais festivos do ano está para começar e o ciclo carnavalesco do Warung será contemplado por três grandes showcases: Rumors, Spectrum e Circoloco. Todos trazem consigo uma temática específica, contextualizada com os DJs que apresentam.
Rumors surgiu em 2014 como uma festa gratuita nas praias de Ibiza. Idealizada por Guy Gerber, desembarca pela segunda vez no Brasil. Sua primeira aparição por aqui foi no carnaval de 2016, quando trouxe Lauren Lane. A principal característica é a decoração do palco, várias luminárias amarelas, gérberas vermelhas e brancas e até alguns girassóis deixam a experiência visual mais impactante. Gerber já é íntimo do público do Warung, estreou por aqui na páscoa de 2011 com um memorável set de 6 horas, criando assim uma conexão com o templo que se fortaleceu com novas passagens nos anos seguintes. No dia 10 de fevereiro ele vem acompanhado de Bill Patrick e Acid Mondays, no comando do Garden.
Spectrum é um programa de rádio desenvolvido pessoalmente por Joris Voorn, que pode ser ouvido/baixado em diversas plataformas. Com quase um ano de existência, nele Joris aproveita para compartilhar todo o seu extenso gosto musical, transitando entre os mais variados estilos como techno, tech house, house, deep house e até progressive house. Atualmente está no episódio 041 e pode ser conferido diretamente através do site http://jorisvoornspectrum.libsyn.com/. O Spectrum vem para coroar a segunda noite de folia no Inside, além de Joris Voorn traz Yotto e o aguardado retorno do live de Recondite.
Circoloco, assim como a Rumors, surgiu em Ibiza. No entanto sua história começa há muito mais tempo, lá no final da década de 90, quando a ilha começava a dar indícios de que seria referência mundial em festas de música eletrônica, um Club chamado DC-10 iniciava uma ousada proposta. Todas as segundas durante o verão a festa Circoloco aconteceria, não demorou muito para se popularizar e se tornar o destino de vários turistas que a ilha recebe durante a alta temporada. Loco Dice, Luciano e Tania Vulcano são apenas alguns dos nomes que firmaram suas carreiras junto ao Crazy Clown, o emblemático símbolo do Palhaço Maluco é considerado por muitos a referência máxima ao estilo de vida festivo espanhol. Esta é a terceira vez que o núcleo realiza uma festa por aqui, as outras edições foram e 2007 e em 2013. The Martinez Brothers, Seth Troxler, Tania Vulcano e o savageAlbuquerque estarão encarregados de transportar para a Praia Brava todo o clima das festas da ilha europeia.
A programação que o Warung oferece é uma excelente alternativa para aqueles que preferem música eletrônica aos passinhos e hits carnavalescos. Além dos artistas já citados, outros grandes nomes que se apresentarão virão para proporcionar uma experiência sonora ímpar a quem frequentar o templo durante o feriado.
Serviço
Local: Warung Beach Club – Av. José Medeiros Vieira, 350, Itajaí (SC) Ingressos: site oficial
No próximo sábado, 11/11, o detroitbr celebrará 4 anos decorridos desde que sua ideia fora concebida e sua evolução e proliferação iniciada. Para tanto, está sendo organizada a maior festa da história do coletivo: o Galera’s Beach Bar foi escolhido tanto pelo cenário paradisíaco da Praia Brava como pela capacidade do salão superior, ambiente aonde será montada a pista de dança que receberá o francês Traumer, grande atração da festa.
Pra aquecer os ânimos e colocar todo mundo na mesma sintonia convidamosBernardo Ziembik, nosso residente e fã incondicional do cara, para fazer uma entrevista com ele. Para nossa grata surpresa as respostas demonstraram um artista sincero, empolgado e um tanto louco – exatamente o que esperamos de alguém que vai tocar por 4 horas em um importante capítulo de nossa história.
Entrevista
Bernardo: Olá Traumer, antes de qualquer coisa, eu gostaria de dizer que é uma grande honra pra mim fazer esta entrevista. Eu sou um grande fã da sua música desde quando ouvi seu lançamento pela Desolat, que acredito que o introduziu massivamente no mercado da música eletrônica. Você poderia nos falar um pouco sobre este trabalho e que influências você teve naquele tempo?
Traumer: Olá, a parte engraçada é que eu não tinha a Desolat em mente quando produzi a track. Para ser bem honesto, eu nem estava certo sobre a faixa Hoodlum e ao mesmo tempo eu ainda estava no meio das coisas diferentes que eu vinha testando, se eu queria fazer techno ou house no meu projeto Traumer. Naquele tempo o projeto Romain Poncet ainda estava sendo concebido e eu ainda estava testando as coisas.
Então eu fiz algumas músicas inspiradas em techno, com alguns cortes apoiados em house como Hoodlum ou Insola. Eu me lembro que uma manhã o meu agente da época me ligou e me disse, “Boas notícias, você vai lançar um EP pela Desolat” – eu obviamente disse que estava bem feliz em ouvir esta notícia mas também não conseguia entender como era possível. Ele me disse que havia enviado previamente todos meus materiais para a Desolat e eles gostaram tanto que decidiram que eles tinham músicas suficientes para fazer um EP duplo. Aqui está a história 🙂
B: Nós podemos dizer que a identidade de Traumer mudou desde então, enquanto Romain Poncet se aproximou mais do som do DeDust EP. Além desses dois alter-egos, você já assinou faixas como Poncet Family, Möd3rn, Sergie Rezza, Adventice e RedSpecs. Nos diga como você administra todos esses projetos e qual a diferença entre eles!
T: Você está absolutamente certo sobre o som de DeDust. Eu realmente tenho outros projetos mas vou deixar você encontrar eles por si mesmo… Sobre essa “esquizofrenia”, administração da multi-personalidade da minha identidade: eu realmente não sei como eu faço isso pra ser honesto. Mas o que eu posso dizer é que tendo tantas identidades diferentes é a minha forma de me manter inspirado. Isso me permite nunca cair no tédio, porque uma vez que estou entediado fazendo techno por exemplo, eu apenas me movo naturalmente para o house, depois para o ambient, depois minimal etc. Essa esquizofrenia artística “controlada” (não estou tão certo se é mesmo controlada haha) mantém o ciclo criativo em movimento perpetuo, tudo está sempre zumbindo em minha cabeça. Também, se eu tivesse que analisar objetivamente essa necessidade de fazer malabarismos com diferentes projetos, psicologicamente, eu pensaria que é também uma forma de me tranquilizar. Eu posso ficar um pouco ansioso com relação ao futuro algumas vezes – ter todos esses projetos talvez seja minha maneira de criar diferentes finais e saídas de emergências pra mim…?
B: Algo que me impressiona nas produções do projeto Traumer são suas referências tribais e percussivas. Você poderia nos falar um pouco sobre sua formação musical, quem ou o quê te inspirou em sua carreira?
T: Eu não tive nenhum treinamento musical formal, eu não toco piano ou qualquer outro instrumento. Eu estou apenas ajustando. Eu comecei a fazer música no computador quando eu tinha 14 anos e eu acredito que esse é o meu instrumento. O computador me permite curtar, colar, mover, fatiar, truncar, desacelerar ou acelerar qualquer fonte de áudio, e é isso que eu gosto de fazer. Muitas pessoas me inspiraram ao longo dos anos e são tantos, mas tantos que continuam me inspirando, que eu não vou fazer uma lista pois sempre esqueço alguns, e também porque essa lista seria tão grande! Eu obtenho minha inspiração de tantas coisas diferentes, mas eu acho que no final eu tenho a maioria das minhas ideias enquanto estou viajando e das gigs em que eu toco. É importante ouvir os DJs que tocam antes ou depois de você.
B: A festa na qual você vai tocar celebra 4 anos da fundação do detroitbr, um projeto underground que é parte de uma onda que está mudando a forma como os brasileiros interagem com a música. Como a cena da França é bem mais desenvolvida, fico curioso sobre o que está acontecendo aí agora. Como estão as coisas? Quem são os “sangues-frescos” que fazem você acreditar no futuro da cena musical do seu país?
T: Como você disse, as coisas estão se desenvolvendo bem aqui – em termos de evento ficou um tanto enorme, e é o mesmo em várias cidades, não somente Paris. Mas também há muitos grandes artistas aqui na França que continuam elevando os níveis, em diferentes estilos de música eletrônica. Eu estou pensando em gente como Varhat, Lazare Hoche, Cesar Merveille (ele mora em Berlim, mas ainda assim é um grande artista francês), Antigone, DJ Deep, Molly, Seuil só pra nomear alguns dos amigos mais estabelecidos (eu tenho que dizer que sempre esqueço vários nomes – eu realmente não gosto de listar assim). Mas a chave para o desenvolvimento está acontecendo nas comunidades na internet. Eu estou pensando nos grupos de Facebook nos quais música é compartilhada, como o grupo “Beau Mot Plage”, aonde você pode encontrar músicas absolutamente incríveis que você nunca ouviu antes. Eu acho que a França está se desenvolvendo bastante por este desenvolvimento ser global, ele vem dos artistas estabelecidos aos novatos, dos promoters ao público e à super-ativa comunidade na internet.
B: Suas última tour brasileira teve gigs em festivais, agora você volta para três noites em clubs. Quais são suas expectativas para a tour dessa semana?
T: Festivais significam menos tempo de set, então nem sempre temos tempo para nos expressar. Tocar em clubs significa o oposto e essa tour é definitivamente o caso. Eu vou tocar no mínimo duas horas em todos os lugares que irei, o que é ótimo. Então, eu espero me conectar mais com a multidão e ir mais fundo musicalmente… Se você quiser me ver na vibe de festival, irei para Lima (Peru) para tocar no Get Out Festival e Cordoba (Argentina) para pegar o palco no Riot no fim de semana depois do Brasil.
Com três criações originais, o Kultra apresenta Arnemetia EP, seu primeiro lançamento pela AIA Records. Com quase meia hora de duração, o release convida o ouvinte a uma verdadeira imersão, passando por três atmosferas distintas.
A viagem começa no clima gélido e mecânico de Glacial Rumble, que encanta conforme sua bela melodia se desenvolve. Em seguida somos conduzidos pela levada aconchegante de Ocean Hiss, cujos synths intrigantes sutilmente intensificam a jornada. Finalmente, alçamos voo com a suave Cirrus Whisper, que conclui o EP de maneira emocionante.
“Criamos essas músicas após fazer nossos primeiros warm-ups no Club Vibe”, conta Moha, integrante do projeto, que recentemente tem apresentado um leque maior de possibilidades no DJ set. “A água, referenciada em seus três estados, representa a diversidade de características que uma mesma coisa pode ter, dependendo das influências que ela recebe do meio”, completa.
O artwork foi criado por Natalie Nodari, enquanto a masterização ficou por conta da Tree Mastering. Ouça ou baixe a música pelo seu serviço preferido:
Há cerca de um mês a T2 Eventos pegou todo mundo de surpresa com o anuncio da TribalTech Escape, edição de conclusão da trilogia iniciada em 2014 e inicialmente marcada para encerrar em 2016. Depois de renascer em um dia de muito sol e alegria, no qual diversas tribos se uniram para erguer 12 palcos na TribalTech Reborn, os tempos ficaram obscuros e vieram as lições do capítulo seguinte: desde a instabilidade econômica enfrentada pelo país até a chuva sem precedentes que castigou a Fazenda Heimari, tudo contribuiu para que a TribalTech Evolution ficasse marcada na vida de cada pessoa que passou por ela.
Depois disso tudo, o terceiro capítulo tinha que ser especial. Talvez não tão grandioso quanto os anteriores, mas igualmente marcante. Por isso fomos até a organização do evento para absorver um pouco mais do clima dos bastidores, saber quais são os objetivos da TT tanto para agora, como para os anos seguintes:
1:10 O que aconteceu no período em que a festa foi adiada?
2:25 Cadê o line-up completo?
3:40 Quantas pistas teremos?
5:05 E o local?
6:00 A história termina aqui?
Como podem ver, uma das apostas da organização é em um novo local, que está sendo guardado a sete chaves para o lançamento que Jeje fala na entrevista. O que já se sabe pelas fotos que foram divulgadas em redes não oficiais é que é um complexo industrial abandonado, com diferentes ambientes prontos para serem transformados numa verdadeira ilha de cultura eletrônica, com a criatividade que a equipe de cenografia da festa já demonstrou ter em outros anos.
Assim como quase metade das pessoas que moram em Curitiba hoje, não nasci aqui. Apesar disso, os mais de dez anos que passei na capital paranaense foram suficientes para que eu a abraçasse como lar. Uma das razões que me levam a ter esse sentimento pela cidade é a forma como ela sempre recebeu a música eletrônica de braços abertos, evoluindo com ela a tal ponto que hoje um festival como a TribalTech possa acontecer em plena área urbana, convivendo com outros estilos e culturas sem que seja amplamente negativado pela sociedade local.
Que venha a conclusão da trilogia, pois mais uma vez, o fim será apenas um grande recomeço. Até onde irá esta jornada?
O primeiro semestre de 2017 vem sendo marcado pela retomada do reconhecimento musical no estilo que possivelmente melhor representa a identidade do Templo. Artistas como John Digweed, Guy J, Hernan Cattaneo (Warung Day Festival) e Guy Gerber se destacam nesses primeiros meses do ano com respaldo total do público, que por sua vez, tem sido solícito em relação a nomes com capacidade de retratar sonoridades com maior profundidade, emoção e sinergia na praia Brava. No último dia 21 foi a vez de Guy Mantzur fazer sua aguardada estreia. Ele era um dos djs que mais obteve pedidos nos rankings de comunidades em rede sociais independentes que circundam a marca Warung. Sua notoriedade pela América do Sul ganhou expressão ao nível de colocá-lo como headliner em longsets nos melhores clubes argentinos, como The Bow. Aproveitando mais uma tour do produtor, o templo tratou de finalmente apresentá-lo no pistão.
Mantzur faz parte de uma maravilhosa geração de produtores israelenses - principalmente advindos de Tel Aviv – que foram alavancados por expoentes como Hernan Cattaneo e Nick Warren no primeiro momento e depois atráves da gravadora Lost&Found, sendo hoje talvez a label que detém o maior domínio e representatividade sob o que é chamado de ‘’novo house progresssivo’’. Aproveitando outra tour importante por nosso continente, o club renovou laços com o consagrado DJ Nic Fanciulli, outro nome que conseguiu se reinventar nos últimos anos, voltando a frente da cena global. Seus back to backs com Carl Cox e Joris Voorn, além de seu próprio festival – The Social – tem chamado muita atenção, principalmente por aqui. Após oito anos o inglês estava de volta, e por uma lógica hierárquica, recebeu a honra de fechar o Inside.
A pista do Garden estava recebendo ainda outro DJ de referência. O nova-iorquino Dennis Ferrer era um dos poucos lendários que ainda faltava debutar no clube, por isso merecidamente lhe foi concedido o enceramento. Mantzur recebeu iniciais duas horas e meia de set no inside e mesmo sob manisfetações de insatisfação por boa parte dos seus fãs, a curadoria permaneceu fiel aos princípios de respeito à história de cada um dos seus convidados. Minha visão e entendimento de como funciona a escolha de onde cada artista deve se apresentar é alinhada com a ideia de respeitar o tamanho de cada artista, porém, como no caso de Guy J no carnaval, que mesmo tocando antes de Sharam, recebeu quatro horas e meia de set, entendia-se que Mantzur merecia um pouco mais de tempo para exibir sua música, mesmo em uma estreia. Entendimentos ou não a parte, não hesitei em ir conferir dois artistas que estavam há bastante tempo em minha lista de interesses musicais.
Perto da meia noite eu já estava conferindo o set de Edu Schwartz no Garden. O catarinense tem um bom e refinado gosto, entende bem o que é preciso para fazer uma pista ganhar tamanho. Sua linha de house mostrava por que ele tem sido uma constante nos line-ups do clube, ele é capaz de moldar-se a diferentes estilos que podem vir a seguir. Curtimos seu set até o limite do horário onde Guy Mantzur começaria. A 1h00 quando chegamos no inside, ele estava quase assumindo o comando. Minha primeira observação era sobre qual setup usaria e logo percebi o laptop sendo aberto. Assim como Guy J, Mantzur prefere abrir mão do CDJ para explorar as possibilidades do software Tracktor em quatro canais. Sua entrada foi carregada de efeitos, e as primeiras músicas proporcionaram aquela sensação de que finalmente estávamos ouvindo algo com conteúdo elevado.
Desde os primeiros minutos Guy não escondia sua emoção de estar finalmente comandando o famoso Inside do Templo. O clube não estava lotado, em ambas as pistas era possível aproveitar sem muitas preocupações. Após a primeira meia hora, Mantzur eleva o ritmo e começa a mostrar qual seria sua proposta para a noite, a vontade de tocar músicas que sempre imaginou ali era tamanha, que ele corajosamente largou a construção do set e começou a jogar diversas faixas muito conhecidas do público que acompanha esse estilo.
O final da primeira hora foi marcado por “Children With No Name”, em parceia com Khen, e o remix de “Push Too Hard”. Em seguida as sempre intrigantes “Skywalker” e “Drops Classic” de Guy J. Um verdadeiro show de clássicos do estilo mixados de maneira inteligente e sem perder conexão com todos.
Próximo das 3h00, na metade do set, surpreendentemente entra em cena uma das minhas músicas favoritas nos últimos anos, uma obra sem precedentes que é capaz de emocionar a qualquer momento: “Trigonometry” de Sasha foi a escolhida para ser a quebra regras da noite. Logo depois uma de suas produções de maior sucesso – “Systematika” – faixa que todos já ouviram diversas vezes, mas que sempre tem um gosto diferente pelas mãos do criador.
Eu nunca fui admirador de djs que não se preocupam com a sequência linear do set, porém, devo destacar que Mantzur conseguiu fazer isso sem deixar ficar chato e cansativo, mesclou faixas super populares com outras instrospectivas. Correndo para hora final, ele apresentou alguns sons que mostraram até aonde abrange sua ideia musical, a exemplo da sempre impactante “Interestelar” de Victor Ruiz, minha produção favorita do brasileiro.
Às 3h30, nem sinal de Nic, o israelense então começa a desacelerar bem lentamente até buscar sua mensagem final na magia de “Epika”, música em parceria com seu conterrâneo Roy Rosenfeld. Mesmo ganhando mais meia hora de música, o sentimento era de que ele ainda teria mais a mostrar. A boa notícia é de que já houve promessa por parte de diretoria do clube que na próxima será proporcionado mais tempo a ele.
Nic Fanciulli tinha à sua frente uma pista pronta, quente e sedenta por mais. Durante a semana da festa, comentei com amigos que minha expectativa por seu set seria a de ver ele jogando músicas em um mesmo sentido de quando fez b2b com Sasha, uma sonoridade limpa, porém com elementos capazes de manter a pista conectada.
Nic iniciou com muita personalidade, sua maneira de tocar e mixar são admiráveis, porém acredito que ele perdeu uma grande oportunidade em não ao menos tentar procurar músicas que tivessem um pouco mais de elementos, podendo buscar referências em produções de caras como Nick Curly e Gorge, que estão dentro de seu estilo, podendo assim reconquistar um público que deixou para trás há mais de oito anos. Sua linha de techouse com momentos disfarçados de techno tinha ritmo, era rápida, dançante, mas era perceptível a carência de mais conteúdo que o público sentia, ainda eufóricos pela apresentação anterior. Com mais espaços para curtir, tentei esquecer um pouco o lado analítico e me despreocupar com as questões do que o artista pode ou não apresentar.
Assim, em alguns momentos tivemos boas experiências em seu set, destaco a incrível faixa “Uncompromising” de Adana Twins, uma das mais tocadas no mundo hoje, e que proporcionou o poder esperado na pista do Warung, meu desejo na hora era de que ele pudesse manter o mesmo estilo. Depois das 6h00, poderia destacar “Domino” de Oxia, com recente reinterpretação de Frankey e Sandrino, mesmo sendo um clichê, aquela altura, ouvir algo atmoférico e conectivo, foi um alívio, de fato caiu bem.
O amanhecer foi cinzento, saímos debaixo de chuva, um daqueles Warungs fora de temporada que você vai recordar ocasionalmente e se dar conta no mesmo instante o quanto gosta de determinado estilo de música, seja ele da primeira ou segunda parte, aos presentes: façam sua escolha.
Quando comecei a estudar e aprender mais sobre música eletrônica, o Pump Up the Volume foi um dos documentários essenciais para que eu pudesse entender melhor como tudo começou e onde. Foi em duas cidades, que deram origem a dois gêneros que originaram grande parte do que ouvimos hoje nas pistas: o house de Chicago e o “irmão mais nervoso” que nasceu em Detroit, o techno. Nele, diversos artistas foram enfatizados e Derrick May era um deles.
Afinal, por que o Derrick May é considerado um dos pais do techno? A resposta pode ser simples e objetiva: por ele ser um precursor do gênero. Pra não ficar nessa simplicidade, contarei mais uma história que contribui para que ele tenha esse respeito: ele, na época em que era moleque como nós, foi o formador do Rhythm is Rhythm, projeto que lançou um dos principais hinos da música eletrônica, Strings of Life.
Essa é daquelas música poderosas, que mostra como a arte pode chegar a diferentes cantos. Através disso, Derrick May fez suas primeiras tours pela Europa, nas primeiras raves e squat parties que lá aconteciam, apresentando o primeira formato global de aceitação da música eletrônica. Essas eram daquelas festas clandestinas em que os caras locavam dois sistemas de som, dois jogos de iluminação, convidavam os DJs e conviviam com o risco da polícia aparecer a qualquer hora! Para saber onde era o local, normalmente havia um conjunto de charadas, ou você precisava ir a um orelhão em tal lugar e ligar para tal número. Já pensou que louco? Agora, imagina ser o disseminador de uma cultura que representa uma forma de expressão de uma geração e saber o que ela se tornou hoje em dia?
Aí, anos depois, você procura vídeos do cara e, bingo: o cara continua super atualizado e fazendo sets incríveis. É pra poucos, né?
Por isso e muito mais, agradeço por tudo o que ele fez e faz e me sinto extremamente honrado em tocar numa noite com ele, nessa sexta-feira, no Terraza de Floripa, assumindo a pista principal após a lenda. De quebra, o detroitbr assinará a pista alternativa da festa, onde faço warm up para meus amigos André Anttony e Hetich. Quer jeito melhor pra começar o mês de maio?
O dia 8 de abril marcou a quarta edição do Warung Day Festival e acredito não falar besteira quando digo que marcou também muitos corações. Já na entrada era possível perceber nos rostos uma expectativa otimista, que as filas rápidas para entrar não transformaram na comum frustração. Longe disso. Adentrar a Pedreira era se ver maravilhado por uma estrutura fantástica, que conseguiu retransmitir a atmosfera do club na Praia Brava ao mesmo tempo em que carregava um quê singular.
Com a benção do dragão, até o clima de Curitiba cooperou. A possibilidade de chuva foi substituída por uma temperatura agradável, céu azul e um sol que esquentava ainda mais o caloroso festival. Quando escureceu, pôde-se ver melhor as luzes e projeções que estavam coisa de outro mundo, transportando os presentes para outra dimensão. Não bastasse tudo isso, havia a lua; um luar de tirar o fôlego! E haja fôlego para doze horas de música de uma curadoria capaz de agradar a gregos e troianos, comChris Liebing, Hernan Cattaneo, Nicole Moudaber, Roman Flügel e Stephan Bodzin, entre outros artistas de destaque ou em ascensão na cena, cada qual cumprindo seu papel em tornar esse WDF completamente inesquecível.
Agora se o tempo e a decoração tinham um toque de mágico, a organização, embora boa, poderia ter usado alguns de seus truques. No início da festa parece ter havido uma instabilidade no sistema e o resultado disso foram grandes filas para comprar as fichas de bebida. Só que ninguém quer perder uma ou duas horas para ficar na fila do caixa e ainda ter que pagar 10 reais por uma água ou 15 por uma cerveja… Eis que, diferente dos preços, do meio da festa em diante as filas ficaram razoáveis e, apesar desse começo conturbado, os semblantes sorridentes estavam por todo lado.
Antes de falar dos palcos e das principais apresentações vale comentar rapidamente sobre a estrutura de suporte, que contou com lounges de convivência, para dar aquela merecida descansada às pernas, e uma avenida de food trucks, afinal, ninguém é de ferro. Também havia vários banheiros, que, apesar de algumas críticas, a meu ver foram mantidos limpos à medida do possível.
Tirando o teto do Pedreira Stage que balançou um bocado, a acústica em si dos palcos estava boa, de modo que dentro de cada um não se podia ouvir o som dos demais. Os artistas foram divididos entre Warung Stage, Pedreira Stage e Garden Stage, mas foquei apenas nos dois primeiros, o que já foi tarefa difícil quando se tem Stephan Bodzin tocando ao mesmo tempo que Nicole Moudaber, e Hernan Cattaneo começando apenas meia hora antes de Chris Liebing.
Dos destaques do dia, ouvi diversos elogios direcionados à DJ brasileira ANNA no Pedreira Stage, contudo, não poderia deixar de conferir a apresentação de Roman Flügel, que acontecia ao mesmo tempo no Warung Stage. Ainda em plena luz do dia, o alemão foi construindo seu set meticulosamente. Conforme elevava a energia, demonstrava toda sua técnica e experiência, hipnotizando o público. Uma aula de originalidade e um “aquecimento” para se levar na memória.
Ainda no WS, o tão esperado live de Stephan Bodzin não decepcionou. Como diz o ditado: quem sabe faz ao vivo. Só que quem faz ao vivo não é imune a falhas e seu set travou duas vezes. Mesmo assim, Stephan não pecou em qualidade e conseguiu escrever uma das grandes histórias do WDF, visivelmente se entregando e transmitindo uma energia incrível a um imenso e cativado público.
Confesso, porém, que testemunhei menos do que gostaria do genial Bodzin, visto que no Pedreira Stage Renato Ratier aquecia os ânimos para a entrada de Nicole Moudaber, que entrou fervendo, com seu estilo único, de som intenso e vocais bem colocados. Penso que a maioria já esperava dela uma apresentação memorável, mas a DJ conseguiu superar as expectativas. Ainda assim, me peguei refletindo que 2h de apresentação foram pouco e um long set conseguiria melhor explorar todas as suas nuances. Acabei não ficando para ver sua finalização, pois no Warung Stage tinha encontro marcado com um maestro.
Hernan Cattaneo fez uma entrada triunfal e todos foram arrebatados já nas primeiras notas. Até o momento que consegui acompanhar, sua apresentação estava belíssima como de costume, com elementos melódicos e batidas delirantes. Praticamente um totem do Warung Beach Club, era apropriado que o maestro fechasse o palco principal (e soube que o fez com a envolvente Phases – H O W L I N G), no entanto precisei me ausentar para ver aquele que, para mim, foi o nome da noite.
Chris Liebing é um dos artistas mais respeitados do techno mundial, e não é por menos. Sua apresentação no Pedreira Stage foi surreal, um espetáculo à parte. Uma experiência sensorial através da qual mesmo os corpos mais cansados não conseguiam ficar parados. Depois de um tempo de puro fascínio, vi em mim e a meu redor surgir uma ansiedade: a versatilidade de suas viradas e seus timbres pesados prenunciavam o fim. Mas Liebing não nos deixou baixar um instante sequer, encerrando no auge, com o público extasiado em uma sensação geral de gratidão.
Uma gama de bons artistas, palcos imersivos, gente bonita e (na sua maioria) educada unida por um motivo muito humano: o amor pela música. Na minha opinião isso resume o Warung Day Festival, um evento já consagrado que chega a ser difícil de sintetizar tamanha evolução e importância para a música eletrônica e sua expressão cultural.
Assim, o WDF 2017 já deixou saudades e uma certeza em mente: ano que vem temos um novo encontro marcado em Curitiba. Até 2018!
Nós já lhe demos alguns motivos para não perder o Warung Day Festival, evento que promete juntar fãs da música eletrônica de todo o Brasil na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, e agora reunimos depoimentos de alguns detroiters e parceiros, com suas expectativas e dicas de quais apresentações você não pode perder nesse dia histórico:
Chris Liebingpor Eduardo Roslindo “Chris é referência para muita gente quando se fala em techno, além dele ser incrível dentro e fora dos palcos. Lembro de uma situação na qual rolou um problema com o som enquanto ele tocava e o público rapidamente começou a vaiar o técnico responsável. Momentos depois, Chris percebeu que o causador do problema foi ele e rapidamente admitiu seu erro, chamando o responsável pelo som e pedindo para que todos o aplaudissem. Poucas pessoas nessa situação fariam isso e esse é um dos motivos do porque eu o adoro – além do seu som, é claro. Liebing possui uma variação do techno muito interessante, explorando diferentes tipos de humor e conta um processo criativo que, somado a um setup peculiar, possibilita uma constante criação de novos elementos durante a sua apresentação.”
Hernan Cattaneopor Jonas Fachi “Acredito que Hernan Cattaneo não poderia chegar em momento mais apropriado ao Warung Day Festival que, prestes a completar sua quarta edição, promete definitivamente se consolidar como um festival à altura do seu público. Hernan carrega a essência do clube em seu DNA musical e, por mais improvável que pareça, é curioso olhar para trás e ver que ele encontrou sua casa em uma pequena praia do litoral brasileiro, há mais de 10 anos, e ali criou uma relação simbiótica que se tornou única tanto para a pista triangular como para muitos de seus frequentadores, onde me incluo. Após três décadas ainda apresentando o mesmo nível de consistência e determinação que o levou de Buenos Aires aos quatro cantos do mundo, penso que sua importância para o desenvolvimento do cenário em nosso continente é incalculável. Em Curitiba Hernan será apoiado por uma legião de seguidores em sua missão de tentar transportar um pouco de toda essa história para o encerramento do Warung Stage. Ao meu ver, a fórmula parece infalível.”
Nicole Moudaberpor Danee “Eu amo a Nicole Moudaber e se posso dar uma dica é: não percam o set dela no Warung Day Festival! Já considerada um dos grandes novos nomes no cenário mundial, Nicole é uma figura exótica, uma mulher poderosa e determinada que se colocou num mercado predominantemente masculino com muita personalidade, não só pela sua cabeleira que chama atenção, mas principalmente pela postura como artista e som que representa. É um dos nomes mais celebrados em Ibiza, onde residia as festas de Carl Cox na Space. Seu selo ‘MOOD’ lança muita coisa legal, que casa perfeitamente com meu estilo também. Recentemente passou pelos palcos do Warung e deixou tantas saudades que já está de volta, com mais uma apresentação que irá entrar pra história.”
Roman Flugel por Hencke
“São mais de 25 anos de amor e aprendizado que dispensam comentários sobre os lançamentos e remixes de Roman Flugel para os principais selos de todo o mundo. Roman é, na minha opinião, um dos artistas mais expressivos do mundo e um dos maiores nomes da cena da música eletrônica alemã. Se trata de um artista completo e versátil que é referência para a música e a carreira de diversas gerações de produtores e DJs. Com uma originalidade intensa e marcante, quando menos você perceber o seu baixo de LFO te alucinará, massageando a região do peito e estômago. Os seus sets são profundos e traduzem sentimentos em sua real personalidade, uma história analógica em delírio que formam sopros de melodia, techno, house, italo-disco e obscuridades. Roman é uma figura com um talento único e facilmente reconhecido em suas apresentações ao vivo. Sua música tem o poder de impressionar variados ouvintes, até mesmo os que sempre o acompanham!”
Stephan Bodzin por Mohamad Hajar “Para alguns Stephan Bodzin é uma novidade, já que o alemão conquistou o mundo com seu último álbum, Powers of Ten. Já para aqueles que, como eu, mergulharam no mundo eletrônico pelas raves do final da década passada, ele é quase como um mestre. Digo isso porque apesar de atualmente não estar mais tão envolvido com a linha que Bodzin toca, ele foi um dos grandes responsáveis pela abertura da minha mente para sonoridades diferentes, para o que viria a se tornar a minha própria linguagem de expressão. Os tempos são outros e talvez eu não vá ouvir os mashups de Rekorder, seu projeto com Oliver Huntemann, com faixas do Liebe Ist, seu álbum de estreia, mas tenho certeza de que será memorável, pois se tem uma coisa que esse maluco sabe fazer bem é apresentar-se ao vivo. Vale a nostalgia e a reverência!
Depois de depoimentos tão intensos, fica difícil querer ficar de fora dessa. Ainda dá tempo de garantir seu ingresso em uma das redes credenciadas. Nos vemos na pista!
No dia 8 de Abril de 2017 todos os caminhos levam… à Curitiba! Pelo quarto ano seguido a cidade mais criativa do Brasil irá sediar o Warung Day Festival e a expectativa de quem já foi ou irá pela primeira vez só aumenta, afinal são 12 horas de música com mais de 20 artistas que prometem fazer a Pedreira Paulo Leminski ficar pequena.
Um festival premiado
Um dos grandes feitos da marca Warung está justamente em disseminar a cultura da música eletrônica vanguardista, portanto, não é de se espantar que o clube tenha vencido repetidas vezes o Prêmio RMC na categoria “Melhor Superclub”. Aí quando um festival recém-nascido vence como “O Melhor Festival de Música Eletrônica do Brasil”, é sinal de que você precisa fazer parte dessa história. O Warung Day Festival está apenas na sua 4ª edição, mas já é um dos festivais mais aguardados do Brasil.
Um lugar mágico
Com um cenário natural exuberante, a Pedreira Paulo Leminski se tornou a casa oficial do Warung Beach Club na capital paranaense. Afinal, somente o maior palco ao ar livre da América Latina seria capaz de unir perfeitamente os três elementos indispensáveis para a cultura do Templo: natureza, boa música e um público em total sintonia.
Será uma mega-estrutura, dividindo o público em 3 palcos: Warung Stage, o principal, montado no chão aonde o público fica em dia de show; Pedreira Stage, montado em cima do palco aonde as bandas se apresentam; e o Garden Stage, próximo ao lago e proporcionando maior contato com a natureza. Além dos stages, ainda haverão áreas de interação entre os espaços, para descanso, trânsito de pessoas, alimentação, além dos tradicionais bares e banheiros em pontos estratégicos. Veja o que espera por você nesse vídeo publicado pelo evento:
E se no Warung Beach Club o nascer do sol é um momento transformador aguardado por todos que lá frequentam, imagine um pôr do sol cercado pela natureza e ao som hipnótico de alguns dos melhores DJs nacionais e internacionais?
Uma orquestra impressionante
Sempre fiel ao estilo que propõe, o line-up de cada festa é escolhido a dedo, e no Warung Day Festival não poderia ser diferente. Serão 21 artistas, tocando ao longo de 12 horas, em 3 palcos diferentes.
Dentre todas as atrações, podemos destacar algumas para você anotar na lista de imperdíveis:
Hernán Cattáneo
Um dos primeiros confirmados no evento e aclamado pelos amantes do Templo, é um dos DJs favoritos de quem vai no festival, e também o motivo da ida de muitos. Hernán é conhecido por inesquecíveis apresentações, e promete deixar o dia 8 de Abril de 2017 na história.
ANNA
O Brasil ficou pequeno para Anna, primeira mulher a ser premiada como “Melhor DJ Underground” na Rio Music Conference, e hoje ela esbanja seu talento na noite de Barcelona. Sorte de quem vai para o festival e terá a chance de dançar sem parar ao som dessa DJ consagrada na cena eletrônica mundial.
Chris Liebing
lenda do techno mundial, Chris é famoso como DJ, produtor e apresentador – um verdadeiro artista completo.
Outros destaques ficam com Stephan Bodzin, um alemão autêntico e experimental e Roman Flügel, um artista camaleão que flui entre estilos há 20 anos. Confira o line completo:
Um final de semana inesquecível
Depois de um sábado que ficará pra sempre na memória, aproveite o domingo com seus velhos ou novos amigos para explorar Curitiba e relembrarem os momentos da noite passada. É diversão garantida!
Não perca mais tempo, acesse já o site oficial e garanta o seu ingresso. Nos vemos dia 8!
Fotos por Gustavo Remor, Ebraim Martini e Lucas Aob