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  • Os 10 anos do Club Vibe

    Nesta sexta-feira Curitiba receberá uma festa que deve entrar para a história da cena eletrônica do sul do país. Além de ser a primeira vez em 20 anos de carreira que The Prodigy irá se apresentar na região, é também a comemoração de 10 anos do Club Vibe, o mais tradicional que ainda está em atividades. Você, leitor, provavelmente já esteve lá e curtiu uma noite nas instalações da casa, mas conhece a história dela?

    O Club Vibe foi inaugurado em 2001 por dois sócios: Dov Aizental e Gustavo Gosling. A idéia sempre foi ser um lugar de dimensões reduzidas e atmosfera intimista, para privilegiar a interação artista/público e acolher os membros da cena eletrônica na época, que ainda engatinhava e não tinha o poder de arrastar multidões que possui hoje. Ao longo dos seus primeiros 7 anos de vida, assistiu a música eletrônica invadir Curitiba, o que fez com que o público se tornasse muito maior e seletivo. Aos poucos, inúmeras outras casas e festas open air foram segmentando o público, mantendo dentro do Club Vibe apenas aqueles que realmente apreciam a proposta da casa – tanto conceitual como musical. Nesta época, a casa recebeu grandes nomes da cena mundial, como Layo & Bushwacka, Hernán Cattaneo e D-Nox & Beckers.

    Em 2008, fechou suas portas para passar por uma revolução interna. Com o ingresso de Jejê e Dudu Marcondes na sociedade, toda a experiência dos donos da T2 Eventos (produtora da Tribaltech, além das edições paranaenses da XXXperience, Tribe, Kaballah e Orbital) passou a contruibuir com a casa. Por dois anos, a casa esteve fechada e foi totalmente reformada: além de novas estruturas, o teto foi revestido por um imenso painel composto por cubos de LED. Este item é operado de forma a interagir com o som tocado pelo DJ, proporcionando uma experiência única a quem está na casa. É surpreendente ver a simplicidade do projeto, pois não há lasers, movings ou qualquer outro tipo de iluminação, mas o painel faz com que eles sejam desnecessários.

    Depois de todas essas mudanças, a casa reabriu em 2010 deixando claro mais um ponto fruto da nova administração: a programação artística. Mais alinhada à cena techno e house contemporânea, garantiu diversas noites inesquecíveis nesse 1 ano e meio de história recente após a reabertura, como por exemplo as apresentações de Anthony Rother, Trentemoller, Marc Romboy e Oliver Huntemann. Hoje é vista como uma das principais fomentadoras da cena eletrônica na cidade e no país, sempre preocupada em levar inovação e qualidade ao seu público.

    E a festa? Pois é! No próximo dia 9 de dezembro o Club Vibe convida todos nós a irmos ao Expotrade celebrar estes 10 anos de história. Além dos deuses da e-music The Prodigy, a noite conta também com Nôze, Gustavo Bravetti, Rolldabeetz e Mario Deluca. Os ingressos estão à venda pelo Alô Ingressos e nós, com certeza, estaremos lá. E você, vai ficar de fora desta?

  • Confira a agenda do Warung Beach Club para o verão 2012!

    A agenda dos superclubs do litoral catarinense sempre é muito aguardada, pois normalmente vem recheada de grandes nomes e festas. Essa semana, parte da expectativa acabou, com a divulgação da agenda de verão do Warung Beach Club.

    Para os 48 do segundo tempo de 2011, temos duas festas que já estão dando sold out quase 1 mês antes: Carl Cox e Hernan Cattaneo. Em seguida, vem o Reveillon Warung & D-Edge, com Phonique em destaque e uma única festa de meio de semana no dia 3/jan, com Nick Warren. Aí para a temporada 2012, são 5 sextas-feiras seguidas, com Sharam, John Digweed, Marco Carola, Mathias Kaden e Shlomi Aber. Para fechar o verão, o carnaval com Dubfire, Solomun, Soul Clap, Guy Gerber e muitos outros deve fazer você esquecer que o axé domina o feriado fora dos domínios do club.

    Datas na mesa, agora é só se programar e não perder um segundo do verão deste país, que cada vez mais é o país da música eletrônica!

  • Nokia faz lançamento com megaprojeção "4D" e Deadmau5

    Para as pessoas distantes do mundo da tecnologia, uma breve contextualização: a Nokia, empresa que sempre foi líder no mercado de celulares, vem perdendo seu espaço devido à popularização dos smartphones – a razão disso é que o seu sistema operacional (Symbian) é considerado fraco diante dos concorrentes iOS, Android e BlackBerry. Para reverter a situação, há cerca de um ano ela fechou contrato com a Microsoft para usar o sistema Windows Phone em seus aparelhos, e a festa de lançamento do Lumia 800 (aparelho mais potente com o novo sistema) é a parte que nos interessa.

    Para o evento, a Nokia não economizou em grandiosidade: 16 projetores transformaram um prédio de 120 metros e 80 janelas em uma mega-tela de projeção. Achou suficiente? Pois bem, de nada adianta tanto visual sem uma trilha sonora à altura, certo? E aí que entra um velho conhecido nosso: Joel Zimmermann, ou simplesmente deadmau5.

    Durante o espetáculo, todas as luzes internas do Millbank Tower foram apagadas, para receber os raios do conjunto de projetores situados a 300 metros dele, no outro lado do rio Tâmisa – local aonde ficou também o público que acompanhou o show. Segundo a Nokia, as imagens do prédio se contorcendo em 3D somadas ao som do ratão formavam a quarta dimensão. Se o video é mesmo em 4D ou não, definitivamente não interessa. O importante é que é lindo:

    Dica do Tharik Hajar, que viu o conteúdo no Gizmodo.

  • UMF Brasil agita o fim-de-semana paulista

    No próximo dia 3 de dezembro a capital paulista recebe a terceira edição nacional do renomado Ultra Music Festival. Marcado para iniciar as 15h40, o evento acontecerá no Sambódromo Anhembi, saudoso espaço que já abriu inesquecíveis edições do Skol Beats no passado.

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    O line-up está recheado de nomes fortes, para todos os gostos. Encabeçados pelo hype do house, Swedish House Mafia, temos também os dinossauros do New Order, os Barbra-Streissand-guys do Duck Sauce, o mustache-lifestyle do MSTRKRFT, o dubstep de Nero, sem contar 2manydjs, Laidback Luke, The Twelves e muitos outros.


    Você com certeza já ouviu esta melodia. E ficará com ela colada na mente agora 😉


    Qualquer semelhança com uma música da Beyonce NÃO é mera coincidência!

    Essa salada de estilos promete ser bem interessante, especialmente para quem tem a mente aberta a novas sonoridades. O problema é o salgado preço: R$180,00 a entrada feminina e R$210,00 a masculina. Para informações mais completas sobre o evento e seu line-up, confiram o site oficial.

  • Sócio da Liqüe mata namorada e se mata em seguida

    O corpo de Veríssimo Canale Fiuza (31), um dos sócios da renomada balada Liqüe, foi encontrado com um tiro no pescoço ao lado do de sua namorada Elizabeth Cristina Pereira (25). Segundo a polícia, ele a espancou e matou com um tiro na cabeça, cometendo suicídio cerca de 3 horas em seguida.

    O fato aconteceu na madrugada do dia 28 para 29, mas os funcionários da casa não tomaram conhecimento já pela manhã de ontem pelo fato de que Veríssimo sempre passava as manhãs com o quarto fechado. A verdade veio à tona apenas quando os familiares de Elizabeth deram sua falta ao longo do dia de ontem e registraram o boletim de ocorrência de desaparecimento. Os policiais do 6º Distrito Policial (Cajuru) foram até a casa do crime e solicitaram que os empregados abrissem o quarto.

    Mesmo com as evidências apontando para o homicídio seguido de suicídio, o 6º DPI irá dar prosseguimento às investigações. Segundo o Na Tela do 190, Veríssimo respondia processos por tráfico de drogas, contrabando, roubo de carga e falsidade ideológica.

    Atualização: A diretoria da casa noturna enviou comunicado à imprensa desmentindo qualquer vínculo empresarial entre os sócios do estabelecimento e o empresário Veríssimo Fiúza.

    “A Liqüe informa que o senhor Veríssimo Fiúza não fazia parte da sociedade da casa noturna. Lamentamos o ocorrido”.

    A assessoria de imprensa da Liqüe informou que ele, na verdade, era um importante cliente da casa e que tinha a intenção de tornar-se sócio, mas que nunca fez parte do empreendimento. Porém, um ano e meio atrás foi dada uma festa para apresentá-lo como “novo sócio”, confiram notícia da época. Agora, quem está falando a verdade, jamais saberemos. Fica aqui o registro dos dois lados da história.

    O Club

    A Liqüe é uma casa norturna renomada nacionalmente. Com mais de 5 anos de existência, é conhecida pelo seu glamour – trata-se de uma das opções mais caras da noite Curitibana. Ao longo de sua história já recebeu grandes nomes, como Fatboy Slim, Kaskade, Layo & Bushwacka, Gui Boratto, Steve Angello, David Guetta. Apesar do ocorrido, a casa possui outros sócios e deve continuar suas operações normalmente.

    Informação via Paraná Online e Na Tela do 190.

  • ATENÇÃO! Mudança de data e headliner da festa de 4 anos do Psicodelia.org!

    O improvável aconteceu. Aos que dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, peço que revejam seus conceitos. Infelizmente, mais uma vez, a nossa festa de aniversário foi afetada por motivos de força maior. Confiram aqui a carta oficial da agência Entourage informando o cancelamento do set de Riktam & Bansi na festa de 4 anos do Psicodelia.org, que aconteceria dia 03/dez no Danghai Club.

     

    Porém, desta vez não esmoreceremos. A comemoração é nossa e ela vai acontecer! Para tanto, tivemos que nos virar nos 30 (tendo em vista que a notícia chegou ontem) e conseguimos confirmar a festa para o dia 02/dez (sexta), no mesmo Danghai Club. O legal é que conseguimos alguém à altura dos holandeses malucos – se não em popularidade, com certeza em qualidade: Re Dupre.

     

    O brasileiro é um dos mais influentes produtores musicais do país, tendo seu talento reconhecido por gente como Anderson Noise, Format: B, Alex Kenji, Audio Jack, Fedde Le Grand, Joseph Capriati, Eric Entrena, entre outros. Suas tracks permeiam toda a área coberta pelo techno sombrio, com excelente tracks, como a recente Shadowbox e a antiga Punk It:

    Além dele, mantém-se no line-up o Kultra, nosso já conhecido projeto de techno de Tharik e Mohajar. Com tracks igualmente pesadas, porém um tanto mais melódicas, os dois vão garantir que a pista não sossegará enquanto o Sol não estiver a pino, invadindo a pista pelo teto solar da casa! Confiram sua track mais hypada, Quidam, e a mais recente, La Li Lu Le Lo:

    La Li Lu Le Lo by Kultra

    Quidam by Kultra

    Completando o line-up, temos o warm up de Thiago Sato e Hoss. Pedimos imensas desculpas a vocês pelo inconveniente de ter que mudar a data e o headliner, mas lutamos para que os danos fossem os menores possíveis. Então, reforçamos: estejam lá, prestigiem o evento e tenham uma noite incrível conosco! 😀

    Os preços serão os mesmos da festa com o Captain Hook: Masculino R$20,00 seco ou R$50,00 consumíveis e feminino R$10,00 seco ou R$20,00 consumíveis.

    E então, vamos? 🙂

  • Conheça os lançamentos de D-Nox & Beckers deste mês

    Se você achou que lançar o segundo álbum de inéditas, Distance, era o suficiente para o 2011 de D-Nox & Beckers, está enganado. Esta semana fomos agraciados com duas grandes novidades: a compilação My Way, assinada por ambos, e o mix de novembro assinado apenas por D-Nox.

    O primeiro é um lançamento oficial, realizado pelo selo Sprout. Mais uma vez, os dois alemãos foram escalados para compilar as novidades de techno e house, suas especialidades. O álbum possui tracks de Astronomy, SQL, Victor Ruiz, Fiord, Vincent Thomas, além de D-Nox e Beckers, é claro. Ele está disponível para download no Beatport.

    d-nox november 2011 dj mix by d-nox

    E depois de tanta novidade, nada melhor que conferir tudo ao vivo, certo? Os curitibanos poderão curtir já nesta semana, na Pirates Party. O resto do Brasil deve receber a dupla em dezembro, após uma breve tour deles pela america latina. Na agenda, vários clubs como Deputamadre (BH), Play (Ponta Grossa), entre outros. Fique ligado na nossa agenda e não perca nada!

  • Festival Lollapalooza anuncia edição brasileira em 2012

    Em coletiva de imprensa hoje pela manhã, o criador da marca anunciou que São Paulo irá receber uma edição brasileira do festival nos dias 7 e 8 de abril de 2012, no Jockey Club da cidade.

    O Lollapalooza é hoje um dos mais renomados festivais de rock alternativo do mundo. Criado em 1991 por Perry Farrell, vocalista do Jane’s Addiction, ele nasceu no auge da cultura grunge, tendo nomes como Pearl Jam e Soundgarden na sua primeira edição, mas ao longo dos seus 20 anos de existência acabou sofrendo uma metamorfose, assim como seu público. Depois de abraçar estilos como o hip hop e o indie-rock, nos últimos anos é a música eletrônica que tem recebido espaço no evento.

    Nesta edição brasuca, além de grandes figurões do rock como Foo Fighters, Arctic Monkeys e Jane’s Addiction, podemos destacar outros artistas mais ligados à cultura eletrônica. A galera old school irá ao delírio com The Crystal Method, enquanto a galera indie deverá estar toda voltada para o MGMT. Pensando em coisas mais próximas da cultura raver brasileira, temos Calvin Harris, que já tocou no ano passado na XXXperience 14 Anos e mandou muito bem, por sinal. Mas o que realmente está chamando a atenção é a presença de Skrillex e Bassnectar.

    Indiferente a você gostar ou não deles, a vinda destes dois artistas para um festival desse porte pode mudar os rumos de toda a cena eletrônica nacional, pois pode representar a introdução definitiva do dubstep/complextro no país (com 4 anos de atraso em relação à Europa e Estados Unidos). É algo que núcleos como Kaballah e XXXperience já estavam se ensaiando para fazer, que alguns artistas já estavam enfiando goela abaixo no público e pode ser que agora seja o momento.

    Nós estaremos atento e, é claro, estaremos presentes para conferir de perto. Na meia-noite de hoje para amanhã os cadastrados no site oficial poderão comprar o passaporte para os dois dias, ao preço de R$500,00 a inteira e R$250,00 a meia. O line-up completo também está listado no site oficial.

  • Review – Tandava Gathering 2011

    Aconteceu nos arredores de Curitiba, entre 11 e 15 de novembro, um dos principais festivais do país: o Tandava. Mesmo castigado por muita chuva e frio, o evento aconteceu com tranquilidade e sucesso, sendo bastante elogiado nos dias seguintes. Vamos conhecer agora os detalhes desta festa.

     

    ESTRUTURA

    O Haras Cartel foi, pelo segundo ano seguido, escolhido para receber o festival. Essa escolha por si só já é um ponto positivo: é um lugar bonito, estruturado, grande e de fácil localização. Apesar de estar a cerca de 50km da capital, foi um dos melhores ambientes para festival que já visitamos. Porém (sempre há), pecou em uma coisa que foi bastante criticada: a falta de energia para fornecer banho quente para o pessoal do camping. Muitos vão dizer que é uma reclamação exagerada, pois um festival é um festival e não um resort ou spa, mas devemos lembrar que o frio curitibano de 10ºC é bem diferente do Sol escaldante de outros festivais. É algo que deve-se ter atenção maior nas próximas edições.


    Houve quem optou por acampar mais em contato com a natureza.

    Ainda falando em estrutura, os bares, caixas, chalés, tendas foram muito bem montadas, pois resistiram à chuva bravamente. Apenas a pista principal sucumbiu, pois a partir do penúltimo dia virou um mangue intransitável para quem ainda queria levar o calçado para casa, mas não vemos como um problema de organização, e sim um fato inevitável. Menção honrosa para a preocupação ecológica, visível nas bituqueiras espalhadas pelo ambiente e nos preços do bar, que davam desconto de R$1,00 para quem devolvesse a latinha.

    Falando nisso, vale ressaltar os preços justos praticados. Cerveja a R$4,00, doses a R$7,00 e água a R$3,00 fica exatamente no ponto em que está pagável para o público e rentável para a organização. A alimentação também era em conta, com o prato-feito da R$15,00, sanduíches a R$5,00 e salgados que oscilavam entre R$3,00 e R$4,00, não entendi porque a diferença em diferentes momentos. Neste ponto, um grande elogio à barraca laranja que vendia comida sul-asiática, desde o pastel indiano samossa, até os pratos tailandeses vegetarianos. Posso estar sendo imparcial por ser apaixonado por esta cozinha, mas sem dúvidas trouxeram mais diversidade e sabor para o festival.

    Para fechar o item estrutura, temos o estacionamento. O custo de R$40,00 para os quatro dias foi injustamente criticado. Além de ter sido dada a liberdade para deixar o carro onde quisesse, até mesmo ao lado do chalé, também estava liberada a entrada e saída do evento, para quem iria trabalhar na segunda-feira, ou então tivesse qualquer tipo de compromisso. Só para efeito de comparação, este foi o preço praticado pela Tribaltech, que teve 18 horas de duração, e é dois terços dos R$60,00 cobrados pelo Soul Vision, que possui a mesma duração do Tandava.

     

    SOUND SYSTEM

    Provavelmente o item mais positivo de todo o festival. O do mainstage foi um dos melhores sound systems que já vi em Curitiba, deu de 10 a 0 no da Tribaltech. Bem equalizado e com grande alcance, acabou sendo um dos maiores diferenciais para quem estava indo pela primeira vez. Em contrapartida, a pista alternativa ficou carente de graves, especialmente em momentos como a festa Step One, que dependia das frequências baixas para existir. Alguns criticaram o fato do som ter falhado em alguns momentos, mas se formos pensar que foram pouquíssimas vezes ao longo de 4 dias, é perdoável (sem contar que muitas vezes a culpa do som cair é do próprio DJ, que exagera no ganho).

     
    O QG da nossa equipe.

    CENOGRAFIA / ENTRETENIMENTO

    Como não podia faltar em um festival, o trabalho de diversos artistas se fez presente. Apesar de mais uma vez o tempo ruim ter sido vilão, pudemos ver oficinas de filtro dos sonhos, malabares, entre outras coisas, além o trabalho da Arte Beta, que chamou bastante a atenção. Uma coisa que foi bastante presente e foi até nostálgico para quem frequenta mais festas comerciais do que festivais são os tais “brinquedinhos circenses”: malabares de fogo, flag, swing poi e afins.

     

    ARTISTAS – PISTA PRINCIPAL

    Bom, com cerca de 100 horas de festival, multiplicado por duas pistas, fica impossível analisar os artistas individualmente. Vale a pena chamar a atenção para a dupla da Alchemy Shane Gobi e Rinkadink e para Swarup, o Sr. Universo Parelello, que tocaram um full on sensacional, deixando boquiaberto até mesmo os que já haviam desacreditado da vertente nos últimos tempos. Na verdade esse efeito pode ser sentido em vários outros momentos em que os DJs locais de full on comandaram a pista, realmente é uma grande besteira falar que o psytrance está morto no país, na verdade ele só se recolheu ao lugar de onde veio. Reduzindo um pouco os BPMs, na linha de progressivo Sensient foi bastante elogiado (e ele também gostou muito do festival, tanto que adiou sua volta para casa para ficar um dia a mais em terras brasileiras), bem como Element, que tocou antes do australiano o seu característico set de prog, e todo o pessoal que tocou na primeira noite.


    Rinkadink e Shane Gobi, as estrelas do festival.

    Baixando ainda mais o pitch, vamos para as vertentes que costumam ser aglutinadas todas pelo termo “low bpm“. Os maiores destaques eram as festas da Tropical Beats e da Synk. A primeira foi uma grande decepção – difícil avaliar se foi o momento errado, se foi uma sequência muito longa ou se foi ruim mesmo, mas o fato é que com exceção de Flow & Zeo, nem mesmo as pessoas que gostam de techno e house se empolgaram com eles. A segunda, formada por velhos conhecidos nossos, infelizmente foi a maior prejudicada pelo tempo: depois de 4 dias de muito frio e chuva, o público já não estava mais com pique para mais um dia de festa – uma pena. Pescando os outros DJs do estilo que estavam espalhados pelo line, tivemos a estréia do live do Kultra, que pela sua linha mais introspectiva e melódica surpreendeu até mesmo as pessoas que odeiam techno, e também o set de Elijah Hatem, que foi um excelente set, mas infelizmente colocado em um momento errado (entre o progressivo e o full on).

    Fechando a pista principal, ainda tivemos a noite do dark psy, sobre a qual nos absteremos de tecer comentários, pois ninguém da equipe aprecia o estilo e qualquer tipo de crítica aqui seria extremamente parcial. O fato é que para quem não gosta, é um tanto “torturante” ter que suportar horas a fio deste tipo de som. Seria bacana se fosse pensada em uma solução para tal.


    Esta foto é de 24 horas antes da Synk assumir. Acredite, a lama estava MUITO pior na terça.

    ARTISTAS – PISTA ALTERNATIVA

    Apesar da falta dos graves, a pista alternativa esbanjou DJs de qualidade. O fato dela ser um pouco longe, somado à chuva (sim, de novo ela) afetaram a quantidade de pessoas neste ambiente, mas ainda assim as festas We Are The Night, Viva La Musique, Funk You e Step One fizeram bonito, arrancando elogios de quem assistiu. Destaque para a última delas, que é uma tentativa pioneira de emplacar dubstep em Curitiba e contou com o excelente set do nosso editor Gui Empke nela.

    Pista alternativa.

    Durante o dia a tenda recebeu DJs de chill out, ambient, lounge e afins, configurando um perfeito lugar de descanso, relaxamento e reflexão. Mais uma vez é difícil pontuar fulano ou ciclano que mandou bem, pois praticamente em todos os momentos o som que estava rolando lá era de qualidade. Alguns questionaram o fato de o chill out não ter um ambiente exclusivo, como é comum, mas devemos sempre lembrar que o Tandava é um festival pequeno e sem fins lucrativos. Três pistas talvez fosse um voo alto demais para a organização no momento, vamos pensar que ao menos houve chill out lá, tendo em vista que as festas comerciais não possuem já há uns 3 anos.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    O veredicto final é que foi um feriado memorável para todos nós, um festival excelente que, apesar de falhas pontuais, surpreendeu bastante pela estrutura e organização. Torcemos muito para que ele volte em 2012, corrigindo os erros e maior do que nunca. Nós, sem dúvida alguma, estaremos lá 😉

    PS: Como nossa fotógrafa não pode comparecer, as fotos do post foram tiradas amadoramente, com exceção às que emprestamos do blog do Rodrigo Gomes e do Facebook da Arte Beta.

  • Psicodelia.org chega aos 4 anos com grande comemoração!

    O ano era 2007 e o mês era dezembro. A cena estava agitadíssima com aquela que viria a ser uma das melhores raves que o país já viu: a Tribe 7 Anos. O público se dividia entre o Orkut e o site oficial da festa para se informar, o que era nada prático. Foi exatamente neste cenário que Eliel Cezar, vulgo patrão, teve a brilhante idéia de criar um blog, que recebeu o peculiar nome de Psicodelia. O tempo passou, a equipe aumentou e diminuiu várias vezes, o blog virou portal, se profissionalizou, cresceu e agora completa 4 anos em clima de comemoração!

     

    Quem acompanha o site há mais de um ano, sabe que já temos uma festa de aniversário entalada na garganta, graças a um certo DJzinho nada profissional que haviamos escolhido para encabeçar a festa. Por isso, desta vez nos previnimos para que não houvesse falha: em parceria com o Danghai Club, elegemos ninguém menos que Riktam & Bansi para serem os donos da festa de 4 anos do site.

    Se os nomes não te remetem a nada, a gente ajuda: Riktam Matkin e Bansi Quinteros são os integrantes do GMS (e parceiros do Raja Ram e do Chicago no 1200 Micrograms), dinossauros do psytrance que agora estão ingressando no mundo do techno e do prog house com o novo projeto. E sem puxação de saco para quem vai tocar na nossa festa, mas de todos os “ex-fullonzeiros” que se renderam ao tal “low bpm“, eles são os que estão fazendo isso com mais qualidade. Confiram algumas tracks do duo:

    Além deles, outra dupla muito especial terá seu espaço na noite de gala do Psicodelia.org: o Kultra. Projeto do nosso editor Mohajar com seu irmão Tharik, possui tracks emocionantes e pesadas, que misturadas ao repertório minuciosamente selecionado com certeza segurarão a pista cheia até boas horas da manhã do dia seguinte. Confiram as duas músicas mais recentes deles:

    La Li Lu Le Lo by Kultra

    In The Hall of The Mountain King by Kultra

    Para completar o line-up, os dois DJs que se encarregarão de aquecer a pista: Felipe Desiderati e Laurent F. A festa acontece no dia 3 de dezembro no Danghai Club. Todos vocês, leitores do site, estão convidados a celebrar conosco e, para isto, basta colocar o nome na lista pelo formulário abaixo. Os preços serão os mesmos da festa com o Captain Hook: Masculino R$20,00 seco ou R$60,00 consumíveis e feminino R$10,00 seco ou R$20,00 consumíveis. E então, vamos? 🙂