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  • As 5 melhores tracks de 2011, por Mohajar

    Seguindo a série de fim-de-ano do site, agora é a minha vez de listar as melhores tracks do ano. Lembrando que toda lista é tendenciosa, esta lista segue completamente o meu gosto pessoal e a linha de som que costumamos tocar no Kultra, sendo assim, o techno dominou.

    Ao contrário do Eliel, eu vou postar apenas músicas lançadas neste ano, senão eu jamais conseguiria fazer uma lista com apenas 5. Vamos aos nomes:

    5. Roy RosenfelD – Shock

    Em matéria de novas descobertas para meus DJ sets, sem dúvidas que Roy RosenfelD é a descoberta do ano. Com vários dos meus antigos ídolos se vendendo para o tech house universitário (oi Popof? Tudo bem aí Dusty Kid? Indiretinha pra você também Gabe), o techno sumiu da cena raver brasileira, o que me fez buscar nomes de fora do nosso mundinho para completar os DJ sets. Esta não é a melhor música dele, em 2010 ele nos agraciou com bombas como Balloons e Red Hot, mas a “viagem interrompida” do break dessa música me ganhou completamente!

    4. Marc Romboy & Stephan Bodzin – Phobos (Pan-Pot Remix)

    Esta track foi escolhida para simbolizar um álbum completo – e que album, afinal, é triplo! A parceria dos deuses Marc Romboy e Stephan Bodzin existe desde 2006, e ao longo desses 5 anos nos brindou com tracks memoráveis, como Callisto, Atlas, Ariel, Triton e a original da Phobos. Todas elas foram reunidas neste mega-lançamento em março de 2011, mas como todas já haviam sido previamente lançadas em EPs, escolhi a melhor track do disco de remixes: Phobos, pela interpretação de Pan-Pot.

    3. Oliver Huntemann – Tranquilizer

    Mais uma track escolhida para representar um album todo. O disco Paranoia foi um dos principais lançamentos da cena techno em 2011, tanto pelas excelentes músicas, como pela estréia do live de Huntemann com a Reactable. Techno reto, pesado e sério do começo ao fim, foi realmente difícil eleger a melhor, então para fugir das óbvias Rotten e Delirium, optei pela melódica e emocionante Tranquilizer.

    2. Gui Boratto – Stems From Hell

    Ao lançar seu terceiro álbum de estúdio, Gui Boratto nos surpreendeu mais uma vez. Sem um hit pegajoso no estilo de Beautiful Life e No Turning Back, o álbum veio mais denso e introspectivo. A apresentação ao vivo assusta as pistas que não estão preparadas, pois é algo muito mais viajante que dançante, mas ainda assim é algo que vale a pena. De todas as músicas, Stems From Hell é a que mais chama atenção, pelo clima tenso, pelo nivel experimental e pelas melodias maravilhosas.

    1. Kultra – Fímbria

    Eu não iria escolher nenhuma do Kultra para não parecer prepotente demais, mas como é um top 100% pessoal, acho que posso. O lançamento do álbum Fímbria, em abril deste ano, representou o início da carreira oficial do Kultra. É uma tentativa de acrescentar algo novo à cena, levar música que vá além de loops e samples manjados. Com exceção à Quidam, todo o disco foi produzido com composições próprias, e cada música tenta contar uma história ao ouvinte, proporcionar emoções diferentes, fazer as pessoas sentirem-se diferentes após ouví-las. Nós encerramos o ano muito felizes com todas as gigs que tocamos, todos os feedbacks que recebemos (tanto aqui no Psicodelia.org como na nossa fanpage) e empolgadíssimos para entrar em 2012 trazendo ainda mais música de qualidade a todos vocês.

    Para representar este conjunto, a música que, de fato, mais tocou no meu player este ano: Fímbria. Agora eu entendo como artistas não se cansam das suas próprias músicas, mesmo ouvindo-as todos os dias, anos a fio 🙂

    [soundcloud:http://soundcloud.com/kultramusic/fimbria]

    Menção Honrosa: Skrillex – First of The Year (Equinox)

    Fugindo completamente do techno e do estilo que estamos acostumados, não tenho como deixar o emo dubstepeiro da Califórnia de fora. Amado por muitos, odiado por outros, ele revolucionou a música eletrônica mundial. Ao misturar dubstep e maximal electro, Skrillex criou um novo estilo. Algumas pessoas estão tentando nomeá-lo como complextro, para distinguir do dubstep britânico original, mas o fato é que o rótulo é o que menos importa. É o novo som das massas no hemisfério norte (como dizem por aí, o grunge da década de 10: um som barulhento e incompreensível para os pais – tudo o que um adolescente americano deseja para venerar), é apadrinhado pelo Deadmau5, é respeitado por Korn e outros artistas do mainstream, foi indicado a 5 Grammys… Enfim! Você pode odiar a música dele, mas vai ter que se acostumar: é ele quem vai ditar as regras do mainstream pelos próximos anos.

    E é isso pessoal. Espero que tenham gostado, não só do meu top, mas de todos os conteúdos que publiquei no site neste ano. Boas festas a todos e aguardem: 2012 vai ser sensacional! 😀

  • Tribe Club esquenta o verão de Maresias

    O Tribe Club surgiu em 2007, para ser um palco voltado ao techno e o house dentro da Tribe. Ali nasceu toda a cena “low BPM” que dominou a rave nos anos seguintes, encabeçada por nomes como Boris Brejcha, Stephan Bodzin, Kanio, entre outros. Depois do retorno triunfal do núcleo em 2010, o Tribe Club também retornou evoluído: além de ser o stage do festival, é também uma festa itinerante, que leva aos clubs do Brasil todo o melhor do techno e house já conhecido do público da Tribe.

    Depois de uma primeira edição no Blue Coast, em Balneário Camboriú, agora é a vez do Sirena, em Maresias, receber a festa. O club, que é considerado um dos melhores do país e sempre figura em listas internacionais (ao lado das figurinhas carimbadas Warung Beach Club, D-Edge, Clash Club e Green Valley), tem quase 15 anos de história e já recebeu os principais nomes da música eletrônica, de David Guetta a Carl Cox.

    No dia 21 de janeiro, Du Serena leva toda a trupe que fez sucesso nas suas festas nos últimos 4 anos. Confiram abaixo como está o line-up:

    PISTA

    23:00 Dolce Live Av
    00:00 Dahan
    01:30 Pirupa
    03:00 Christian Smith
    04:30 Boris Brejcha
    06:30 Kanio

    PISTINHA

    23:00 Paulo Jardim
    01:00 King Roc
    02:30 Du Serena vs Gabe
    04:00 Joyce Muniz
    05:00 Dexter Kane
    06:30 D-Nox

    Os ingressos estão à venda pela loja da Carambola Records, pelo preço promocional de R$80,00 masculino e R$40,00 feminino, além de diversos pontos-de-venda espalhados no estado de São Paulo. Nós, é claro, estaremos lá!
  • Danghai Club encerra o ano em grande estilo

    Se tem uma casa que se destacou ao longo de 2011 em Curitiba, foi o Danghai Club. Depois de passar por momentos difíceis em 2010, neste ano foi dada a volta por cima, a liderança na cena local foi consolidada e agora no final do ano é hora de comemorar.

    Para tanto, o club nos agracia com 4 grandes festas para os próximos dias – praticamente uma para cada público que o prestigiou ao longo do ano. Começa hoje, com o electro sério e puxado para o prog house de Tocadisco. Quem viu o alemão tocando em uma das XXXperiences sabe que deverá ser uma noite inesquecível. Amanhã é a vez do progressivo de Klopfgeister, que se apresenta pela primeira vez na cidade e deverá ter ao seu lado no line-up também nosso velho conhecido Element. Sábado é a vez do techno ser agraciado com mais um set de Dusty Kid, figurinha carimbada do club. Por fim, dia 23, sexta que vem, Electrixx deverá ser o último nome internacional da casa no ano, com seu electro rasgado e pesado.

    Maiores informações sobre os eventos poderão ser obtidas pelo site oficial da casa, ou pela fanpage. É agenda pra ninguém botar defeito!

  • Ecotrance é uma das promessas do agitado fim-de-semana em Curitiba

    Como vocês perceberão nos próximos posts aqui do Psicodelia.org, o fim-de-semana estará agitado para a música eletrônica em Curitiba. Um dos destaques é a Ecotrance Revolution, rave que promete fazer parte do resgate da cena psicodélica de forma direta, sem muita firula. Mesmo com essa proposta, uma tenda dará espaço aos destaques de techno, house e afins.

    Com a promessa de uma decoração psicodélica, contando inclusive com o item requisitado por todos (a tenda), o palco principal reune os principais nomes da cena psytrance e progpsy do ano, desde os excelentes locais Kadum, Anginha, Fernanda D’Avila e Cherry, até nomes respeitados na cena nacional, como 2012, Mental Control, Zaghini, Deeh, passando inclusive por um artista internacional, Dala. Confiram um video da apresentação do 2012 no Fusion Festival, para entender o que está por vir:

    Falando do stage para pitchs mais baixos, nomeado “Low BPM Stage“,  o destaque fica para o australiano Tezzel, mas sem esquecer que devemos ter as excelentes apresentações de Space Mushroom, Cheap Konduktor (que inclusive foi nosso convidado no Psicodelia Sessions #005 e mandou um set de techno excelente) e do Kultra, que deve apresentar um techno parecido com o set Nuke, que postamos algumas semanas atrás aqui e tem sido muito elogiado.

    Kultra – Nuke (DJ Set) by Kultra

     

    Além do line-up e da temática psicodélica, a organização promete cumprir seu dever e fazer uma festa profissional, com equipe de seguranças especializada neste tipo de evento, atendimento médico 24h, sound system forte, iluminação surpreendente. Parecem itens que não deveriam nem aparecer em uma divulgação, mas diante do que tem sido feito nas festas médias e pequenas, profissionalismo tem sido diferencial na cena. Os ingressos poderão ser adquiridos de forma antecipada apenas entrando em contato com a organização, conforme informações no evento no Facebook e no site oficial. No link do evento você também poderá ver a promoção ecológica que está sendo feita, para estimular os visitantes a manterem a festa limpa (e lembrar o significado do Eco do nome).

  • Review – Vibe 10 Anos c/ The Prodigy

    No último dia 9 de dezembro o Club Vibe, um dos mais tradicionais clubs de música eletrônica do país, comemorou seus 10 anos de existência. A matéria sobre a casa você já leu aqui no Psicodelia semana passada, agora vamos saber como foi a festa.

    O local escolhido para receber os 5000 visitantes foi o Expotrade Convention Center, o maior espaço de eventos do sul do Brasil, que já recebeu bandas como Iron Maiden, The Offspring, Sepultura, além do espetáculo Alegria do Cirque du Soleil, entre outras grandes atrações. A entrada estava organizada e não tinha muitas filas, o povo resolveu chegar cedo e evitou o tumulto. Antes de passar por um longo corredor com iluminação 100% vermelha (lembrando que é a cor tema do Club, que antigamente se chamava Vibe Red Concept), havia um hall de recepção, no qual as pessoas podiam se encontrar e bater um papo antes de mergulhar no obscuro universo do Prodigy.

    Chegando à pista, estava fácil de se acomodar para aguardar o show. O warm up ficou por conta do Rolldabeetz, que tocou um set de dubstep duvidoso. Nada contra o projeto, que quando toca a sua linha de som, manda bem. Faltou à organização do evento a iniciativa de escolher um DJ mais adequado para abrir um show do Prodigy – gente de qualidade não falta. Após o fim do set deles, alguns minutos de silêncio enquanto o palco era preparado e eis que surgem Keith Flint, Liam Howlett e Maxim Reality para o momento mais aguardado da noite.

     

    Se você acha que o clima de champagne e finése comum no Club iria inibir o público, terá de repensar. As Party People de Maxim não pensaram duas vezes antes de abrir a roda punk para dançar e se quebrar ao som de A.W.O.L., primeira música tocada que, inclusive, é inédita no mundo todo e tivemos a honra de sermos os primeiros a conhecer.

    Dali em diante foi só uma mistura de euforia com uma sensação de não estar acreditando no que estava acontecendo. O setlist não poderia ter sido melhor: clássicos como Breathe, Omen, Firestarter e muitos outros foram tocados de forma majestosa pelos reis do big beat. Smack My Bitch Up foi o primeiro encerramento, antes do bis, e comprovou o controle que o grupo consegue ter sobre o publico: no último break a pista toda se agachou, para explodir gritando “Smack My Bitch Up” na quebra. Simplesmente lindo.


    Momento em que todos se levantaram, na explosão de Smack My Bitch Up.

    E no já tradicional bis, que toda banda faz, Take Me To The Hospital, Diesel Power e o encerramento definitivo com Out of Space, que foi cantada por cada um dos presentes (apesar de, infelizmente, muita gente achar que o Prodigy estava fazendo um cover do Skazi…). Em seguida, mais alguns minutos de silêncio (muito bem-vindos, por sinal, para recuperarmos o fôlego) e eis que o palco é assumido por Gustavo Bravetti.

    Mais uma vez, um cara legal completamente fora do contexto. O minimal tech do uruguaio não caiu nada bem na pista que acabara de dançar 1h30 ensandecidamente ao som da pancadaria prodigiana – nem mesmo seus novos gadgets (como um laser que interfere no som) salvaram ele de ser o Moisés da noite. Em 15 minutos a pista já estava bem vazia, com nem metade do público de poucas horas atrás. Assim como no Rolldabeetz, falha da organização que não escolheu um DJ mais adequado ao perfil do público de Prodigy.

    Quem fechou a noite foi Nôze. Infelizmente não pudemos ficar para conferir, pois poucas horas mais tarde estaríamos embarcando rumo à XXXperience 15 Anos, que aconteceu no dia seguinte. O relato de quem ficou é de que foi bacana o som, exatamente como era esperado deles.

    No mais, algumas coisas já esperadas, com os preços altíssimos de bar (que já conhecíamos desde a Tribaltech) – R$7,00 na cerveja e assim por diante, e o som relativamente baixo – quem ficou para trás da metade da pista não pôde sentir os graves como deveriam. Estes problemas já estão se tornando recorrentes nas festas da T2 Eventos, fica a dica para a organização como pontos a serem vistos para 2012.


    Este é o tracklist divulgado na sexta à tarde, que foi seguido quase por inteiro.

    Todas as fotos que tiramos estão na nossa fanpage, que você pode conferir por este link. E para finalizar o post, um presente que o Marco Lisa (Element) preparou para todos nós: os primeiros 17 minutos do show completo do The Prodigy. Confiram e arrepiem-se:

  • Kaballah divulga edição 2012 com temática circense

    Neste final de semana a Kaballah iniciou sua campanha para a sua edição grande de 2012. Com o título Kaballah Circus Festival, o evento deve acontecer no dia 21 de abril, sem local definido.

    O pré-line já é empolgante: além dos velhos conhecidos James Zabiela, GMS, Neelix, Captain Hook e Joachim Garraud, teremos duas novidades: Wolfgang Gaertner no mainstage e o aguardadíssimo Cocoon Stage encabeçado por ninguém menos que Sven Väth, lenda da música eletrônica e proprietário do selo.

    O tema circense da festa deverá ser levado a sério, fato que pode ser percebido pela intervenção feita dentro da XXXperience 15 Anos, com vários artistas como malabaristas, dançarinas e atores de perna-de-pau. Vamos aguardar para saber de que forma isso será feito dentro da festa.

    **UPDATE**

    A organização divulgou mais nomes do line-up! Confiram agora todos os confirmados até o momento:

    Psychedelic Circus

    GMS
    NEELIX
    CAPTAIN HOOK
    HEADROOM
    AVALON
    FABIO FUSCO

    PROTONICA
    CIRCUIT BREAKER (DICKSTER + BURN IN NOISE)
    RIKTAM & BANSI
    WEGA

    Electric Circus

    STEVE AOKI
    JOACHIM GARRAUD
    DIMITRI VEGAS & LIKE MIKE
    AMO + NAVAS
    BRUNO BARUDI
    DIGITALCHORD

    Cocoon Stage

    SVEN VATH
    OLIVER HUNTEMANN
    ILARIO ALICANTE
    ELI IWASA
    VICTOR RUIZ AV ANY MELLO
    PORNROBOT

  • Curitiba recebe Festival Terra Azul neste fim-de-semana

    Quem está ligado no Psicodelia.org já está percebendo um certo renascimento da cena psytrance neste ano, por intermédio de grandes eventos como Tandava, Fusion, Respect. Se você achou que já estava de bom tamanho, saiba que ainda falta um para a cena fechar o ano com chave-de-ouro: o Festival Terra Azul.

     

    Programado para acontecer em 10 e 11 de dezembro na Chácara Terra Azul (nas proximidades de Curitiba), o evento prioriza a cultura psicodélica em suas apresentações. Desde a decoração que está sendo preparada, até o line-up, recheado de full on e progressivo, tudo está sendo criado para que o espírito de um festival psicodélico seja incorporado nos presentes, para que seja mais do que uma simples festa: seja uma celebração à vida! Confiram o release preparado pela organização para descrever o festival:

    Conta o estrangeiro, em carta entregue ao Rei de Portugal, que os habitantes da terra desconhecida andavam todos nus, e vergonha não possuíam. Sua pele era pintada com uma semente vermelha, de tinta tão viva, que quando molhada, ainda mais brilhante ficava. Ademais, se enfeitavam com grandes adereços, como plumas, colares e pedaços de madeira que perfuravam suas orelhas e lábios.


    Eram amigos da natureza e, de modo geral, pacíficos.
    E por serem assim, amigáveis, e tão íntimos do solo que os criou, e que hoje chamamos Brasil, o estrangeiro entendeu que eram de uma inocência plena.
    O que outrora fora confundido por Inocência, hoje temos como Sabedoria. E é resgatando essa sabedoria ancestral que nós do Terra Azul propomos um festival de celebração ao que temos de mais sagrado – esta Terra.
    Comemore você também: Permita-se despir dos preconceitos e estenda o braço para a liberdade. Feche os olhos e sinta seu peito vibrar com a batida da música, e entenda, essa não é apenas uma festa. É uma celebração à Vida.

     

    No line-up, grandes conhecidos do público: os lives Urucubaca, Under Level, Swe Dragon, Starting Up, Analog Drink, Kadum, entre outros, bem como os sets de Ahlan Droid, Dougue, Jhou Haller, Fernanda D’Avila, Psapo etc. Os ingressos estão no terceiro lote, a R$35,00, à venda pelo e-mail ingresso@festivalterraazul.com.br ou pelos pontos-de-venda indicados.

    Para maiores informações, confiram o site oficial do festival ou o evento no Facebook.

  • Ouçam Nuke, o novo set do Kultra

    Ontem o Kultra, projeto de techno dos DJs e produtores Tharik e Mohajar, fez um lançamento excelente. Após quase um ano desde o último DJ Set, foi disponibilizado para download no SoundCloud do projeto o set Nuke, que como o nome já indica, é uma explosão de energia (em forma de techno).

    O set mistura as composições próprias deles (desde as já conhecidas Fímbria e Quidam até algumas novidades como La Li Lu Le Lo e Boiling Point) com produções relevantes de produtores que fazem techno violento, a exemplo de Roy RosenfelD, Mumbai Science e Stephan Bodzin. O resultado é 1h20 de som para ninguém ficar parado, uma prova cabal de que o chamado low bpm pode sim ser empolgante (visto que o set todo acontece a 128 BPM). Confiram abaixo o conteúdo na íntegra:

    Kultra – Nuke (DJ Set) by Kultra

     
     

    Tracklist:

    Michael Woods – Fruitcake
    Kultra – Boiling Point
    Roy RosenfelD – Shock
    Michael Woods & Funkagenda – Alchemy
    Kultra – La Li Lu Le Lo
    FM Radio Gods – Im Studio feat. Kstar (Riktam & Bansi Slow Bass Mix)
    Roy RosenfelD – Balloons
    Mumbai Science – Gold
    Roy RosenfelD – Red Hot
    Kultra – Tempestade Elétrica
    Kultra – Quidam
    NO_ID – How R U Feeling Right Now (Michael Woods Remix)
    Kultra – Fimbria vs Spastik
    Marc Romboy & Stephan Bodzin – Phobos (Pan-Pot Remix)
    Kultra – Inserção

  • XXXperience comemora 15 anos com maior edição da história

    Depois de muitos meses de expectativa e preparação, é chegada a hora. Exatamente neste sábado, 10 de dezembro, o XXXperience Festival comemora seus 15 anos de existência!

    A festa, que nasceu em 1996 como Rave XXXperience, tornou-se a maior referência nacional da cena eletrônica, servindo de porta de entrada para muita gente. Ao longo dessa década e meia o seu conceito se transformou várias vezes, chegando finalmente ao estágio atual. Atualmente trata-se de um festival bastante diversificado, com um Main Stage com grandes nomes da cena eletrônica mundial, um Trance Stage criado para respeitar as raízes do núcleo e um House Mag Stage, que acolhe o techno e house que bomba nos melhores clubs do mundo.

    Por ser o maior festival open air do país e ter um line-up tão diverso, a XXX sempre abrigou diferentes tribos. Para homenagear todas essas pessoas que por um dia esquecem as diferenças e experimentam a vida juntos, foi criada a XXXFamily, um simpático grupo de 15 personagens que representam cada um dos estereótipos comuns de serem encontrados nas festas. Para conhecer cada um deles, confira o post que fizemos sobre o assunto.

    Mas vamos ao que realmente interessa a todos agora: o line-up. Para encabeçar a lista, não havia nome melhor que The Prodigy. Se a XXX foi o evento de entrada para muita gente na música eletrônica, o Prodigy com certeza foi a banda de entrada para a maioria das pessoas. Com 20 anos de carreira, eles influenciaram praticamente todos que produziram e-music desde sua fundação – conforme dito anteriormente aqui no Psicodelia.org, será mais do que um live épico: será uma aula de história. Mas nem só de Prodigy viverá o Main Stage: gigantes do quilate de Steve Aoki, Sander van Doorn, John Dahlback marcarão presença, junto com os já tradicionais Felguk, Dr. Lektroluv, Tocadisco e outros.

    Dando sequência no line-up, vamos agora ao palco das raízes do festival: o Trance Stage. Mesmo sendo um palco secundário, este ano devemos ter a melhor seleção de artistas de psytrance da história: além dos semi-deuses Infected Mushroom (que para a felicidade dos que não gostam da nova fase electro-rock deles, irá fazer um DJ Set old school), temos também Growling Machines, GMS, X-Noize, Sesto Sento, Neelix, Liquid Soul, Riktam & Bansi, Fábio Fusco, Vibe Tribe, Cosmonet e Rosa Ventura. Ufa! Será de tirar o fôlego, hein?

    Por fim, o House Mag Stage cria uma espécie de club dentro do festival, abrigando excelentes artistas, desde o insano Marc Houle (que foi um dos maiores destaques do aniversário passado da XXX) até Mauro Picotto e Dimitri Vegas & Like Mike, passando pelos nossos velhos conhecidos Dusty Kid, Popof, Christian Smith, Renato Ratier, Viktor Mora, entre outros.

    Esta edição tem tudo para ser não só a maior, como também a melhor da história. Além desse line-up absurdo, será a oportunidade de reverenciar este núcleo que, com certeza, mudou a vida de todos nós! A festa acontece na Arena Maeda, como de costume, e os ingressos estão se esgotando já. Confiram o line-up com horários e boa festa:

  • Skrillex é indicado a 5 Grammys

    Skrillex, ou Sonny Moore para os íntimos, é sem dúvidas o nome mais comentado da música eletrônica, e os motivos são vários. Primeiro, ele é um dos artistas em maior ascenção no momento – apadrinhado por Deadmau5, estreou no Top100 da DJMag na 19ª posição e está sendo requisitado para tocar no mundo todo. Segundo, ele misturou new rave electro com dubstep e criou um novo estilo. Oficialmente, ainda é classificado como dubstep, mas diante da ira dos produtores e fãs do dubstep original, o nome complextro vem sendo usado para classificar os sons skrillexados. Terceiro, ele é estadunidense, país que pouca importância dá (ou dava) para a cena eletrônica – a grande maioria dos DJs renomados mundialmente são originários da Europa e do Canadá. Motivos suficientes para causar controvérsia? Pois bem, temos mais um: Skrillex acaba de ser indicado a cinco categorias do Grammy!


    Apesar de parecer vocalista de banda emo, Sonny Moore produz música eletrônica pesada!

    O fato é notório pois o Grammy é uma premiação da música como um todo, e dificilmente um artista da cena eletrônica é lembrado fora das categorias específicas de dance/eletrônica – apenas nomes consagrados na cena pop, como Chemical Brothers e David Guetta, conseguiram este feito. Pois Skrillex, além de concorrer a melhor canção de eletrônica/dance com Scary Monsters And Nice Sprites, melhor álbum de eletrônica/dance com o homônimo da música e melhor remix não-clássico, com seu trabalho em cima de Cinema, do Benny Benassi, está indicado a melhor videoclipe de curta duração, por First Of The Year (Equinox) e artista revelação.

    Provavelmente ele não ganhará em todas as categorias, mas estas 5 indicações são um ótimo termômetro para sentirmos o quanto a música eletrônica está, aos poucos, tomando conta do mainstream. Talvez o que estivesse faltando para que o fato se consumasse fosse exatamente um artista estadunidense de relevância, para fazer sucesso na terra que tem dificuldades para reconhecer forasteiros como ídolos e, infelizmente, dita a cena pop atual.

    Aqui no Brasil o delay deve ser maior. Os primeiros grandes shows de dubstep em terras tupiniquins devem acontecer em 2012, com a vinda do Bassnectar e do próprio Skrillex para o Lollapalooza Brasil. Até o momento, alguns artistas tem arriscado misturar o estilo nos seus sets, a exemplo de Captain Hook, Ricardo Villalobos e Electrixx, mas em todos os casos a pista de dança parece não compreender o que está acontecendo (apesar de que em alguns, é porque a execução é ruim mesmo).

    Confira todos os indicados ao Grammy 2012 no site oficial da premiação. Dica do colega Jesus Light, PORRA!