Autor: Eduardo Roslindo

  • Strike de Mind Against, Boghosian e Gromma no Warung

    A noite do dia 4 de julho foi mais uma daquelas noites de inverno em que o Warung nos surpreende. A primeira noticia positiva se deu através da curadoria da noite, que fez um belo strike com a divulgação dos horários do line-up. Uma das coisas que sempre defendemos neste assunto é a equidade artística, esse equilíbrio é fundamental para que a noite renda boas experiências ao público. Nesse quesito que o clube acertou, atingindo diferentes tipos de públicos que se dividiram entre o Inside e Garden. Ao longo da festa a lotação esteve em um nível agradável, com uma divisão ideal em ambos os stages, que eram duas pistas bastante confortáveis, mas sem perder a energia. No palco em que a nossa equipe ficou a maior parte do tempo, pudemos ver uma articulação muito bem feita por Gromma, Boghosian e Mind Against. 

    Abrindo a noite, Gromma mais uma vez nos surpreendeu. Digo isso pois recentemente o vimos tocar no Terraza, com uma proposta bem diferente da apresentada no templo, mostrando que seu repertório é vasto, mas sem perder sua identidade. Essa flexibilidade musical tornou-se possível devido à versatilidade do artista, que mais uma vez norteou-se pelo house e pelo techno, criando bons momentos dentro de uma construção consistente. O primeiro ápice da noite aconteceu quando ele tocou um remix de Kerri Chandler para Westwind, de Nina Simone, artista de jazz/blues dos anos 60. Outro momento marcante foi quando rolou o remix de XDB para Angels of Night, de Lawrence, enquanto a pista era preparada para Paulo.

    Com a entrada de Boghosian, o Inside ganhou mais peso. Sua apresentação foi dinâmica, passando por variações que dividem o set em três partes, que foram essenciais para que o headliner pudesse ter uma boa atuação. Na primeira, sonoridades voltadas pro tech-house, com uma personalidade mais séria, e sendo intensificadas conforme sua apresentação evoluía. A cada passada de música era nítida a euforia nos presentes, bem como o controle e feeling de pista do artista. Na segunda parte o techno foi predominante, em uma transição muito bem elaborada. Próximo ao fim, a terceira parte surge com características melódicas, o que se aproximava da linha musical do próximo artista. Em sua última música o savage arrematou o segundo grande momento da noite: uma versão de Signs do artista Howling, que colocou a pista abaixo. Após um warm up sob medida, era só Federico e Alessandro derrubarem os pinos restantes e correrem para o abraço do público, que aguardava ansiosamente sua entrada. 

    Logo na abertura já foi possível notar a identidade do duo, com bastante melodia e timbragens impactantes, além de sua técnica apurada, combinação que fez com que o público vibrasse com frequência. A apresentação seguiu uma mesma estética do começo ao fim, hipnotizando os presentes. Foi durante esse transe coletivo que surgiu o terceiro grande momento da festa: A música REJ, do artista Âme – um clássico de música eletrônica. Com a ausência da super-lotação e este ótimo trabalho da curadoria, de tudo o que foi presenciado no Main Room nesta festa apenas um fator pode ser citado como negativo: o sound system, que parecia estar com intensidade aquém do que foi presenciado nas festas anteriores.

    Quanto ao Garden, nas poucas vezes que o visitei pude ver um Leo Janeiro diferente do seu tradicional, tocando um som elaborado e acessível para os presentes, comentário que se estende a Lauren, headliner do stage. Agora todas as atenções miram no dia 18 de julho, data em que o templo recebe o showcase da 24bit no Garden e da Maeve no Inside, com Mano Le Tough, Baikal e The Drifter, com warm-up do nosso residente Danee.

    Fotos: Gustavo Remor e Juliano Viana / IMAGECARE.

  • Makam proporciona uma noite especial para o Terraza

    Assim que o evento foi lançado, o detroitbr se preparou para essa ocasião, pois Makam era a melhor atração confirmada na casa desde a vinda de Carl Craig, no carnaval. O dia 26 finalmente chegou e pegamos a estrada cedo, pois a noite já começaria com Gromma, DJ curitibano que tem feito apresentações excelentes e tem se destacado na cena nacional.

    Ao longo de seu set podemos notar seu nível de pesquisa altíssimo e coeso, junto à uma construção impecável. Ele conseguiu transitar entre o techno e house, o old school e o novo, com bons momentos formados por clássicos como Mystical Rhythm. Vimos ali o que se espera de um DJ: que faça leitura da noite, da pista, do contexto em que está inserido, resultando em uma boa apresentação.

    Outro fator que contou positivamente a ele é a semelhança entre o seu som e o do headliner da noite. Esse link entre os artistas da noite é muito importante na construção de uma boa experiência para quem vai curtir, que infelizmente foi quebrado pela atração escalada para fazer o warm up direto para Makam: Elefantkz. O duo atuou dentro da sua perspectiva de trabalho: som totalmente pop, guiado pelo hit She Knows, que inclusive foi tocado duas vezes. Visivelmente esse não era o line-up para eles e por se tratar de um live, não havia muito a se fazer para evitar o choque de realidade. Eu comentei com uns amigos que gostaria que estivéssemos no filme Click, para usar o controle mágico de Adam Sandler para acelerar a festa até a entrada de Makam. 

    Entendo que o clube precise de atrações mais comerciais para garantir o retorno financeiro, ainda mais sabendo do momento econômico ruim que o Brasil passa, mas infelizmente o fator artístico sofreu uma pequena ruptura, que diante da noite como um todo, foi apenas um contratempo. Os relógios passavam das 4h quando Makam finalmente assumiu, e fui completamente surpreendido pelo que ele apresentou – positivamente. Quando se pensa no artista logo nos vem na cabeça selos como Sushitech/Ostgut, sonoridades mais voltadas para dub techno, porém ele demonstrou ter características as quais eu não conhecia.

    Já de cara ele nos presenteou com seu remix de Set it Off, dando início à aula que aconteceria nas horas seguintes. Durante as duas primeiras horas sua sonoridade foi voltada para um techno mais obscuro, fechado, introspectivo e hipnotizante, com o público em suas mãos. Com o amanhecer sua história apresentou um novo capítulo, buscando sonoridades dentro do seu habitual: uma interação entre house, techno e dubtechno, passando por clássicos como Groove lá Chord, apresentando muitas vezes influências de sons latinos, jazz, músicas das mais variadas formas, o tornando ainda mais gigante, um verdadeiro conhecedor de música geral. No final do seu set, a casa ainda estava cheia, com um público totalmente emocionado com o que ele estava fazendo. O término do evento ocorreu quando os relógios passavam das 8h, nos deixando na expectativa por novas datas como essas. Artistas como Makam, daqueles que não se deve perder.  

    Fotos: Tiago Ribeiro/Terraza.

  • Time Warp disponibiliza sets gravados em 2015

    Na busca por novidades? O soundcloud oficial da TIME WARP, disponibilizou há menos de um mês uma série de sets gravados na edição de Mannheim (Alemanha) realizada no ano de 2015. Na lista você pode acompanhar os sets dos artistas: Chris Liebing, Steve Rachmad, Felix Krocher, Ilario Alicante, Bunte Bummler, Steffen Baumann, Steffen Deux, Sasch BBC, Monkey Safari, Seebase, AKA AKA.

    É interesse tentar interpretar como funciona o pensamento ideológico do Time Warp com relação ao line-up, tendo em vista que há uma grande amplitude de vertentes do techno, não focando em uma ou outra específica. Esse pensamento traz à tona uma reflexão sobre como é possível contemplar diferentes formas de trabalhos e mesmo assim alcançar um bom resultado final, sem que seja rotulado por algo pejorativo, que simplesmente tenha seus méritos. Nesse quesito essa seleção feita pelo festival tem seus louros. Confira os sets abaixo:

  • Segunda noite do Terraza BC remete às origens da música eletrônica brasileira

    Depois de um começo fervoroso, o Terraza realizou seu segundo evento na filial de Balneário Camboriú, onde pude acompanhar de perto duas lendas da música eletrônica Brasileira: Mau Mau e Cohen. A ansiedade por vê-los mais uma vez aumentava a cada dia. Primeiro por se tratar de dois artistas que agregam muito à cena eletrônica; segundo por ter visto que em sua ultima apresentação pelo sul a dupla apresentou uma mescla interessante, variando do old-school ao contemporâneo, do house ao techno.

    Ao chegar ao evento, por volta das 23:30, assisti ao começo do set da Antonela Giampietro, enquanto aguardava a chegada das estrelas da noite, com quem eu faria uma entrevista. A argentina-brasileira vem nos surpreendendo a cada dia com seu talento, no entanto esta não foi uma noite feliz para ela. Seu repertório foi composto por boas músicas, organizadas em uma estrutura interessante conforme a execução, porém pareceu impróprio para o momento, que pedia um warm up mais apropriado para a noite.

    Depois de algum tempo, finalmente Renato e Mau Mau chegaram ao club, e bateram um breve papo comigo.

    1 – Fale um pouco sobre a carreira de vocês.

    Mau Mau: Eu comecei minha carreira em 1986, quando eu comecei a frequentar o Madame Satã, vendo DJs como Marquinhos MS tocando. Comecei me apaixonar pela profissão, algo inusitado para época, mas foi em 1991 que tive minha primeira oportunidade para mostrar o que eu realmente queria, quando consegui desenvolver meu estilo próprio de pesquisa. Foi aí que eu percebi o que eu queria fazer da vida, que era seguir com essa profissão, na época eu ainda estudava publicidade, seguei a trabalhar com escritório e já se passaram 27 anos desde que isso aconteceu e me aprofundei na produção musical, fazendo algumas parceria no longo desse trajeto com vários selos e resumindo estou aqui, fazendo o que eu mais gosto que é tocar música.

    Cohen: Eu comecei ao contrário do Mau Mau, comecei produzindo música, e depois que veio a carreira de DJ. Eu era músico e tinha banda, produzia música com equipamentos, pelo processo eletrônico, mas a primeira vez que eu escutei uma música eletrônica que eu realmente gostei foi quando eu fui no Hells e vi o Mau Mau tocar. Então eu comecei ali, foi a primeira vez que eu ouvi alguma coisa que me motivasse. A partir dali eu comecei a ouvir techno e percebi que aquilo era a minha música, com o tempo eu comecei a discoteca e aí foi. Em 2001 em tive uma música que estourou no mundo inteiro (Pontapé) e isso impulsionou minha carreira.

    2 – Como que funciona vocês tocando juntos? Vocês treinam juntos?
    Mau Mau: A gente nunca programou, acho que funciona porque eu gosto do som do renato e acredito que ele gosta do meu, não existe nada programado, a gente sabe o que cada um gosta e procuramos nos divertir.
    Cohen: É como o Mau Mau falou, acredito que funciona porque nos divertimos e gostamos do som um do outro e pra nós é legal porque somos amigos de anos.

    3 – Sobre os produtores atuais: O que vocês acham dos anos atuais comparado a essa época dos anos 90 que vocês viveram? E os Brasileiros?
    Mau Mau: Eu nunca fiquei muito preso em algum estilo, gosto de acrescentar novidades, minha grande motivação é acrescentar, descobrir coisas novas a minha bagagem. Na questão da produção existem coisas boas como coisas ruim, em qualquer época, acho que o tipo de trabalho que eu faço foi sempre fugir do convencional, então tá bacana porque eu to sempre to descobrindo coisas que eu gosto e coisas que se encaixam no meu set.
    Cohen: Antigamente, principalmente aqui no Brasil, tinha uma dificuldade de fazer música, esse tipo de música acho que agora é uma coisa mais acessível, tem muito mais gente fazendo e por isso o nível acaba subindo, mais é preciso saber filtrar as coisas boas. Nos dias atuais é legal porque todos tem oportunidade de mostrar seu trabalho.
    Mau Mau: Acho importante todos terem oportunidade pra lançar, muito diferente de antigamente, onde pra você conseguir lançar um disco ou uma música era bem difícil, como também pra produzir os equipamentos eram caros.
    Cohen: Hoje em dia quem manda nisso tudo é o mercado europeu, mas agora o brasil consegue se impor e isso é importante pra nós produtores. O Brasil com todo esse potencial gigante, todo mundo vem tocar aqui e de qualquer forma eles tem que engolir a gente.

    4 – Pode citar alguns produtores?
    Cohen: Pô tem tanta gente!
    Mau Mau: Normalmente eu vou mais pela música e não pelo artista, tem muitas que eu acho boas e outras não.

    5 – Encerando a entrevista, vocês podem mandar uma mensagem para os nosso seguidores apaixonados por techno aqui do sul do país?
    Mau Mau: Eu sou apaixonado por música, assim como o estado de vocês. Que todos vocês continuem se divertindo em qualquer lugar que seja, dançando e sendo feliz.
    Cohen: A cena aqui está cada vez mais legal, existe sempre uma energia legal e que todos continuem assim.

    Após a entrevista era hora do show: por volta das 02:00 eles subiram ao palco. Diferente do que aconteceu na Tribaltech, desta vez Mau Mau foi o encarregado de iniciar os trabalhos sozinho, com predominância da house music com uma pegada mais retrô, como manda o figurino, apesar dele ter soltado boas pérolas dos dias atuais. Subseqüente a isso Cohen se inseriu com uma perspectiva mais voltada para o tech-house e techno. Mesmo com repertórios bem diversos, a sintonia entre eles era animadora, dava pra sentir o quanto eles conheciam um ao outro. Perto do término o tão esperando b2b saiu do papel, para alegria dos fãs que ali estavam. O duelo entre eles seguiu as características dos sets individuais, com ambos DJs esbanjando técnica. Em alguns momentos transitei pela festa e uma das coisas que me chamou atenção foi a apresentação do residente Guilherme Konnin, que tocava na pista alternativa do Terraza. Para mim era algo novo, o conhecia apenas por nome mas nunca havia o visto tocar, mas posso dizer que entre os residentes que se apresentaram na noite, ele foi o melhor, com um set envolvente e uma atmosfera incrível!

    E falando em residente, após o termino da apresentação de Mau Mau e Cohen, voltamos ao palco principal e assistimos Antonela pela segunda vez na noite. O set foi parecido com o anterior, mas desta vez o horário a favorecia, e o resultado foi completamente diferente de outrora. Assim se encerrou o segundo evento do Terraza BC, que já tem data mercada para o próximo: amanhã, 20 de dezembro, com o alemão Daniel Stefanik, representando o consagrado selo Cocoon. O line-up também conta com um integrante do detroitbr: Bernardo Ziembik, que também é residente do clube.

  • Argentino e alemães brilham na ‘final da Copa’ do Warung

    Mais um dia de grandes nomes no templo da música eletrônica e estava formada a equipe selecionada para cobrir Dixon, Amê, Henrik, Guti, L_cio, Doriva Rozek, Davis e Boghosian: eu (Eduardo Roslindo), Marilice Minzoni e Rafhael Gavazzoni estávamos a postos.

    Abrindo a noite, nosso velho conhecido Doriva Rozek nos surpreende com um começo fantástico, indo de Massive Attack, Bonobo a James Blake. Quem chegou cedo pôde presenciar uma musicalidade que dificilmente se encontra nos clubes brasileiros. Após meia hora nesta linha, o set partiu para sonoridades mais próximas do que viria a seguir na noite.  Um fato inusitado observado pela nossa equipe foi que durante a apresentação de Doriva incensos eram acesos, deixando assim o ambiente mais agradável do que o habitual. Assim como nossa equipe, os presentes ovacionaram ao final apresentação, afinal, warm-up é coisa séria e quando bem feito é emocionante.

    Seguindo o cronograma de horários, nos mudamos para o palco principal para ver o começo do Innervisions. Em decorrência de um atraso de aproximadamente uma hora, pegamos o final da apresentação do Davis. O residente da casa jogou a pista para o alto, com músicas boas, passando até por Stephan Bodzin, porém que não funcionaram como warm up para o que viria a seguir: o live de Âme, inédito no templo, formado por Kristian Beyer e Frank Wiedemann. Com o começo do live, tivemos a sensação de que estava aquém do esperado, o ritmo era bem mais “arrastado” do que o que estava rolando antes. Prestigiamos aproximadamente meia hora e optamos por seguir nosso cronograma, voltando para o Garden para ver o também inédito Guti, que foi uma das estrelas da noite.

     

    Com um tech-house arrojado o argentino deu uma aula de música, mostrando que os hermanos estão anos-luz à frente dos brasileiros. O live apresentado foi diferente do que esperávamos. Guti é um artista que comporta uma grande musicalidade, e o argentino também soube fazer uma leitura incrível da pista, tocando algo mais pegado e groovado, deixando-a em chamas. Um fato interessante foi a participação do L_cio tocando flauta em uma das músicas do LIVE, a sincronia disso foi incrível. Infelizmente não assistimos à apresentação do mesmo, mas os detroiters que haviam ficado no Garden foram unânimes em enaltecê-la!

    Seguindo os horários disponibilizados pelo evento, seria hora de voltarmos ao Main Room, desta vez para assistir Henrik Schwarz. No entanto, por alguma razão os horários foram mudados e Dixon estava na vez – diante disso e da hipnose causada pela apresentação do Guti, optamos por assistir o argentino até o fim, e só subir ao principal quando Henrik começou. Ele, junto com Guti, foram os grandes destaques da noite, mas com perfis diferentes. Henrik carrega consigo uma musicalidade ímpar, como poucos artistas que vimos até hoje. Foi simplesmente emocionante, que live, meus amigos! Sua base era o house, com muita influência de música orgânica, e algumas ousadas escapadas para o techno. 

     

    Ainda no palco principal, pudemos prestigiar Âme DJ SET, com uma surpresa: ao contrário do que todos esperavam, não foi Frank Wiedemann quem tocou sozinho representando o projeto, mas sim Kristian Beyer. Comparado ao live, tivemos um DJ set excelente. Como um todo foi pesado e melódico ao mesmo tempo, com uma construção incrível e com hits pontuais como Bad Kingdom e Cleric. O estreante teve um domínio de pista impecável, conduzindo com maestria o palco principal até o fim da festa, fechando a noite com Hot Ship – Flutes, em versão original. Foi lindo, e quem frequenta o clube sabe que essa música é um clássico que está marcada na história. 

    Após o termino no palco principal, podemos pegar a ultima hora de set do residente Boghosian, que seguiu com a linha que dominou o Garden na noite: pegada e intensa. Podemos dizer que foi ótimo, Boghosian é um grande DJ e um dos melhores residentes do Warung, e fez jus ao seu status, foi uma pena podermos ter assistido apenas uma hora. 

    E assim se encerrou mais uma grande noite no Warung, que cada vez mais tem feito jus ao título de templo da música eletrônica. Mais uma capitulo de uma grande história foi escrito e ficará eternizado para os que estiveram presentes. 

    Fotos: Doriva Rozek (1) e IMAGECARE (2, 3 e 4).
    Videos: Eduardo Roslindo (1), Lcio Schwantes (2), Rodrigo Pacheco (3) e Rafael Bedin (4).