No dia 19 de julho o Warung Beach Club abrigou dois showcases: o do selo europeu maeve, no Inside, e o da agência brasileira 24bit Management. Nossa maior expectativa era pelo primeiro, não por uma questão de qualidade, mas pela questão de buscar novidades. Somado ao fato de que o Garden estava super-lotado a noite toda, acabamos ficando 95% do tempo no antigo Main Room, ambiente no qual este review será focado. Para nós a noite tinha mais um grande atrativo, já que o nosso residente Danee seria o responsável por iniciar os trabalhos por ali, porém, mais uma vez, a burocracia e a falta de gente pra resolver problemas pontuais fez com que a noite começasse mais tarde pra nós.
Tudo começou com a fila de carros, que mesmo às 22h já era grande, graças também ao club vizinho Galera’s, que funcionava naquela noite. Após cerca de 40 minutos, conseguimos estacionar e corremos, na expectativa de pegar a segunda metade da apresentação de Danee. Esta ilusão se desfez assim que nos posicionamos na fila da lista, local no qual ficamos aguardando por uma hora. Quando nossa vez chegou, faltando 15 minutos para Daniel encerrar seu set, o golpe final: o nome de uma amiga (que havia sido confirmado) não estava na lista, o que nos fez aguardar mais 40 minutos até que alguém com autonomia aparecesse pra resolver o problema e permitir a entrada.
Enfim dentro, demos um giro não tão rápido por banheiro, caixa e bar, até finalmente subimos para a pista, a tempo de ver a última meia hora de The Drifter. É difícil emitir uma opinião honesta sobre um artista cujo qual você viu apenas 25% da apresentação, ainda mais depois de todo o transtorno passado. Neste curto período pudemos ver que o irlandês envolvia os presentes com uma linha de grave muito característica, apesar de abusar das melodias, bonitas porém emocionais demais para o momento. No entanto, prefiro acreditar que apenas não nos ambientamos por ter perdido o começo do set e o warm up da noite.
Logo em seguida foi a vez de Baikal, a estreia da noite mais aguardada pela nossa equipe, que fez jus à confiança depositada. O que mais chamou a atenção em seu set foi a construção, com ousados altos e baixos repentinos, que em sua maioria foram muito bem encaixados. A base da história era um tech house dançante, com os frequentes picos de emoção para ambos os lados, da introspectiva Northern Light, de Cobblestone Jazz, ao pesado remix de Adam Port para Ritual of Life, de Sven Vath. Seu set foi o melhor momento da festa, pois foi quando a maior parte do público estava se apertando para conseguir um lugar no Garden para ver Dashdot.
Uma pena que no final da noite, quando o headliner Mano Le Tough assumiu o controle da pista, toda essa galera tenha resolvido subir para o Inside. Em questão de minutos o ambiente estava no nível de super-lotação que já acabou com diversas noites no passado e tanto criticamos aqui. Por sorte havia um camarote no qual pudemos nos refugiar, de onde vimos boa parte da apresentação de Mano, que foi boa, porém, sem surpresas. O headliner navegou pela zona de conforto da sua atmosfera dançante, salpicando os clássicos momentos de melodias melancólicas e emocionantes, mas sem a ousadia que Baikal teve. Era passado das 6:00 quando optamos por deixar o club, por esta soma de falta de conforto e atrativo musical no artista do momento, com uma sensação de que havia sido bom, mas poderia ter sido melhor. As expectativas agora se voltam para o D-Edge Showcase, que deve ser a melhor festa do club nos próximos 2 meses, com Gaiser, Amirali e um ótimo time de DJs nacionais, como Stekke, Renato Ratier, Gromma e Doriva Rozek.
Fotos: Gustavo Remor e Juliano Viana / IMAGECARE.