Sexta-feira passada foi dia de reencontro. Reencontro com amigos e dois grandes DJs da cena eletrônica mundial: Seth Troxler e Mano le Tough. A noite fria do dia 20 começou com um congestionamento poucas vezes visto este ano no Canto do Morcego. Não só pela quantidade de carros, mais também pela quantidade de pessoas mal educadas. Foi possível ver 3 filas para o mesmo sentido na avenida principal do Warung, trancando carros que vinha na direção contrária e fazendo com que esperássemos muito tempo para chegar ao clube.
Com a entrada tardia no club, acabei perdendo os sets dos meus amigos Ricardo Albuquerque e Thiago Schlemper. Na divisão de pistas, tivemos Renato Ratier fazendo warmup para Seth Troxler no main room e Alex Justino esquentando o garden para Mano le Tough. Renato apresentou um set bem consistente, sem grandes variações como era costumeiro. Já Alex – que pouco crédito tinha comigo e alguns conhecidos – surpreendeu. Um set que apresentou a sua identidade e que nos minutos finais encaixou perfeitamente ao set do irlandês que viria a seguir.
Mano le tough – DJ e produtor que já havia me surpreendido no ano passado, protagonizou a cena excêntrica da noite. Lá pelas tanta da madrugada, decidiu que estava com fome e, durante a sua apresentação, começou a comer uma banana. Será este um reflexo do ato de Daniel Alves? Brincadeiras a parte, voltou a ser a grande estrela da noite. Seu set misterioso e por muitas vezes sombrio, teve uma construção muito semelhante a sua apresentação anterior. Muita melodia na primeira hora, muito techno sério e reto na segunda e terceira hora, muita nostalgia na hora final. Ele se consolida como um dos grandes DJs da atualidade e mostra a força do som que é proposto por ele e pelos artistas do selo Life & Death.
Do outro lado do jogo, Seth Troxler. A expectativa era grande, principalmente porque durante a semana rolou um set na internet, onde Seth se apresentou após Dubfire e deu aula de técnica e repertório. Infelizmente, o sentimento foi frustração. Seu set apresentou tracks sem graça, com pouca conexão, as quais não fizeram eu, muito menos as pessoas ao meu redor vibrarem. No final, ficou um gostinho de b2b com Renato Ratier, que não se concretizou, fazendo com que a festa tivesse seu final prematuro.
Ao menos, tivemos um nascer do Sol maravilhoso, daqueles que só a sacada do templo pode proporcionar 😉