Review – Detroit Movement 2015

Ahh, o primeiro dia do festival! A espera foi grande e a ansiedade maior ainda, desde que eu decidi que iria no festival. E não apenas um festival, mas O festival, Movement Eletronic Music Festival, em Detroit, a cidade que é o berço do techno. Chegando perto do horário não me aguentei, fui cedo para Downtown em Detroit, onde fica o Hart Plaza. Cheguei lá por umas 11:30 da manhã e como os portões só abriam ao meio dia, caminhei no calçadão do Detroit River, que é lindo, tinha muita gente por lá pedalando, correndo e caminhando, curtindo aquele dia de sol com temperatura agradável.

Portões abertos era hora de entrar, naquele momento só a pista Thump estaria com som, as demais começariam só as 14 horas, mas eu eu precisava me sentir lá dentro, não escondo que me emocionei ao pisar lá, mas seria essa apenas a primeira de várias as vezes que o coração acelerou e a emoção bateu foi forte. Já que tinha um tempo lá dentro fui conhecer o Hart Plaza, visitar todas as pistas, o Biergarden, conhecer os pontos de alimentação, bebida e para passar nas lojas de camisetas, adesivos e demais artigos do festival, Detroit ou relacionados a música eletrônica. De cara já fiquei impressionado com a estrutura para a pista Movement, o main stage do festival, e da pista Beatport, que era na borda da praça, quase em cima do calçadão, e tinha uma vista linda do rio e da cidade de Windsor, no Canadá. 


(Foto: Joe Gall-Movement)

Na pista Thump o DJ Stingray (a.k.a Urban Tribe) começava a mostrar que teríamos a raíz do techno de Detroit em todos os aspectos, sendo o primeiro nome da cidade a se apresentar. Ele tem faixas lançadas pelos selos de Carl Graig, Retroactive e Planet E, e já agitou os primeiros que já entraram cedo no festival. Com todas as pistas abertas, a primeira parada foi para ouvir Midland, na pista Beatport. O inglês de poucos sorrisos trouxe uma linha com graves marcantes, enquanto na pista Underground era Anthony Jimenez que estava tocando bem pesado perto das 15h. No entanto, essa foi a marca dessa pista: techno mais dark, sombrio o tempo todo. Depois do giro em todas as pistas, hora de voltar para Beatport para assistir KiNK, com um live empolgado, dançante e cheio de energia. Sua característica mistura de house, techno e breakbeat levantou o público, que estava meio desanimado com Midland. O tempo passa rápido quando a gente se diverte: quando me dei conta já era 17h, hora de ir para a pista Thump pra não perder o live de Gaiser. O alemão estava animado, sorrindo e batendo palmas o tempo todo, atrás de seu Ray-Ban preto fez um live animado e característico! 

Na pista principal era hora de curtir Mano Le Tough, o irlandês que mora em Berlin há anos estava apresentando um set bem mais melódico do que eu esperava, mas boas linhas de grave que não deixavam a pista sem groove. Foi lá na pista Movement que encontrei os primeiros brasileiros no festival. É bom ver que mais gente tem a mesma paixão pelo techno de Detroit e conseguiu estar lá para curtir. Mais uma passada na Underground, quem se apresentava lá pelas 18h era Paula Temple (a.k.a Jaguar Woman). A alemã tem mão pesada, tocou faixas de sua autoria na casa dos 135 bpm. Hora de mais um giro e uma passada rápida na pista Beatport para ver o que o duo Soul Clap tinha para apresentar na cidade do Motown e confesso que esperava um pouco mais do projeto que leva o nome do sample que marcou a soul music. Corri para a pista Thump por que ia rolar em sequência Paul Woolford e Stacey Pullen, artistas que não queria perder. Ambos apresentaram seus sets de forma bem característica, com base no techno e bons momentos puxados para o minimal. O relógio não para e eu querendo aproveitar bem o festival voltei para o main stage para dar mais uma chance para Dixon me convencer do seu som, mas não foi dessa vez 🙁 Só pode ser comigo, pois a pista estava bem cheia, mas a linha de som dele, pela terceira vez, não me faz dançar. 

 

Mudança de ares, pois nem só de Techno é feito o festival: fui curtir um pouco de Method Man na pista Red Bull Music Academy, e não é que o rapper americano me surpreendeu? Com um set misturando Indie Dance, House, Dubstep e até Drum & Bass, fez a pista, que estava bem cheia, dançar muito. A pista RBMA em vários momentos apresentou alguns estilos diferenciados para mostrar talentos fora da linha padrão do techno. Ok, era hora de voltar a ouvir o bom e velho 4 x 4, por isso me dirigi para a pista Beatport, onde Henrik Schwarz apresentava seu live. Como eu conhecia pouco do trabalho desse alemão, não tinha tanta expectativa e foi bem divertido, a vibe da pista estava bem agradável. Espiei ainda nessa pista um pouco de Tuskegee (Seth Troxler b2b The Mantinez Brothers) e os três americanos sabem muito bem o que fazem. No entanto, a pista beatport estava muito cheia nesse horário, sem condições para dançar, então fui para a pista Movement para ouvir Luciano. Sua levada era bem animada, durante o seu set dele caía a noite, momento em que a iluminação do main stage chamava muito a atenção, principalmente pelo efeito que gerava nos enormes prédios que circundam o Hart Plaza. 

Quando eram 22 horas e faltavam só duas horas para o fim do primeiro dia de festival, fiquei com uma dúvida enorme do que ouvir. Quisera poder se dividir em dois, mas como não é possível, o jeito foi dividir meu tempo entre as pistas thump e Movement. Primeira parada foi na thump, pois não faria sentido vir para o Movement Festival em Detroit e não ouvir Carl Graig, ainda mais em seu projeto com ‘Mad’ Mike Banks, no qual se juntam a old e a new school da cena da cidade. O live deles é impressionante, dá para entender facilmente por que sua agenda de shows é tão requisitada. Foi um set dançante, com uma linha que trazia muitas referências ao house, principalmente pelos vocais extensos e marcantes. Gostei demais de ter ouvido Carl Graig em seu quintal de casa. (Foto: Steven Pham).

Dado momento a ansiedade de ainda não ter ido pro main stage já havia tomado conta e corri pra lá, aonde o mestre Richie Hawtin já estava com seu set bem adiantado e eu só teria uma hora para ouvi-lo. Hawtin não é de Detroit, ele nasceu na Inglaterra, mas com nove anos se mudou com a família para LaSalle, uma cidade no subúrbio de Windsor no Canadá, essa que faz divisa com Detroit pelo Detroit River. Richie tem uma grande influência e é considerado precursor na segunda onda no techno de Detroit que veio em 1990, é um dos pioneiros do minimal techno e muito respeitado pelo público local. O set dele foi envolvente, alternando entre levadas de minimal e o bom e velho techno de Detroit. A pista estava bem cheia e respondia à altura do set, o que deixou Richie mais à vontade. Ele foi simpático o tempo todo, agradecia as palmas e gritos de empolgação que o público soltava a cada pegada compassada dos graves após os breaks. Eu havia ouvido ele tocar a alguns meses aqui em Santa Catarina e confesso, ouvi-lo lá foi diferente, Detroit é a casa dele, onde ele começou a tocar quando tinha 17 anos.


(Foto: Bryan Mitchell)

Meia noite, e como era de se esperar de qualquer evento americano, o som parou em todas as pista. Sem a chiadeira que acontece por aqui ou gritos de ‘saideira’, o público ovacionou o mestre com longas palmas e gritos. Eu não pude fazer diferente, mas quis deixar minha forma pessoal de agradecimento por aquele momento. Assim que ele foi para a parte de trás do palco para falar com os amigos e pessoal da organização que ali estavam, eu fui para o lado dessa área e com meu bom e velho aplicativo e-Led Me no celular que é um display de LED escrevi: BRAZIL LOVES YOU! E algo que eu nunca imaginaria aconteceu, Richie Hawtin, aponta pra mim e me chama!!! Sim, me chama para ir lá com ele e as pessoas que ainda estavam atrás do palco. Corri pra lá, o segurança olhou pra ele e Richie ainda estava fazendo o movimento com a mão chamando. Nem em sonho eu pensaria que teria uma oportunidade e proximidade dessas, nem aqui nos clubes onde tenho um ou outro promoter conhecido, quando mais lá, no Movement, em Detroit. Simplesmente um momento FANTÁSTICO!! Conversei com ele uns 8 minutos, sobre o festival, sobre eu conhecer toda a história de vida dele, da última apresentação dele em SC, do quando curto e sou fã do projeto Plastikman dele, foi demais. Eu não poderia ter encerrado o primeiro dia de melhor forma. Sequer fui pra alguma das dezenas de after-parties que rolam todas as noites em todos os clubs de Detroit. Eu só queria descansar bem, pois as 14:00h de domingo já começaria o segundo round do festival. 

Sai muito impressionado com o evento, pela estrutura montada, com o sound system de todas as pistas com qualidade impecável, com a diversidade de comida disponível dentro de festival (pelo menos uns 11 food trucks, com muita variedade), as poucas filas nos bares e banheiro. E me diverti com as figuras que encontrei por lá, algumas pessoas achando que era uma festa à fantasia, de unicórnio a super-heróis, Marge Simpson a índios. No entanto, nem tudo foram flores no festival: durante a tarde eu me perguntava em alguns momentos como ele ainda parecia ‘vazio’. Sabia que a minoria seria como eu, que entrou antes das pistas começarem, mas estávamos perto das 20h quando vim a saber que o problema era com o novo sistema de controle de entrada na entrega das pulseiras com RFID, formando filas e mais filas do lado de fora. Houve quem ficou mais de 4h aguardando para entrar no festival. Choveram críticas pesadas no Facebook do evento, que fez apenas um simples pedido de desculpas.

 

Dia 2 – Domingo – 24/05

Descansado, acordei cedo e fui zapear um pouco mais pela cidade de Detroit, e mais uma vez vi uma cidade de contrastes. Downtown totalmente moderna, com enormes prédios arranha-céus, as mais variadas praças, gigantescos estádios de futebol americano e basebol. Já alguns bairros, totalmente abandonados após a decadência da indústria automobilística local, quando milhares de famílias largaram casa e saíram de Detroit. Muitas dessas casas estão queimadas ou totalmente pichadas, local onde infelizmente acontece muita prostituição e uso de crack, segundo relato de várias pessoas que moram lá há anos, com as quais conversei para entender da história. 

Chegando ao Movement, entrei e fui direto curtir um pouco da pista Sixth Stage, mal tinha passado perto dela no dia anterior, pois nenhum nome de lá tinha me chamado atenção. Quem abriu a pista foi Marissa Guzman, apresentando o seu live, no qual além de mixar também é vocalista. Ela tem seu vocal lançado em mais de 15 tracks e tinha até um grupo de dança que completava a apresentação com coreografias na pista. O público teve uma recepção bem boa, dançando junto e aplaudindo essa morena, que é natural de Detroit. Naquele momento também quem tocava na pista Movement era Gabi, alemã de Frankfurt criada em Detroit. Soube levar de forma espetacular o main stage do festival, com uma linha de muito groove mostrou em seu set toda a influência do techno de Detroit em sua carreira. Consegui ainda pegar na pista Beatport o finalzinho do set do duo detroitiano Ataxia – não era nem 16h e a pista estava muito animada. Por ali ainda na sequencia fiquei ouvindo e dançando com Robert Dietz, era minha segunda vez ouvindo seu set. Mal rolou uma voltinha nas demais pistas e uma parada para comer uma pizza e reabastecer de cerveja, voltei fiquei ali para curtir seu set inteiro. Ele não tem todo aquele carisma que as vezes eu espero de um DJ, mas tem uma boa técnica e um bom repertório que compensam o seu jeito de ser.

E por quem eu não queria sair muito da pista beatport? Por que ela iria pegar fogo! Dubfire assume o som e não tem como perder um minuto sequer. Ali Shirazinia é o mago por trás da SCI+TEC, é um dos iranianos de maior sucesso na música eletrônica, já ganhou até o Grammy pelo projeto Deep Dish, que o consagrou ao lado de Sharam nos anos 90. Seu set foi de aclamar em pé, com uma pegada bastante groovada viajou entre o techno e minimal, não deixando ninguém parado na pista. Tocou clássicos como “I Feel Speed”, do seu EP de 2007, até seus lançamentos de 2014. Senti falta de ouvir ele tocando “Grindhouse”, sem dúvida, eu ia chorar ouvindo! Mas tudo bem, ele estava bem animado, interagindo bastante com a pista. 

Próxima parada era main stage, pois viria nada menos que Josh Wink e Art Department em sequência. Josh dispensa apresentações, é veterano e escreveu boa parte da cena americana e mundial nos anos 90. O set dele foi impecável, só com clássicos de acid house e acid techno, inclusive fechando com um bootleg de Prodigy que ainda me arrepio só de lembrar. E o que falar de Art Department? O duo canadense não conseguia esconder o desconforto de ainda tocarem juntos, o festival era a penúltima apresentação oficial tocando juntos, eles anunciaram que vão seguir carreira solo. Por vários momentos eles nem fica próximos, mas respeitaram o público com um set forte, tocando mais músicas clássicas e animando a pista. 

Next? Hot Since 82, na pista Beatport. O inglês era um dos Top 5 na minha lista de DJs para ouvir, sou fã dele de carteirinha, toco várias produções dele e nunca tinha conseguido ver ele ao vivo. O set dele foi marcante, com muita pegada e tocou inúmeras de suas próprias tracks. Lembro de ter ouvido “Forty Shorty”, “Hit & Run” e “Don’t Touch The Alarm”. Com certeza não perderei as próximas apresentações dele por aqui. Após este momento o conflito de palcos começou a me deixar angustiado, mais uma vez quisera eu poder estar em mais de uma pista ao mesmo tempo. Acabei optando primeiro por Loco Dice, no main stage. O alemão estava muito animado, tocando para uma pista bem cheia, tanto que mal consegui chegar perto para tirar uma foto legal. Estava quase um empurra-empurra, muito graças ao set dele, que é sempre forte e dançante. Passei rapidamente para ver o entusiasmo empolgante de Joseph Capriati por alguns minutos na pista Beatport, o italiano sabe muito bem o talento que tem, porém ainda queria tempo para ver o que Ben Klock faria na Underground. Ali pude ver quão pesada a mão dele pode ser! Com um set fortíssimo, que beirava o hard techno, ele fez a estrutura da pista tremer liberalmente.

Alguns minutos antes das onze da noite corri para a pista Red Bull Music Academy, para nao perder nem um minuto da apresentação de Model 500. Model 500 é um dos projetos de Juan Atkins, um dos pais do techno de Detroit, fundador do selo Metroplex, um dos mais relevantes do estilo. Model 500 é formado por Juan, Mike Banks, DJ Skurge e Mark Taylor. O show começou cheio de expectativa, muita gente aglomerada para assistir esse momento, que seria histórico. A apresentação explicita a grande influência que o grupo tem dos alemães do Kraftwerk, a banda que foi fundamental para o surgimento da música eletrônica como conhecemos hoje: quatro integrantes com seus teclados, bateria eletrônica, sintetizadores e Atkins no vocal. Já abriram o show com o primeiro grande sucesso, “No UFOs”, e na sequência mandaram “Night Drive”, ambas músicas de 1985. O show foi marcante, tinha horas que era bem dançante, outras era um enorme prazer apenas assistir. Era impossível não se emocionar por estar vendo eles ao vivo. Não só a música me chamou a atenção durante a apresentação, mas também as imagens do enorme telão de LED atrás deles, fazendo referências aos vocais das músicas, a momentos de guerra e revolução. 


(Foto: Douglas Wojciechowski)

 

Um fator muito interessante da experiência que passei no festival foi o público. Eu já esperava que fosse um público mais experiente, mas me impressionou a quantidade de gente com pelo menos o dobro da idade do techno em si. É isso mesmo, senhores e senhoras na casa dos 60/70 anos! Uma delas era uma senhorinha muito simpática e famosa na cena, Patricia Lay-Dorsey, conhecida como “Gradma Techno” (a vovó do Techno), que pude avistar bem próxima de Dubfire enquanto este tocava. Durante a apresentação do Model 500 havia um casal de senhores, ele com 68 e ela com 72, que estavam lá esbanjando empolgação, firmes e fortes até a meia noite, quando encerrou a segunda noite do festival. Conversei com eles na saída do show, dei os parabéns pela garra e comentei que me vejo assim também no futuro, indo ao menos em uma grande festa por ano. E se você pensou que só a terceira idade que me impressionou, nada disso! As crianças também chamaram atenção, não só as crianças, como também vários bebês. Isso mesmo, durante as tardes, com os pais e proteção auricular, haviam vários bebês em carrinhos ou naqueles “cangurus”, que os pais levam. Cheguei a cumprimentar um dos pais, que estava com a filha de 6 anos lá sentadinha, curtindo uma pizza e dançando com a cabeça, enquanto eles estavam animadões! Me apresentei e os parabenizei pela iniciativa, pois a pequena realmente parecia estar curtindo, dá vontade de um dia estar com minha filhota num festival assim também.

 

Infelizmente não pude ir no festival no seu último dia, segunda-feira (25/05), pois não quis arriscar perder meu voo para o Brasil, que sairia às 20:00h. Fiquei de coração apertado por não ir, o line up era o melhor dos três dias em minha opinião. Perdi de ouvir Maceo Plex, JETS, Audio Fly, Paco Osuna, Joris Voorn, The Saunderson Brothers, Lee Foss, MK, Hi-Tech Soul por Kevin Saunderson e Derick May, Steve Rachmad, e Ben Sims. Mas ainda assim, valeu muito a pena, toda a experiência foi fantástica. Houve ainda muito barulho sobre alguns nomes sem sentido no line up, como o DJ Snoopadelic a.k.a Snoop Dog. O raper pelo que li e vídeos que vi, estava perdido, não sabia mixar, ficou apenas trocando músicas e quando tocou rap conseguiu esvaziar a pista. Como eu não consegui ir no último dia de festival, aproveitei o domingo à noite para ir pra ir a uma after party no Paradigm Underground. Trata-se de uma balada de Chicago, que aluga o subsolo do hotel LeLand para fazer os afters durante a semana do Movement Detroit. Quem tocou lá foi Lee Foss e Art Department, então deu pra dar uma esticadinha até as 6:00 horas da manhã da festa que tinha começado as duas da tarde do dia anterior.

Os motivos para ir ao Movement

 

O site Dancing Astronaut publicou uma matéria interessante sobre os 10 motivos para você ir para o Movement Detroit: (1) Os DJs do underground. (2) Pela história do festival. (3) A localização no Hart Plaza. (4) Os momentos épicos que só acontecem em Detroit. (5) O Sound System. (6) As seis pistas. (7) As afterparties. (8) O amor de Detroit. (9) Os fabricantes de equipamentos e exposição. (10) A organização do evento. Eu concordo com todos os motivos e digo para conferir os vídeos e fotos no link acima. E adicionaria algumas coisas: A emoção de ser uma entre as mais de 100 mil pessoas que passam pelo evento; ser no Memorial Day e representar mais que um festival, uma celebração do amor pela música e orgulho da cena Techno; ser um festival que vem crescendo a cada ano desde sua primeira edição há 15 anos atrás; o Techno está mais vivo do que nunca e muito bem, obrigado. 

O beatport anunciou as 10 faixas mais clássicas que tocaram no Movement, seleção feita também pela Mixmag. Destaco algumas: Audion – Mouth to Mouth, foi de chorar quando dubfire tocou; o clássico Knights of the Jaguar do DJ Rolando, dançante para mostrar o projeto de Carl Graig e Mike Banks; Model 500 com Night Drive e Future, na verdade ouvir Juan Atkins live matou um pouco minha vontade de ouvir Kraftwerk; e ainda tocada pelo Model 500 teve Cybotron – Clear, como o próprio Atkins falou enquanto cantava: “Esse é o Techno verdadeiro. Não subestime. O negócio de verdade, direto de Detroit”. Art Department superou as expectativas antes de se separarem, sim Kenny Glasgow e Jonny White vão seguir carreiras solo, ao tocarem Reese & Santonio – Structure de 1988. Josh Wink com Moodymann – Dem Young Sconies e um bootleg de Prodigy fez o main stage vibrar. Não pude ouvi Claude VonStroke tocando, mas imagino o efeito da faixa Sacha Robotti & Kevin Knapp – Thump Bumper na pista. Lil Louis – French Kiss (Joris Voorn edit) nem precisa dizer nada! E foi isso, minha grande aventura no Movement Eletronic Music Festival em Detroit.