O Time Warp é um festival itinerante de música eletrônica que nasceu em Mannheim, Alemanha, em 1994. Sua curadoria é direcionada a nichos específicos da cena techno e house, apresentando artistas renomados em pistas no conceito big room.
Cave Stage na primeira edição do Time Warp em São Paulo. (Foto: divulgação)
Em 2014 o Time Warp realizou em Buenos Aires sua primeira edição fora da Europa, mantendo sua edição sul-americana anual em terras hermanas até que em 2016 uma tragédia aconteceu: 5 pessoas morreram e dezenas foram hospitalizadas pelo consumo de substâncias análogas ao MDMA. Depois de um ano fora do nosso continente em 2018 o festival alemão elegeu São Paulo como sua nova casa por aqui, apresentando um line-up relevante e uma produção exemplar. O festival então caiu nas graças do público e vem para sua 2ª edição brasileira com tudo para manter e fortalecer essa boa relação!
Aftermovie Oficial – Time Warp 2018 [BR]
A viagem comemorativa de 25 anos de Time Warp chega ao nosso país para uma celebração de 2 dias, em 15 e 16 de novembro de 2019. O local escolhido para receber o evento é o mesmo da primeira edição: o Sambódromo do Anhembi, que abrigará novamente os palcos “Cave” e “Outdoor”, sendo o primeiro mais dedicado ao Techno e o segundo ao House.
O lineup mescla artistas que se apresentarão pela primeira vez no Brasil com artistas que estão com maior frequência no país, e traz também um retorno extremamente aguardado: o de Ricardo Villalobos. Depois de 6 anos sem se apresentar no Brasil, o DJ chileno, que cresceu na Alemanha por sua família ter sido exilada durante a ditadura Pinochet, retorna para uma apresentação exclusiva no Time Warp São Paulo.

Ricardo Villalobos em uma de suas apresentações.
O artista é conhecido por sua postura completamente ousada e autêntica, tanto musicalmente como comportamentalmente. Nos estúdios já criou músicas que são considerados verdadeiras obras-primas, entre elas algumas que se tornaram verdadeiros hits das pistas minimalistas. Nos palcos, vive uma relação de amor e ódio com o público. Ao longo de sua carreira Ricardo viveu momentos de inconstância, indo de apresentações aclamadas a situações constrangedoras, pra dizer o mínimo.
O álbum “Alcachofa” (2003), de Villalobos, que abriga a faixa “Easy Lee”, um de seus grandes hits.
Todo essa polêmica e mistério em torno de Villalobos o tornam a atração mais aguardada do line-up, mas não quer dizer que ele seja o único artista a ser observado durante o festival! No mesmo dia e palco em que ele toca, se apresentará também The Black Madonna, artista residente do icônico Smartbar em Chicago, que vem despontando como um dos grandes talentos da house music de hoje em dia, além de ser símbolo de empoderamento feminino. Completam a noite do Outdoor Stage DJ Koze e as atrações nacionais Millos Kaiser e Gop Tun DJs.
The Black Madonna se apresentando no “In The Lab NY” da Mixmag, no Dia Internacional das Mulheres.
Já, o Cave Stage será liderado por ninguém menos que Richie Hawtin na sexta-feira! O artista canadense cresceu em Detroit e foi um dos grandes nomes da 2ª onda de artistas de techno no início dos anos 90, sendo responsável direto pelo desenvolvimento da cena pelos seus diversos labels e projetos como Minus, Plus 8, Enter, MODEL1 e CNTRL Beyond.

Richie Hawtin é o responsavel pelo desenvolvimento do mixer “MODEL 1”.
Neste dia também destacam-se também na caverna: o alemão chefão da Dystopian Rødhåd, a sensação das batidas aceleradas Amelie Lens e a brasileira ANNA, que já pode ser considerada atração internacional. Completam o line-up os artistas nacionais RHR, Eli Iwasa e Tessuto.
Rødhåd no Boiler Room em Berlin
No 2º dia o Cave Stage apresentará uma bela mescla de atrações. A coreana Peggy Gou é a grande novidade da cena mais cult, que tem se destacado por suas produções características e seus sets ousados. Fundadora do selo Gudu Records, motivada pela autonomia de poder decidir quando, como e o que lançar, a artista refere-se muitas vezes ao seu som como “K-House”.
Peggy Gou fará sua estreia em terras tupiniquins.
Vindo do sentido oposto está Jamie Jones, um dos fundadores do selo Hot Creations e mundialmente conhecido por sua pegada mais comercial e, no meio do caminho, está o Pan-Pot, que encerra a pista com sua sonoridade mais reta e pesada. Completando o line-up, grandes artistas brasileiros: Renato Cohen, L_cio e Trepanado.
L_Cio em sua apresentação na edição anterior do Time Warp em São Paulo.
O sábado do Outdoor Stage será dedicado ao house e tech house. O grande destaque fica por conta da DJ Honey Dijon, mulher, trans e negra, nascida em Chicago, na capital da House Music que, assim como The Black Madonna está se destacando por seu talento e por sua representatividade, com a diferença de que Honey Dijon imprime um estilo mais agressivo.
Honey Dijon carrega suas bandeiras com louvor.
Além dela, a revelação Denis Sulta e as meninas do Blond:ish completam o time de gringos, enquanto Davis e Fatnotronic fecham a lista para o lado brasuca. Confira abaixo os horários do line-up e não perca suas atrações favoritas!
SERVIÇO
Site oficial
Ingressos
Evento no Facebook
Instagram oficial