Elfortin Club recebe noite incrivel com Kaballah Showcase

No dia 05 de julho as atenções também estavam voltadas para o El Fortin, que apresentou mais uma edição da Kaballah Showcase. Minha expectativa já era gigante para essa festa, que ao meu ver é uma grande mostra que a essência do underground no Brasil não está morta. Além disso, era meu aniversário e eu mal podia esperar para assistir novamente a apresentação de Oliver Huntemann, pois a última vez que vi esse big forehead tocar foi em 2011, um set inesquecível. Ainda no combo de aniversário havia Julian Jeweil, que seria a novidade da noite pra mim.

 

Chegamos na festa um pouco tarde, o set do Glen já estava na metade. Pelo tempo que ouvi posso dizer que fez jus aos elogios que Maceo Plex fez a ele para a revista House Mag. Às duas da manhã, Huntemann assumiu as pick-ups da pista principal, como esperado foi uma bela apresentação, com seu estilo de som sinistro, com bpm baixo mas pesado ao mesmo tempo! O warm up perfeito para o que estava por vir: Julian Jeweil. A minha expectativa sobre ele era grande, pois gosto muito do seu som e nunca havia visto tocar, além de que já tinha em mente que não teria outra oportunidade e o prazer de vê-lo tão cedo.

Eu disse que o som do Huntemann foi um warm up perfeito pois já mostrou ao público (que apesar de menor do que de costume, era um público de qualidade) qual seria a tônica da noite: um som sério, combinando bem com a presença de Julian no palco. Artistas da Minus parecem ter todos essa característica de associar o som à sua personalidade. E foi genial, uma pegada séria mas com um ritmo animado, diferente do Oliver, Julian mandou ver com um BPM bem mais alto, inclusive Whyt Noyz e Marcel Dettmann fizeram parte do set desse mito. No fim, foi além do que eu estava esperando. E a sensação que ficou foi a de que ele não superou apenas a minha expectativa, mas sim a de todos que estavam compartilhando esse momento. Não presenciei nada igual na região, desde o carnaval. Fiquei encantada! 

Depois de duas horas dessa linha, enfim já estava amanhecendo e era hora da festa acabar. Lucas Magalhães entrou tocando o tal do future techno, interrompendo a massagem sonora em meus ouvidos. Até tentamos, mas infelizmente o cansaço era grande em 15 minutos já estavamos deixando a casa. Brincadeiras à parte, não podemos avaliar um set só pelos seus minutos inciais, né? Espero ter outra oportunidade de vê-lo tocar e tocar como sabe que pode 🙂

Mas tudo bem, a noite já havia valido! Duas apresentações com estilos diferentes e mais uma sensação de missão cumprida. Foi realmente memóravel e como previsto uma comemoração de aniversário perfeita! Aliás tem comemoração melhor que estar ao lado de amigos, ouvindo uma boa música? É meus caros, eu tenho certeza que não.

Videos: Emilio Tarter.