Categoria: detroitbr

  • Cabana Music lança EP com participação de quatro residentes da detroitbr

    A música que abre o lançamento é a versão original para Synchronized, uma velha conhecida dos fãs de Tharik e Moha, tendo sido peça chave em sets da dupla há alguns anos. Seus timbres instigantes foram matéria-prima para três belas leituras que remontam as origens do detroitbr, por terem sido produzidas quando os produtores estavam se conhecendo e a crew se formando. André Anttony apostou em uma pegada progressiva, enquanto Eduardo M adicionou sua agressividade à sonoridade, ao passo que Nik Ros deu ares tropicais sem deixar a atmosfera misteriosa de lado.

    Só então que surge a faixa título do lançamento, Parallel Engines. Mais recente que as anteriores, apresenta uma sonoridade ainda mais hipnotizante, semelhante à das músicas do Arnemetia EP, lançado pelo Kultra há alguns meses. Seu único remix, assinado por Bernardo Ziembik, adicionou groove e intensidade à ela, fechando com classe um EP que faz parte do DNA da família detroitbr!

    Playlist com todas as tracks no YouTube:

  • Terraza BC celebra aniversário com Makam e detroitbr no line-up

    O dia 11 de outubro é uma terça-feira que irá ficar marcado na memória. Na véspera do feriado pela padroeira do Brasil a Terraza BC comemora seu segundo aniversário em grande estilo: trazendo Makam pela primeira vez para o Vale do Itajaí. Integrante da Dekmantel, o holandês coleciona apresentações em clubs lendários como Panorama Bar, Fabric e Amnesia. Nos dois anos últimos anos ele fez duas tours pelo Brasil com apresentações muito marcantes no Terraza Music Park de Florianópolis, fato que certamente garantiu seu retorno agora para a filial de Balneário Camboriú.

    Se a presença deste grande artista já seria razão suficiente para que a festa fosse inesquecível, os outros escalados para este line-up reduzem as dúvidas a zero: nossos residentes André Anttony e Bernardo Ziembik. O primeiro, que terá a missão de fazer o warm up, atravessa uma ótima fase em sua carreira, chegando às melhores pistas do sul do país e mais do que isso, se destacando nelas. O segundo é também residente da casa e, mais uma vez, mais do que isso: é o cérebro e a força motriz da Terraza BC, sendo a escolha mais justa para fazer o as honras nesta data especial. Parece pouco? Então adicione Ricardo Lin, residente do Terraza de Floripa que mandou muito bem em sua apresentação no detroitbr #014 e completa o time de grandes artistas regionais dessa festa!

    Serviço

    Data: 11/10/16
    Hora: 23:00
    Local: Terraza BC, R. Francisco Correa, 908
    Evento: https://www.facebook.com/events/1789519441315031/

  • Danee faz estreia na Save Club

     

    Neste sábado, dia 27/08, Danee fará sua estréia na Save Club, em Portão/RS, encerrando o Terraço, na mesma pista, dividem com ele o line dois djs que ganham destaque no sul do país, Hencke, da Trip to Deep e Mezomo Music, da Sunset Sessions. No Mainroom, o line da noite é composto por 2nd Round, , o duo Red Faced, Alok e Paradise City.

     

    INGRESSOS:

    Pista Feminino 1º Lote: R$ 40,00

    Pista Masculino 1º Lote: R$ 50,00

    VIP Feminino 1º Lote: 60,00

    VIP Masculino 1º Lote: R$ 80,00

     

    EVENTO OFICIAL: http://goo.gl/r7oG8m


  • Stekke toca na moving D.EDGE na quinta

    Hoje nosso querido duo comandará a pista da Moving l D.Edge, juntamente com Sammy Dee, Renato Ratier e Dee Bufato, em sua primeira gig no Brasil após a tour pela Europa. Nesta noite, o D Lounge leva a assinatura da SUNDAZE, com o line composto por N.A.S.SI, Edu Poppo, Mauricio Gatto e Germek.

     

     

    EVENTO OFICIAL: http://goo.gl/6ktNmJ

     

    INGRESSOS:

    Sem Lista: Feminino R$ 60,00 / Masculino R$ 80,00

    Com Lista: Feminino R$ 40,00 / Masculino R$ 60,00

  • O detroitbr chegou em Carazinho com Eduardo M e três toca-discos

    No dia 16 de agosto o detroitbr esteve presente pela primeira vez em Carazinho/RS, com mais uma histórica apresentação do meu querido amigo Eduardo Moraes. Antes de começar a narrar a minha aventura com ele, gostaria de explicar como aconteceu esse link entre o clube e eu.

    Em 2014, durante o Timewarp na Argentina, conheci vários brasileiros, que assim como eu foram prestigiar esse que é um dos festivais mais aguardados na America do Sul. Entre os presentes estava Alekson, ficamos amigos, trocamos algumas ideias sobre música e após a viagem continuamos nos comunicando. O mesmo apresentou-me o Marcelo de Carli tempo depois e rapidamente começamos à trocar algumas mensagens. Depois desse momento, eu e Marcelo ficamos um ano acompanhando o trabalho um-do-outro a distância. O legal desse período inicial é que o detroitbr era recém-nascido, e eu queria muito mostrar o que estávamos fazendo em Santa Catarina. Talvez para época seria um tiro no pé, ir até à cidade tão precocemente.

    Quando surgiu o request para o booking do Eduardo, confeso que foi uma bela surpresa, afinal passara um ano desde a conversa que tivemos, e até o momento não havia sido feito nenhum convite. Em primeira instância, não conseguimos chegar em um acerto para ida do artista – vocês devem imaginar a minha tristeza, pois você tem um DJ em potêncial para uma data em um lugar que só escuta-se falar coisas boas e o acerto por final acaba não se concretizando. Apesar disso, tudo teve um desfecho feliz, voltamos a conversar e em uma negociação extremamente transparente batemos o martelo. 

    Naquele momento Eduardo estava na europa viajando e havia me ligado falando que estava trazendo vários discos novos para sua coleção, e que poderiamos pensar em uma apresentação em três decks. Imediatamente entrei em contato com o Marcelo e apresentei como possibilidade essa apresentação. Ao aceitar, Marcelo ainda me disse “Edu, avisa que ele pode vir tranquilo, a galera aqui curte os Jeff Mills, Robert Hood, etc.” Imaginem a minha cara de felicidade ao escutar isso – e também a ansiedade para ver tudo isso ao vivo.

    Com o retorno do Eduardo ao Brasil realizamos duas reuniões de planejamento, pois eram cansativas nove horas de viagens. Posso dizer que nessas reuniões conquistamos nossa pos-graduação em google maps. Brincadeiras a parte, nessas viagens sempre acontecem imprevistos, não é? Conosco não seria diferente. A menos de uma semana da festa o carro que faria a viagem apresentou alguns problemas, o invalidando como nosso transporte. Nesse mesmo momento começei a olhar os meus contatos, até que encontrei o quinto protagonista dessa história: Rodrigo Ribeiro, também conhecido como Slipe. Ele salvou nossa viagem, pois precisávamos de alguém de confiança para dividir o volante mas que ao mesmo tempo não fosse um maluco beleza, desses que encontramos pelas BRs, ruas e avenidas da vida. 

    Saímos de Itajaí às 6h e passamos em Balneário Camboriú, pegamos nosso astro e partimos em direção ao Rio Grande do Sul. Fizemos uma viagem tranquila com boas paradas durante o trajeto e com pen drives inacreditavelmente diversificados. Para quem é fã de coisas malucas, rolou Flooating Points, SBTRKT, Radiohead, Mr. Scruffe entre outras coisas. Chegamos por volta das 16h em Carazinho, fomos diretamente ao local fazer o soundcheck, e também conhecer as estruturas do clube. Essa é uma parte interessante, pois ela fica em um complexo formado por 2 clubes – o B Club e Sky Tronic, uma micro cervejaria, um bar/restaurante, e um salão de eventos sociais – o lugar é simplesmente incrível. O B Club, local onde foi a apresentação, tem capacidade para 250 pessoas. Trata-se de uma pista totalmente intimista, com setup e soundsystem de primeira. É emocionante ver a dedicação da adimistração em manter aquilo vivo, pois é de uma riqueza enorme e de ideias semelhantes com os que temos aqui no detroitbr.  Outro fato é que ficamos hospedados em um hotel na frente do complexo. Poderiamos ir a pé.

    Devidamente hospedados, descançamos um pouco até sair para jantar com Marcelo e Dani Moraes, sua primeira dama. Em seguida, foi dada a largada para que sentíssemos à energia do povo de Carazinho. As pessoas começaram a chegar e rapidamente começando a ver rostos conhecidos dos quais estavam interagindo conosco no evento durante a promoção da festa. Uma grata surpresa foi conversar com várias pessoas que vieram nos parabenizar pelo coletivo.

    O warm-up do evento foi liderado por Wagner Scorsatto. Esse menino representa uma nova geração de artistas gaúchos que devemos ficar de olho para os próximos anos. Além do Wagner, eu pude conhecer outros meninos que também estão iniciando. Também conheci pessoalmente o Felipe Barros, amigo de internet já há algum tempo, todos apoiados pelo “Professor” Marcelo, assim chamado carinhosamente por eles. Marcelo ainda comentou comigo que por ele já tinha passado umas 4 gerações de pessoas e djs, e que essa era uma das mais legais que surgiu nos últimos anos.  

    Enquanto nos divertiámos na pista conversando com a galera local, Eduardo preparava-se para mais um de seus rituais. O legal de quando você acompanha um artista por um longo período é perceber as caracteristicas que formam sua personalidade. No caso do Eduardo é nítido uma mudança radical de comportamento, é como se ele deixasse de lado por algumas horas aquele meninão brincalhão, por um cara extremamente sério e concentrado, sedendo pra ver a pista pular em cada disco escolhido. Em tempo, Wagner finalizava sua apresentação e lá estava o nosso astro com todo xadrez montado em sua cabeça.

    Falar de uma apresentação do Eduardo é sempre incrível, pois a qualidade é sempre de um altíssimo nível – e eu tenho a honra e sorte de trabalhar com ele e me surpreender frequentemente, porém, tem algo que eu sempre comento com os meus amigos – a primeira apresentação é sempre inesquessível. Para os mais de 250 presentes na noite, aquilo estava sendo mágico, e para mim também. Em alguns momentos eu fui parado por pessoas falando “Em anos que eu frequento clubes eu nunca vi um cara como uma habilidade como o Eduardo”. Foram intensas duas horas e meia da mais pura e verdadeira conexão que um artista pode ter com o público presente. 

    No o final da apresentação do Edu, eu fiquei imaginando o que Marcelo faria, e é nessas horas que a experiência conta. Ele saiu do rítimo frenético que estava anteriormente para algo mais cadenciado e de maneira muito inteligente. Foi muito legal também ver cada um dos presentes na pista, deu pra ver literalmente que ele é adorado por todos. Naquele momento eu entendi todo lance do titulo de professor. De fato, ele é um grande DJ e protagonista no desenvolvimento da cena gaúcha. Digamos que ele esteja focado em uma proposta “Lado B”, longe de todos esses lances mainstream que impedem apresentação artisticas complexas. O público que ele educou esta ali sedento por música, e os artistas tem liberdade plena em suas apresentações. No final da apresentação rolou até um b2b, e eu estava tentando entender o que estava acontecendo. Quem conhece o Edu sabe o quanto ele é seletivo para esses lances, e ver os dois juntos no palco foi a cereja do bolo. O clube geralmente tem suas atividades finalizadas às 7h, mas a noite/dia estava tão mágica que acabou rolando um plus até às 9h.

    Com o final do evento, fomos para o hotel, tomamos um café e descançamos, pois depois das belas experiências vividas tinhamos longas 9 horas de volta até à nossa cidade. Posso dizer que essa foi uma das festas mais sensacionais do ano pra mim, tanto que me dediquei minuciosamente para contar cada detalhes a todos vocês. Que essa seja a primeira de muitas idas a Carazinho. Eu em nome de todo detroitbr agradeço todo carinho, seja ele da da organização, dos djs ou do público presente. 

  • Eduardo M de long set no Brava Garden

     

    Neste Sábado, 13/08, Eduardo M fará um incrível long set no Brava Garden, em Itajai/SC. Ciclus, um dos líderes da Konsep Records, fará o warm-up para nosso residente, completando o line up.

     

    INGRESSOS:

     

    LISTA:

    R$ 30,00 masc, até as 00:00, após, R$ 40,00

    R$ 10,00 fem, até as 00:00 após, R$ 20,00

    Nomes devem ser postados no mural do evento até as 18:00 do dia para validação.

     

    Convites disponiveis na hora no evento

     

    EVENTO OFICIAL:

     

    https://www.facebook.com/events/303579859992850/

  • Stekke encerra sua turnê na Europa com chave de ouro na Fabric

    O dia 07/08/2016, domingo, será um grande dia para nossa dupla residente Stekke. Eles encerram com louvor sua turnê pelo velho continente, que contou com gigs em eventos e clubs de peso, como Festival Quinto Sol e Club Der Visionaere. Esta estreia na Fabric será dividindo line-up com Marco Petrazzi e Peter Pixzel, em uma festa da WetYourSelf!, label residente no club aos domingos.

    INGRESSOS:

    £5,00 a £7,00 valor unissex

    VENDAS: https://goo.gl/Us3xlL

    EVENTO OFICIAL: https://goo.gl/ChpfnM 

  • Bernardo Ziembik estreia no LakeRoom do Matahari

     

    Bernardo Ziembik assume pela primeira vez os decks do Matahari Super Club, localizado em Indaial/SC. Ele está escalado para apresentar-se na pista LakeRoom, ao lado de um time composto por William Kraupp, Tarter, Rhenan Batista, Daniel May e pelo nosso líder João Pedro. Recentemente Bernardo se apresentou no club irmão Nudh, localizado na cidade vizinha Gaspar, deixando uma ótima impressão e um sentimento de saudades nos presentes.

    EVENTO OFICIAL: https://goo.gl/sJKZFH

    INGRESSOS: https://goo.gl/N5ggOA

    R$ 60,00 Unissex – disponiveis no Ingresso Nacional
    PRONTOS DE VENDAS: http://ow.ly/Y745w
    RESERVAS:  (47) 9200-0505

     


  • Danee estréia na 2nd Floor, em Caxias do Sul

    Neste final de semana, no dia 06/08, Danee faz sua estreia na 2nd Floor, em Caxias do Sul. Além de nosso residente, o line é composto por &silva, Eduardo Drumm e Wilian Celuppi, residente do Beehive, clube referência no Rio Grande do Sul.

    INGRESSOS:
    Masculino: R$ 30,00
    Feminino: R$ 20,00

    Os ingressos podem ser adquiridos com os promoters oficiais do evento ou no local do evento.

    EVENTO: https://goo.gl/t0TBBJ

    Confira um pouco da primeira apresentação de Danee em Caxias do Sul, na Albrg, no dia 21/08/15, na qual dividiu o line com o argentino Gabriel Ferreira, da Items & Things:

     

  • A preparação e a expectativa de Eduardo M para sua gig com Murphy no Terraza

     

     

    Sabemos que musicalmente você é muito eclético e podemos inclusive notar isso em alguns dos seus sets. Como funciona sua pesquisa musical e como ela colide com a versatilidade do seu gosto musical? 

    A minha forma de pesquisa é bastante orgânica. Além das paradas programadas que eu faço para pra ouvir algumas coisas específicas, eu ouço música o dia inteiro – a maioria fora do gênero techno. Quando estou no carro, tenho um pendrive em modo “shuffle” que roda de tudo, desde rock, nu jazz, funk, eletrônica experimental, dubstep, hip hop, drum and bass e etc. Como eu estou há muito tempo nisso, eu preciso deixar meus ouvidos e minha cabeça respirar com sonoridades diferentes das que eu estou acostumado a tocar. É exatamente aí que eu sinto toda a diferença. Em casa, desde a hora que eu acordo eu dou play numa rádio online e também em listas de pesquisa. A partir daí, fico conectado até a hora que eu preciso sair. Essa dinâmica forma automaticamente a minha referência eclética. 

    Na sexta-feira (06/05) você, Murphy, Guilherme Konin e Petrius D estão escalados para tocar no Terraza de Balneário Camboriú. Falando especificamente dessa noite, como é a preparação e a pesquisa? Algo de diferente acontece no processo?

    É claro que quando eu me preparo para uma noite como a de sexta eu tento buscar algumas coisas instintivamente. Isso ocorre garimpando meus discos pra ver o que eu posso resgatar para aquela ocasião específica, repassando as músicas digitais que eu já tenho e também checando meus artistas, selos e lojas preferidas. 

    É sabido que dentre todas as suas atividades na música, você também costuma produzir. Conte pra gente um pouco sobre essa dinâmica e como isso se entrelaça com teu trabalho já conhecido no comando dos discos.

    Tenho dedicado bastante tempo na produção. Diferentemente do objetivo mais comum que é fazer para lançar, eu trabalho em muita coisa específica para eu mesmo tocar. Algumas coisas funcionam como ferramentas e muitas vezes nem chegam a ser faixas totalmente finalizadas. Pode ser por exemplo algo que eu pensei pra algum momento ou para que sirva de apoio ou complemento pra alguma manobra que eu queira fazer.

    Fiquei sabendo que você e o Murphy já se conheciam de tempos atrás. É verdade que ele já te chamou pra tocar numa festa dele em São Paulo? Narra pra gente como isso tudo começou.

    Sobre o Murphy, eu lembro que tive a primeira notícia dele numa revista que se chamava DJ Sound. Isso deveria ser por volta de 1999 ou 2000. A matéria falava de um campeonato promovido por uma rave antiga, chamada HIPNOTIC. Nisso o Murphy era o destaque por ter sido o campeão, e por ter chamado atenção pela sua técnica. A partir daí eu consegui depois que meu pai (que mora em SP) gravasse uma fita cassete num programa de rádio de lá que ele participou. Quando eu ouvi eu fiquei completamente maluco, porque ele tinha conseguido unir duas coisas que eram justamente minhas maiores paixões: o techno sendo tocado com as manobras tradicionais do hip hop! Eu sempre fui viciado em drum and bass por exemplo, e ver a dinâmica do Marky tocando era algo único. Quando eu vi então o Murphy aplicando isso no Techno, eu achei perfeito. Não foi à toa que ele se destacou tanto por isso. Eu já tinha tentado algumas coisas antes disso, como o scratch no beat 4×4. Mas quando eu vi ele fazer eu vi que era perfeito e com o “swing” ideal.

    A partir disso tudo, eu comecei a treinar (ainda mais) para aperfeiçoar. Um tempo depois, nos encontramos quando ele veio tocar no sul a primeira vez em 2002 (salvo engano). Era um momento muito especial para o techno naquela época. Para sorte nossa, ele passou a tocar com mais frequência por aqui e consequentemente, acabamos tocando juntos em algumas festas. Uma delas foi num clube chamado CASE, aqui em Balneário Camboriú mesmo. Nesse dia, eu tinha tocado no Warung e sai de lá pra ir fechar a noite pra ele nesse clube. Eu lembro que ele ficou até a hora de desligar o som me vendo tocar sentado num sofá, rs. Ai ele me elogiou bastante e disse que ia me levar pra tocar na noite dele no Lov.e. Às vezes você sabe, né? Papo de noite a gente não leva muito a sério e fica por isso mesmo. Mas pra minha sorte não foi à toa, ele de fato cumpriu! Pouco tempo depois a gente continuou se falando e acertamos os detalhes. Tocar no Lov.e naquela época era um sonho pra qualquer DJ. Com o “plus” de tocar fechando a noite pra ele, mais ainda! Foi incrível. Vale lembrar que ele fez isso sem eu oferecer nada em troca pra ele. Acredito que tudo isso rolou porque simplesmente ele gostou mesmo. Hoje em dia eu não vejo isso de forma tão comum. É normal DJs trocarem favores ou te chamarem pra tocar por algum interesse ou algo em troca. Ali eu comecei a entender a simplicidade dele, que obviamente vem da sua origem de quem conquistou as coisas por talento, e não por política ou “puxação de saco”. Ainda houveram outras ocasiões em que nos cruzamos tocando juntos, como numa circuito no Lago (SP) em 2006 – a principal rave de techno do país na época. Desse ponto em diante, o techno começou a sofrer uma grande mudança e ele alçou de fato sua carreira internacional – o que consequentemente fez ele ficar um pouco mais distante. 

    Essa noite no Terraza é também a sua estreia na casa. Como está a sua expectativa pra essa festa?

    Sobre a expectativa para esta noite eu não tenho dúvidas que deve ser algo especial. Por vários motivos. O primeiro deles por ser em Balneário Camboriú, mas também não posso deixar de mencionar o fato de ser minha estreia no Terraza, pelo do Detroitbr estar junto, pela certeza de vários amigos na pista, e por fim, por estar tocando do lado do cara que é uma referência pra mim, com um detalhe especial: é nosso! É brasileiro!