Autor: Mohamad Hajar

  • Warung comemora 12 anos com mais de 12 horas de festa

    Dando continuidade ao feriado da república, no sábado o Warung Beach Club realizava a segunda parte da sua comemoração de aniversário. Dessa vez nossa equipe estava reduzida, já que para a maioria o line-up do dia 7 era muito mais atrativo, mas ainda assim alguns de nós estavam lá para conferir a parte desta data que nos interessava. A festa começou cedo: às 18:00 o club já estava aberto (e estaria às 14:00, se não tivesse enfrentado resistência dos moradores da região), no entanto, optei por preservar energias para a madrugada (lembrando que no dia anterior eu estava no Dream Valley), e cheguei à casa pouco antes das 22:00.

    E ao chegar lá, a primeira grande surpresa: absolutamente nenhuma fila de carros. Quando chegamos ao Canto do Morcego até cogitamos a possibilidade da festa ter sido cancelada, de tão vazia que estava a Brava – nem mesmo os indesejáveis que passam a noite ali ouvindo música ruim ingerindo bebidas de baixa qualidade se faziam presentes! Chegando ao estacionamento descobrimos que não, a festa não foi cancelada, o que significa que o novo horário foi um sucesso, ao menos do ponto de vista logístico. Já dentro do club, a segunda surpresa: apesar do sold out anunciado previamente, não se tratava daquele sold out que todos odiamos, no qual o club se torna uma simulação de lotação na hora do rush. O Garden era sem dúvidas o stage mais cheio, com bastante gente até na área atrás do palco, e o Inside era o que preferi chamar de paraíso. Com menos gente do que na noite de Hawtin e Gaiser, conforto e frescor eram os melhores adjetivos para o ambiente. Inclusive nesta festa pude perceber o que provavelmente foi uma das razões para a mudança de nome: já que o ambiente é mais apropriado para o techno e o estilo não é o que mais leva público, nada mais justo do que tirar dele o título de “Main Room” e deixar o Garden aos poucos assumir o posto de “palco principal”. OK, o saudosismo talvez dificulte nossa aceitação para isso, mas se pensarmos bem, foi a melhor decisão.

     

    Partindo agora para a análise artística, vamos falar da parte que pudémos apreciar com a atenção necessária, e o senso crítico ligado. Adentramos a pista Inside pouco depois da meia-noite, quando Tale Of Us já estava tocando. Quem acompanha nosso site com certeza leu o review A Fábula de Tale Of Us no Templo, que escrevi relatando a passagem deles pelo club em maio. Naquela ocasião eles executaram um set de 4 horas com a maestria que pouquíssimos artistas com o tempo de carreira deles é capaz de fazer – eu que nunca fui de acompanhar o trabalho da dupla me tornei fã incondicional. No entanto no aniversário eles não eram headliners e tinham apenas 1:30 para tocar, e souberam se adaptar ao meio. Um set sem tantos picos emocionais, mas com uma bela seleção de tracks e uma condução tranquila e sábia – começamos a noite com o pé direito!

    Na sequência foi a vez de mais um repeteco do ano: o live de Paul Ritch. O francês começou bem, um pouco mais pesado do que o final dos italianos, no entanto não conseguiu segurar a barra. Seu som reto e pouco dinâmico acabou se tornando monótono comparado às belas harmonias de Karm e Matteo, e mesmo tendo apenas 1 hora de live, era visível a perda de foco da pista no final. Sua apresentação porém teve um efeito muito positivo na noite: influenciou Sasha, que seria o próximo a tocar e viria a ser o nome da noite. O galês era uma das maiores incógnitas da noite, por duas razões: primeiro por ser um DJ de progressivo, um estilo que demanda longas apresentações para fazer sua arte aflorar (vide Hernán Cattaneo e suas longas madrugadas no templo); segundo por que além do seu som ser progressivo, ele é extremamente intimista e desacelerado. Como um DJ desses se sairia tendo um set de apenas 2 horas, entre Paul Ritch e Maceo-hype-Plex?

     

    E foi aí que vimos o peso que a experiência e o talento tem numa hora dessas. Como Ritch havia tocado uma hora inteira de techno pesado, Sasha optou por manter o peso, mas sem abandonar sua raiz progressiva e melódica. O resultado foi uma primeira hora de set surpreendente e maravilhosa. Com a pista toda nas mãos (e ela começou a crescer, tanto pela qualidade do que estava sendo apresentado como pela chegada dos fãs de Plex guardando lugar), aos poucos ele foi reduzindo o ritmo, até concluir sua apresentação exatamente do jeito que todos acharam que seria ela inteira: intimista e melancólica.

     

    Neste ponto a noite já tinha valido a pena, mas ainda tinha um último DJ para tocar, que por acaso era a grande estrela da noite, aguardada há anos. Emitir uma opinião sobre essa apresentação de Maceo Plex é um tanto difícil: foi um set bem construído, os hits Crossfade e a série Conjure foram tocados (para o delírio dos fãs) e a pista não parou um minuto. Só faltou uma coisa: surpreender. Quem passou o ano acompanhando o trabalho dele na ENTER, como nós, ficou duas horas em um permanente estágio de deja vu. Óbvio que não tenho dados exatos, mas eu seria capaz de apostar que 80% das track que ele tocou no Warung estavam presentes em algum dos seus sets gravados e divulgados ao longo do ano. Talvez ele tenha guardado as relíquias pra soltar no after, já que logo após o termino da festa ele já estava tocando em outro evento. Como não fomos conferir, voltamos pra casa com esse gostinho de “queria mais”.

    E assim concluímos mais uma jornada no templo da música eletrônica. O Garden ainda reservou muitas emoções para quem gosta de gangsta e deep house, vide a apresentação de Sharam Jey e Jamie Jones, mas como esta não é a nossa praia, nos limitamos a relatar o que aconteceu no Inside – que mais uma vez, foi muito bom!

  • Chris Liebing faz história no Mystic Stage do Dream Valley

    Nos dias 14 e 15 de novembro o Beto Carrero World recebeu a terceira edição do Dream Valley Festival, realizado pela Green Valley em parceria com a Engage, produtora de eventos do grupo RBS. Nossa equipe esteve presente no primeiro dia de evento, e acompanhou todos os DJs que se apresentaram no Mystic Stage, palco alternativo dedicado a vertentes do techno e do house.

     

    Infelizmente enfrentamos contratempos na estrada rumo a Santa Catarina e não chegamos a tempo de assistir Matador, que estranhamente estava escalado para as 22:00. Chegamos pouco depois da meia-noite, horário que deveria ser de Julio Bashmore, mas quem estava no palco era Maya Jane Coles, com um som dançante e criativo. Quando fomos tentar entender a bagunça que estava o line-up, a primeira grande surpresa da noite veio: Matador havia se recusado a tocar no horário que lhe fora atribuído, por isso, todos os artistas estavam se apresentando cerca de uma hora adiantado.

    Dando sequência no line, era a vez de Amine Edge & DANCE, a atração que sem dúvidas levou mais pessoas ao Mystic Stage neste dia. A pista não ficou parada um minuto sequer com o g-house da dupla – nós não compartilhamos da mesma empolgação – e assistimos de longe (com direito a um rápido role pelo palco principal, aonde vimos uma parte da apresentação de R3hab). Em seguida foi a vez de Boris Brejcha, que infelizmente está cada vez mais empolgado com seu hitech minimal, uma mistura estranha de techno com electro, bem diferente das atmosferas sombrias e intrigantes do bruxo.

    Quando os relógios já passavam das 4 horas, finalmente Matador voltou para executar seu trabalho – ato feito com maestria. Quem já viu o live dele tem uma boa noção de como foi, já que suas apresentações são sempre semelhantes entre si – no entanto, comparada às outras 3 vezes que o vi, esta certamente foi a mais pesada, sendo um belo warm up para o que estava por vir. Chris Liebing assumiu os decks e mostrou que sabe ler a pista muito bem e se comunicar com ela. Acostumado a fazer long sets em eventos de techno, ele conseguiu adequar muito bem seu som para um set de apenas uma hora, diante de uma pista que não estava acostumada com o estilo. Em poucos minutos seu repertório e sua técnica impecável já haviam colocado o público sob uma intensa hipnose, e a cada virada surpreendente era visível a empolgação das pessoas com o que estavam vivendo.

    De alma lavada, voltamos para casa satisfeitos com a noite, mas desapontados com a carência de nomes atrativos para o próximo dia. Um evento que já teve Sven Vath, Loco Dice, tINI e Tale of Us em uma mesma edição ficou devendo um pouco neste ano. No entanto, a oportunidade de ver ao vivo um artista como Chris Liebing, acompanhado de Matador e Maya, certamente valeu o ingresso!

  • Review Dream Valley 2014

    Nos dias 14 e 15 de novembro o Beto Carrero World recebeu a terceira edição do Dream Valley Festival, realizado pela Green Valley em parceria com a Engage, produtora de eventos do grupo RBS. Nossa equipe esteve presente no primeiro dia de evento, e acompanhou todos os DJs que se apresentaram no Mystic Stage, palco alternativo dedicado a vertentes do techno e do house.

     

    Infelizmente enfrentamos contratempos na estrada rumo a Santa Catarina e não chegamos a tempo de assistir Matador, que estranhamente estava escalado para as 22:00. Chegamos pouco depois da meia-noite, horário que deveria ser de Julio Bashmore, mas quem estava no palco era Maya Jane Coles, com um som dançante e criativo. Quando fomos tentar entender a bagunça que estava o line-up, a primeira grande surpresa da noite veio: Matador havia se recusado a tocar no horário que lhe fora atribuído, por isso, todos os artistas estavam se apresentando cerca de uma hora adiantado.

    Dando sequência no line, era a vez de Amine Edge & DANCE, a atração que sem dúvidas levou mais pessoas ao Mystic Stage neste dia. A pista não ficou parada um minuto sequer com o g-house da dupla – nós não compartilhamos da mesma empolgação – e assistimos de longe (com direito a um rápido role pelo palco principal, aonde vimos uma parte da apresentação de R3hab). Em seguida foi a vez de Boris Brejcha, que infelizmente está cada vez mais empolgado com seu hitech minimal, uma mistura estranha de techno com electro, bem diferente das atmosferas sombrias e intrigantes do bruxo.

    Quando os relógios já passavam das 4 horas, finalmente Matador voltou para executar seu trabalho – ato feito com maestria. Quem já viu o live dele tem uma boa noção de como foi, já que suas apresentações são sempre semelhantes entre si – no entanto, comparada às outras 3 vezes que o vi, esta certamente foi a mais pesada, sendo um belo warm up para o que estava por vir. Chris Liebing assumiu os decks e mostrou que sabe ler a pista muito bem e se comunicar com ela. Acostumado a fazer long sets em eventos de techno, ele conseguiu adequar muito bem seu som para um set de apenas uma hora, diante de uma pista que não estava acostumada com o estilo. Em poucos minutos seu repertório e sua técnica impecável já haviam colocado o público sob uma intensa hipnose, e a cada virada surpreendente era visível a empolgação das pessoas com o que estavam vivendo.

     

    De alma lavada, voltamos para casa satisfeitos com a noite, mas desapontados com a carência de nomes atrativos para o próximo dia. Um evento que já teve Sven Vath, Loco Dice, tINI e Tale of Us em uma mesma edição ficou devendo um pouco neste ano. No entanto, a oportunidade de ver ao vivo um artista como Chris Liebing, acompanhado de Matador e Maya, certamente valeu o ingresso!

  • Lages (SC) recebe em dezembro o Elo Elemental Festival

    O Festival Elo Elemental é um evento multicultural que representa a união de dois núcleos. Ao longo de dois dias construirá uma comunidade alternativa no Refúgio do Lago, em Lages (SC), que fará uma grande celebração pela música em busca de liberdade, paz, amor e união, com atividades artísticas, culturais e espirituais.

    No palco principal, diversos artistas nacionais de psytrance, entre eles destaque para o veterano Rica AmaralZumbi e o seu projeto principal Nevermind e os paulistas Kontrol-Z, Drex, K-Belo, Necropsycho. Já o palco alternativo recebe a comemoração de 1 ano do label detroitbr, que irá reunir residentes e convidados para tocar techno e tech house. Entre os destaques do line-up, Eduardo M, Doriva Rozek, Danee, Kultra e Nik Ros. Já o terceiro ambiente abrigará o chill out, que irá apresentar sonoridades mais diversificadas e introspectivas, criando um ambiente de relaxamento e recuperação e tornando-se um grande aliado da Tenda da Cura, que ficará localizada próxima a ele.

    Além das atividades musicais o Elo Elemental apresentará atividades culturais diversas, como oficinas, feira de artesanato, coletivo de fotografia. Para acomodar seu público, o festival oferece área de camping com chuveiros e 15 chalés para grupos de seis pessoas cada. Todos os participantes irão colaborar com 2 kg de alimento não perecível para uma ação social, e poderão optar por trocar um brinquedo pelo kit do festival. Confira informações mais detalhadas no evento oficial, e garanta já seu ingresso para este novo encontro de pessoas que amam a música e praticam o bem, acima de tudo!

    Line-up completo

    Mainfloor

    RICA AMARAL (SP)
    NEVERMIND (DF)
    NECROPSYCHO LIVE! (SP)
    MEGIDO LIVE! (SP)
    VIBERSPEAKER (DF)
    GABRIEL PILONI (PR)
    KONTROL-Z LIVE! (SP)
    BONES (SC)
    PABLO (RS)
    LAFAYETTE (PR)
    ORION'S BELT LIVE! (PR)
    INNER MIRRORS 
    ALIEN CHAOS LIVE! (PR)
    1337 (SC)
    TIO XICO (SC)
    KAOHZ (PR)
    HAGY (PR)
    MARCUS VINICIUS (RS)
    VINICIUS OLIVEIRA (RS)
    ZABELE TIBIRILOW (SC)
    WILLIAN LUCAS
    PROGNIC (SP)
    POSSEBA (RS)
    DOLPHINS HEART (SC)
    DREAMAD LIVE! (PR)
    HYPNOZZ LIVE! (MG)
    DREX LIVE! (SP)
    SEKMETH LIVE! (SP)
    TESLA LIVE! (SP)
    DR ABELHA (SP)
    GUTZ (SC)
    SWE DAGON LIVE! (PR)
    K-BELO (SP) (SP)
    UATHU LIVE! (MG)
    ZUMBI (DF)
    TRIBAL YAOHU LIVE! (SC)
    VISION VIBE LIVE! (SP)
    BEAT GATE LIVE! 
    CINDACTA (SC)
    ROBERTO PRADO (SC)
    PSYOT (SC)
    MAKA (PR)
    MACOLI (SP)

    detroitbr

    EDUARDO M (SC)
    DORIVA ROZEK (SC)
    DANEE (SC)
    KULTRA (PR)
    NIK ROS (MS)
    BERNARDO ZIEMBIK (SC)
    CHEAP KONDUKTOR (PR)
    UNTERWELT80 (SC)
    ANDRÉ ANTTONY (SC)
    PETRIUS D (SC)
    DAVI CECATO (SC)
    ALEX KAMEL (SC)
    BRUNO JULIANO (SC)

    Chill out

    ARAUCÁRIAS DUB
    GENIRÊ-Z
    RICA AMARAL
    DORIVA ROZEK
    THARIK HAJAR (KULTRA)
    Mais nomes a serem confirmados!

    Serviço

    Fanpage oficial: https://www.facebook.com/elo.elemental
    Evento oficial: https://www.facebook.com/events/778674882198983/
    Compre seu ingresso: Compre agora!

  • Pioneer lança sua primeira CDJ sem CD

    O dia de hoje marca o fim de uma das mídias mais utilizadas pelos DJs para carregar suas músicas: a Pioneer acaba de anunciar sua primeira “CDJ” que não lê CDs, devidamente rebatizada de XDJ. A data é apenas um simbolismo, já que o digital djing tem jogado o disco compacto pra escanteio há tempos, com a providencial ajuda dos pen drives, que já substituem o gigantesco porta-CDs na mochila dos artistas.

    Do ponto de vista do público, nada muda. O arquivo digital que é lido no CD é exatamente o mesmo que é lido em pen drives e computadores, a mudança afeta apenas a vida do DJ, que agora terá que se acostumar com as novas formas de carregar arquivos para a gig (ou então com a mais antiga e duradoura – o vinil). O modelo de lançamento da nova linha é o XDJ-1000, que visualmente é muito parecido com o CDJ-2000, inclusive com o jog wheel no tamanho de um CD. Uma das novidades que mais chama a atenção é o visor touch screen, facilitando a navegação pelas pastas e o uso de funções como beat jump e loop move. Confira a apresentação completa no video oficial:

    Mais informações no site oficial da Pioneer.

  • Primeira festa dos 12 anos do Warung esbanja qualidade musical

    Novembro é, certamente, um dos melhores meses para se divertir no litoral catarinense. Dentre as razões para tal está o aniversário do Warung Beach Club, que pela 12ª vez nos brinda com uma comemoração de cair o queixo – neste ano, em duas partes. Na última sexta-feira pudemos conferir a primeira, que tinha um line bem mais curto e conceitual do que a festa que acontecerá no próximo sábado. No antigo Main Room, agora intitulado Inside, ninguém menos que Richie Hawtin e Gaiser, enquanto o Garden recebia a estreia do trio Apollonia. Para não perder um minuto sequer dessas apresentações, nossa equipe se dividiu já no começo da festa.

    Uma parte chegou e já dirigiu-se ao lotado Inside para uma surpresa: Gaiser estava atrasado. Enquanto o time lutava por um lugar ao acrílico, Albuquerque e Aninha estendiam seu warm up muito bem, segurando a ansiedade de todos pelos ídolos. Já era 2:45 da manhã quando o americano-alemão iniciou seu live. Quem já tinha visto sabia o que viria, e teve as expectativas correspondidas: um techno empolgante e groovado, deixando a pista no ponto para o não-tão-long set do chefão da ENTER que viria logo a seguir.

    Quando Richie começou, o público quase foi à loucura: começando com uma sonoridade característica do seu repertório e muito bem conectada ao warm up feito por Jon Gaiser, em poucos minutos o canadense-inglês já tinha colocado todos sob sua intensa hipnose. A linha reta e sombria predominou, mas surpreendentes momentos melódicos deram um toque de novidade para o set – lembrando que Richie Hawtin tem uma longa história com o club e desde sua estreia em 2008 já protagonizou momentos históricos na casa, os fãs sempre esperando algo no nível do que já foi apresentado. Como infelizmente hoje em dia não é mais possível termos sets de 8, 10 horas, o DJ se vira como pode, não é mesmo?

    Enquanto isso, no Garden, praticamente outra festa. Sem aperto ou calor, nossa equipe já entrava no ritmo da noite com o ótimo warm up de Boghosian, que pontualmente entregou a pista para o trio Apollonia, às 2:00. O que aconteceu nas cinco horas seguintes pode ser classificado como uma nova forma de apreciar a música eletrônica. Apesar de ser um trio, a apresentação não era num formato “b2b em trio”: cada um tocava sozinho por um tempo, e passava a bola para o outro sucessivamente. Com isso, pudemos ver um set longo, com vários picos e mudanças de humor, tudo sendo feito com uma técnica absurda de mixagem. A naturalidade com que os três se entrosavam ao longo do set certamente era o destaque da apresentação: Shonky conduzia a ópera, com um tech house mais sério, enquanto Dyed fazia o link até a quebra de gelo da linha mais houseada de Dan. Uma estreia de ouro, que contribuiu para tornar esta uma festa inesquecível!

    Agora as atenções se voltam para a segunda parte do aniversário: neste sábado o club recebe uma verdadeira constelação, agradando tanto ao público do techno, como do deep house. Maceo Plex, Sasha, Tale Of Us, Jamie Jones, Damian Lazarus e Sharam Jey são alguns dos destaques, confira mais informações no evento oficial.

  • Dream Valley chega a sua terceira edição com ídolos de todos os gostos

    Há três anos surgia no país um festival inusitado: com várias referências ao famigerado Tomorrowland, o Grupo GV (responsável pelo Green Valley, superclub que já foi #1 do mundo) concebia o que viria a ser o maior festival do Brasil, realizado dentro do parque de diversões Beto Carrero World. Desde a primeira edição nossa equipe acompanha o crescimento do Dream Valley Festival, que já consolidou-se na cena e ainda tem muito a crescer e melhorar.

    O Dream Stage, palco principal da festa, vem na mesma fórmula de sempre: com os DJs líderes do Top 100 da DJ Mag, transbordando EDM comercial e energia para o fiel público da GV. Neste ano, as estrelas maiores são Afrojack e Dimitri Vegas & Like Mike, mas os fãs podem esperar boas apresentações de velhos conhecidos como Kaskade, Fedde Le Grand e Nicky Romero.

    Do lado do Mystic Stage, temos o que poderíamos chamar de “do céu ao inferno em poucos minutos” (ou vice-versa): um line-up que, certamente, foi feito para agradar a todas as vertentes do dito underground, mas que talvez tenha pecado um pouco na ordem dos artistas. Para o lado mais cascudo do techno, ninguém menos que um dos maiores ídolos do estilo: Chris Liebing. Marcado para começar às 5:30 da manhã de sexta, ele certamente vai atropelar todos os presentes, e não será estranho se poucos “gatos pingados” ainda estejam vivos às 7:00. O dia tem ainda a apresentação de Maya Jane Coles e Matador, que poderiam muito bem preparar a pista para o choque, mas infelizmente eles tocam cedo, cedendo o horário nobre para artistas do, como podemos dizer? “Mainstream do underground”. Sim, das 2:30 às 5:30 é Amine Edge & DANCE e Boris Brejcha que comandam o palco. No dia seguinte as coisas são um pouco mais lógicas: Tapesh e Umek são as estrelas da noite, e tocam entre o warm up de Alok e o encerramento de Victor Ruiz AV Any Mello.

    Como se pode ver, praticamente todo amante da música eletrônica irá encontrar algo de muito agrado nessa edição do festival. A ansiedade agora é para ver como essa mistura vai funcionar na prática!

    Serviço

    Site oficial: http://www.dreamvalleyfestival.com.br/
    Fanpage oficial: https://www.facebook.com/DreamValleyFestival
    Ingressos: http://ingressonacional.com.br/evento/3133/dream-valley-festival

  • Boas surpresas marcam a inauguração do Terraza BC

    No dia 19 de outubro Balneário Camboriú recebeu uma nova e promissora casa de música eletrônica: o Terraza BC. Assim como em Florianópolis, ele faz parte do complexo Music Park, que conta com outros espaços para eventos – inclusive um deles receberá deadmau5 no final do ano. Quem chegou a visitar a Space B. Camboriú durante sua curta existência não conseguiu fugir das comparações: o espaço foi totalmente repensado. Aonde havia o antigo saguão de entrada, agora existe uma pista – até as 2:00 da manhã era o único ambiente aberto, com o live de Akel & Nana Fracta. Infelizmente a acustica do local não ajudou a dupla, e poucos apreciaram o som que foi apresentado. No momento em que se perguntava o porquê da existência dessa segunda pista, eis que o terraço é aberto, com a apresentação de Jean Villegas.

    Neste momento entendemos: além da pista principal não comportar todo o público presente, fazia muito calor e um “refúgio” com sonoridades diferentes se mostrou de grande valia. O set de Jean foi agradável, um belo warm up que infelizmente não foi muito bem aproveitado a seguir: Audio Werner não correspondeu às expectativas, e não conseguiu segurar toda a pista que recebeu. O som repetitivo e sem muita criatividade aliou-se ao calor e fez com que nós voltássemos para o outro stage. Lá encontramos o detroiter e residente da casa, Bernardo Ziembik, que pode-se dizer que salvou a noite. Sua tarefa não era fácil, mas certamente prazerosa: com 5 horas de set nas mãos, Bernardo soube criar momentos e contar uma história ao longo da sua apresentação, alternando muito bem os momentos melódicos, os pesados, os dançantes, os introspectivos.

    Ao amanhecer ele ainda tocava, mas as atenções voltaram-se para a outra pista novamente, com outra surpresa “de casa”: Antonela Giampietro, que apresentou uma bela e dançante seleção de techno e house bem mixada, diferente da última apresentação sua que haviamos visto. Ponto pra ela, que “salvou o dia” e conduziu a festa manhã adentro.

    No fim da festa, sentimento de satisfação. Existem alguns pontos que precisam ser melhorados, como a ventilação e a acústica do segundo palco, mas no geral a casa certamente vem para acrescentar à região, musicalmente falando. Que venham as próximas datas!

  • PsicodeliaCast #010 – Review Tribaltech Reborn 2014

    No dia 11 de outubro Curitiba vivenciou o renascimento do seu maior e mais tradicional evento de música eletrônica: a Tribaltech. Nascida há 10 anos no bom e velho formato de rave de psytrance, a TT passou por diversas transformações e evoluções ao longo desse tempo, tendo inclusive declarado seu fim em 2012. Neste ano seu renascimento foi anunciado, em uma campanha de divulgação que criou a maior expectativa já vista para esse tipo de festa. O grande dia finalmente chegou e para alegria geral da nação tais expectativas foram supridas, mas como sabemos que nem tudo são flores, decidimos reviver uma tradição antiga do Psicodelia: fazer review dela em formato podcast.

    Desta vez, no entanto, uma grande novidade: Jeje, fundador e organizador do festival, participou do bate-papo de uma forma bem franca e direta, comentando os pontos altos e baixos junto com nossos editores Eliel Cezar, Mohamad Hajar e também com Eduardo Roslindo, convidado especial que representa o detroitbr na mesa redonda.

     

    Podcast Review – Tribaltech Reborn 2014 by Psicodelia.Org on Mixcloud

     

     

    O set utilizado de trilha sonora é a participação de Radio Slave no Arma Podcast, disponível neste link.

  • Terraza inaugura filial em Baln. Camboriú

    Quem é fã da música eletrônica e acompanha o crescimento que ela tem tido nos últimos anos, vai gostar de saber da novidade. Quem ainda não é fã, vai perceber porque chegou a hora de dar uma oportunidade para esse movimento vibrante e em constante renovação. A Terraza Music Park, clube referência em Florianópolis, chega a Balneário Camboriú como uma das quatro casas do complexo Music Park BC (situado na BR-101, exatamente aonde era a Space B. Camboriú). Para a inauguração, dia 18 de outubro, a Terraza BC traz uma atração inédita em Santa Catarina: o DJ e produtor alemão Audio Werner.

    A Terraza BC seguirá a mesma identidade da matriz de Florianópolis, que vai do conceito sonoro ao visual. Inspirado em clubes de diferentes regiões do globo terrestre, como o Club der Visionaere, de Berlim, as projeções visuais fazem parte da festa e estão completamente ligadas à sequencia musical de cada artista. Além da decoração, as paredes foram todas pintadas a mão pelo artista plástico de Balneário Camboriu e DJ residente da Terraza Jean Villegas.

    Estas e outras surpresas aguardam os convidados para o Grand Opening da Terraza BC, que vai acontecer no dia 18 de outubro, a partir das 23h. Completam a programação da noite os residentes Bernardo Ziembik, Jean Villegas e a argentina Antonela Giampietro. As projeções visuais ficam por conta da VJ Linien.

    Texto: Adão Pinheiro/Buriti Jornalistas Associados

    SERVIÇO

    Data: 18 de outubro
    Horário: 23h
    Ingressos: De R$ 20 até R$ 40,00
    Vendas online: blueticket.com
    Pontos de venda: Music Park BC, Rede Blueticket (SC, PR e RS), Rede Multisom, Pit Stop (Balneário Camboriú), Loja Blueticket (Florianópolis: Shopping Beira-Mar. Balneário Camboriú: Balneário Shopping) e central de vendas Blueticket (48) 4052 9001. Reservas pelo reservas@musicparkbc.com.br e (47) 3241 6020 com Patrícia.