O Warung Beach Club apresentou o showcase da FACT no dia 19 de setembro, com nomes como André Jalbut, Rick Maia e o bom DJ Vibe no Garden, onde nossa equipe passou a maior parte do tempo. No Inside, o time escalado foi Diogo Accioly, Phonique e a estreia de Oliver Giacomotto. Infelizmente desta vez nossa equipe não conseguiu comparecer ao evento desde o começo, pois tivemos uma edição do detroitbr labs em Curitiba no dia anterior e enfrentamos vários contra-tempos na BR-101, sendo surpreendidos pela forte chuva e acidentes que fizeram com que nossa chegada ao templo fosse por volta da 01h00. Já dentro do clube pudemos notar algumas coisas interessantes, a primeira delas foi a excelente ação realizada pela Tribaltech, com vendas de ingressos, camisas, além de esclarecer duvidas sobre o festival.
No segundo momento fomos conhecer o novo bar da casa, citado pelo Jonas Fachi no review anterior. Posso dizer que o “Temple Drinks” foi um grande acerto! Trata-se de um bar não convencional localizado entre os dois bares do térreo do Inside. Antigamente essa era uma área pouco utilizada no clube e agora passa a ser mais uma boa opção para quem procura algo diferenciado. Depois de passear e conhecer as novidades subimos para a pista, onde Phonique se apresentava. Um dos fatores que nitidamente contribuía para deixar a experiência mais agradável foi o fato do Inside, assim como todo o club, estar extremamente confortável. Comparado a apresentações passadas, pode-se dizer que o alemão teve uma boa evolução, mas ainda assim longe de fazer um set com grandes emoções. Mesmo assim pudemos apreciar bons momentos, como o classic Green Velvet “lala land”.
Já no Garden o clima era outro. De cara pudemos notar que não havíamos perdido a apresentação de André Buljat, ele e Rick Maia optaram pelo formato b2b, fazendo um long set de 6 horas. A apresentação era dinâmica, não se prendendo a rótulos e criando bons momentos. O legal de vê-los tocando é notar que possuíam um entrosamento importante para que o set funcionasse, era nítido que um conhecia muito bem o trabalho do outro. Próximo às 04h00 me desloquei para o inside para acompanhar a estreia de Oliver Giacomotto, que teve a difícil missão de substituir Marc Houle no headline desta festa. O assisti por uns 40 minutos e, durante esse tempo, seu set foi pouco criativo, como se não contasse uma história, apenas fizesse uma transição de uma música para outra. Diante disso o Garden se tornou a melhor opção novamente.
Ele já havia se apresentado outras vezes no Warung, mas nunca foi um DJ que me chamasse atenção. Com uma ótima mixagem e uma variação interessantíssima entre sons mais novos e outros old school, DJ Vibe colocou o tempero que faltava nessa noite que ainda oscilava. Sua apresentação permaneceu numa faixa de altos BPMs, sendo em um primeiro momento uma adaptação do que foi apresentado anteriormente por André e Rick, caracterizado por house e tech house, e em um segundo momento já com a pista na mão o techno como evidencia. Seu principal momento foi quando meio toda essa variação Fly Life surgiu como uma bomba na pista, clássico de Basemant Jaxx que soa até hoje como som atual.
Warung teve seu termino às 07h00, como vem religiosamente acontecendo. O próximo evento conta com grandes atrações, como Stekke e Mathew Jonson, no dia 03 de outubro.