Noite atípica marca o aguardado retorno de Joris Voorn ao templo

Sexta-feira, 19 de junho, uma das noites mais frias de 2015. Pessoas comuns estariam embaixo de suas cobertas, comendo um fondue, vendo televisão. Como sou mais um apaixonado por música, me programei para ir ao Warung, pois, das atrações agendadas para esse período do ano, Joris Voorn é, provavelmente o retorno mais aguardado por aqueles que frequentam o club por pelo menos alguns bons anos. Digo isso pois sua última apresentação no Templo, ao lado de Phonique, foi uma daquelas noites completas, nostálgicas.

Chegando ao clube, nos deparamos com um pequeno inconveniente. Devido a questões burocráticas e a falta de uma pessoa de plantão pra resolver problemas operacionais, perdemos mais de uma hora na entrada, fazendo com que não ouvíssemos a maior parte do warm up da incrível Aninha. Sou suspeito para falar dela, pois, sou um grande fã há muito tempo. Da parte final que pude acompanhar, muito groove e uma pista fervida. A finalização com o remake de Sebastien Leger para a clássica “Jaguar” dividiu opiniões: Uns acharam desnecessário para o momento, outros sentiram uma conexão com o que estava por vir (coincidentemente, eu havia tocado ela dias atrás em uma festa entre amigos). A partir disso, começamos a acompanhar o long set que estava por vir. Artista muito completo, com produções figurando no topo há alguns anos, Joris é daqueles caras que monta sets como uma montanha russa, com variações de estilos frequentes. Utilizando uma fórmula que mesclava faixas melódicas e dançantes constantemente, seu set apresentou diversas músicas autorais. Sua técnica é refinada e, obviamente, a pista soube reconhecer seu mérito. No final, momentos de techno fizeram a pista bombar. Naquele momento, a energia só não foi maior porque o frio era realmente muito intenso e, devido a isso, o club apresentava público abaixo do normal. 

Se no Inside o frio era controlado, no Garden, isso só foi possível no momento da apresentação do duo Elekfantz, que apresentou o seu live clássico e embalou a turma que lá se concentrava. Após eles, a dupla Shadow Movement, de artistas extremamente jovens, apresentou um set bem coerente, que, infelizmente, devido à gélida noite, foi apreciado por pouquíssimos clubbers que ali estavam.