Autor: Mohamad Hajar

  • Stephan Bodzin e Marc Romboy lançam o aguardado EP Triton

    Os fãs do techno pesado e minimalista já podem comemorar: o rei voltou!Que Stephan Bodzin é um semi-deus para os fãs de techno pesado, isso já sabemos. Desde o lançamento do seu excelente album Liebe Ist, ele vem sido referenciado como uma mente criativa e inovadora para a música eletrônica. Falando no Brasil, a adoração pelo careca alemão vem de seus lives épicos em Tribes, apresentações memoráveis para quem teve o privilégio de presenciar.

    Além desses altos voos solo, um projeto que possui grande visibilidade também é o que ele mantém com outro aclamado produtor alemão, Marc Romboy. Juntos, já produziram cerca de 20 tracks, desde a complexa Puck, até a envolvente Callisto. Bem, depois de quase dois anos sem novidades, a dupla voltou com tudo, com o EP Triton!

    O EP, que teve até esse teaser algumas semanas atrás, era aguardadíssimo e deve atingir o top techno do Beatport em poucos dias. O nome segue a lógica de todas as colaborações entre eles – é de um satélite natural do Sistema Solar. Sobre o som, segue a linha mais viajante de Oberon, contra a expectativa de quem esperava um arrasa-quarteirões como Ariel, mas ainda assim é uma excelente produção e provavelmente é apenas a primeira da volta destes produtores, que destoam da mesmisse chata que é o que tem rolado na cena nos últimos meses. Confiram e julguem vocês mesmos:

    Além do Original Mix, o EP conta com um ótimo remix de Geiser, que arrisco dizer que ficou tão bom quanto. Com uma levada mais dançante, tem espaço cativo nos meus próximos sets!

    Link para o release no Beatport.

  • Porra Kaballah! É assim que se fala?

    Bem, o assunto que me estimula a bradar minhas primeiras palavras por aqui é a última edição da Kaballah, mais especificamente, a repercussão desta nas redes sociais.Caros amigos do blog, antes do assunto do post em si, uma breve apresentação. Sou Mohamad Hajar Neto, ou simplesmente Mohajar. De agora em diante serei o novo editor do Psicodelia e quem ouviu o último podcast do site ou acessa o meu outro blog já tem noção do tipo de conteúdo que tentarei trazer a vocês. Quem ainda não teve contato comigo, bem… peço desculpas desde já! 😉 Bem, o assunto que me estimula a bradar minhas primeiras palavras por aqui é a última edição da Kaballah, mais especificamente, a repercussão desta nas redes sociais. Para quem não sabe, a festa aconteceu no último sábado na costumeira cidade de Itu e infelizmente enfrentou diversos contratempos, especialmente por causa da chuva forte que assolou a região na data. Até aí, tudo normal. Estamos cansados de ver grandes festas serem varridas por uma simples condição temporal (estão aí as edições de 2008 e 2009 da Tribe em Curitiba pra comprovar isto), isso acontece, mas parece que o pessoal da revolução de sofá não compreende muito bem isso e resolveu “xingar muito no Twitter”, ou melhor, no Orkut. Nos dias após a festa pipocaram diversos tópicos reclamando de tudo: desde coisas cabíveis, como a ausência de um show de LEDs prometido na divulgação (videomapping feelings?), até coisas de que a organização não tem a menor culpa, como a presença dos tais umbrellas (ao que parece, é a nova modinha que veio para tornar o Sensualiza obsoleto). Xingamentos pra lá, insatisfações pra cá e eis que o perfil oficial da festa resolve se pronunciar. E aí sim, fomos surpreendidos! Em uma demonstração de falta de profissionalismo, a retratação da organização: refere-se aos fornecedores que falharam com palavras de baixo calão, e inclusive passa o contato destes para que os fritos ensandecidos possam demonstrar sua ira diretamente aos “causadores da discórdia”; refere-se a sua própria equipe de seguranças como “lixo”; sugere que seu próprio público não consome no bar pois “enche o cú de droga” (sim, com essas palavras); decide que não haverá mais Kaballah pois as pessoas só reclamam no Orkut; entre outras coisas que você confere na íntegra aqui (caso não apaguem o tópico). Eu hei de concordar com o Sr. K B L que é brochante se esforçar tanto para fazer “a festa perfeita”, ser afetado pelo tempo ou por fornecedores fracos e ter que ouvir reclamações de um pessoal que não sabe organizar nem churrasco em casa, mas um festival com o porte e principalmente a admiração que a Kaballah tinha não deveria jamais faltar com o respeito com tanta gente e sujar pra sempre a sua marca. Eu, que particularmente sempre considerei o melhor núcleo do Brasil (ao lado da finada Tribe), fiquei decepcionadíssimo não com as falhas da festa, e sim com essa postura! Vejam o exemplo da T2: a Tribaltech 2010 teve diversas falhas das quais todos reclamaram muito (inclusive nós do Psicodelia, no podcast): o videomapping que não funcionou, 5 DJs que não se apresentaram, o som do palco principal que deixou a desejar, entre outras coisas. Diante de tanta crítica, a organização manteve a postura e deu um show em sua retratação, explicando tudo de forma clara e principalmente respeitosa, deixando inclusive todos ansiosos pela edição 2011! Já a organização da Kaballah parece que espanou e resolveu desabafar nas esquinas da interwebs. Pois é, o perigo de trabalhar com redes sociais é esse. Tem a parte legal do engajamento, da mídia espontânea, da comunicação em duas mãos, mas tem a parte perigosa de que o consumidor tem voz pra falar o que quiser, por mais babaca que seja a opinião dele. E as empresas tem que saber lidar com isso, contornar situações, acalmar os consumidores. Se não souberem, vão fazer que nem a Xuxa e seu finado Twitter. E nós? Perdemos o segundo grande núcleo de festas e a luz amarela da cena eletrônica pode ser acesa. Fica o meu apelo: XXXperience, Tribaltech, Adsutra, por favor, não deixem a peteca cair. Porque a Kaballah, bem, ela deixou. Não merecemos mais falar com ela e nem com seu anjo.