Autor: Mohamad Hajar

  • Em entrevista exclusiva, Jeje revela detalhes do retorno da Tribaltech

    A Tribaltech, um dos mais tradicionais festivais do Brasil, está voltando. Após assustar a todos com o anúncio do seu fim em 2012, finalmente os corações dos fãs podem bater aliviados, pois está confirmada uma trilogia “pós-morte”, antes de (talvez) acabar novamente.

    Mas peraí, como assim? Trilogia pós-morte? Reborn, Evolution & Escape? Onze palcos? E o line? Muita informação, não é mesmo? Por isso, resolvemos matar todas essas confusões e dúvidas de um jeito bem prático: uma breve entrevista com Jeje, um dos idealizadores e organizadores do evento. Dê o play e descubra tudo o que está por trás do retorno da Tribaltech:

    Set utilizado como fundo: Matador Monegros Promo Mix

    Serviço

    Site oficial: www.tribaltech.art.br
    Fanpage oficial: www.facebook.com/TribaltechOfficial
    Evento oficial: www.facebook.com/events/250229958515262/

  • Reborn, Evolution & Scape: o que está por trás do flyer distribuído na XXX Curitiba?

    Renascimento, evolução e fuga. Com estes três temas a T2 Eventos, produtora responsável pela edição curitibana da XXXperience, intrigou todo o público presente na rave. A princípio “só mais um teaser”, mas vale a pena recapitular alguns eventos para entender a importância do que talvez esteja sendo divulgado.

    Ascenção, queda e redenção

    Tudo começou há cerca de uma década: após trazer o festival paulista XXXperience para Curitiba algumas vezes, a T2 Eventos decidiu criar o seu próprio festival. Em 2004 nascia a Tribaltech, a primeira rave de grande porte genuinamente curitibana. A “TT”, como foi carinhosamente apelidada, sempre foi conhecida não só pelo seu line-up, mas também pelas inovações que trazia a cada edição – houve ano com palco multicultural, com cinema, com brinquedos, com personagens espalhados na festa… Diversas têndencias criadas na TT e depois amplamente adodatas por outros eventos.

    Tudo isso culminou em 2012, quando a edição daquele ano passou a ser divulgada como a última, tendo inclusive o dramático slogan “The End”. A festa vinha de algumas edições complicadas, que foram afetadas negativamente por agentes externos como o tempo ruim e até mesmo a epidemia da gripe suína. Para a organização, parecia certeiro retomar o auge e encerrar as atividades por lá, mantendo-se como uma “boa memória” na cabeça de seu fiel público. 

    Porém, as coisas brilharam para a TT além do esperado no que seria seu “very last resort”: a edição de 2012 foi o que muitos consideram a melhor e mais completa festa já realizada em solo paranaense. Talvez o próprio anúncio de que seria a última tenha sido o responsável por tanta empolgação por parte do público, afinal, além de todo o line-up e estrutura apresentados, a energia do público foi um dos pontos altos da festa.

     

    O vazio

    Com o fim da principal open air da cidade, o mercado ficou aberto novamente. Núcleos médios e pequenos tentaram crescer e assumir a lacuna deixada, mas infelizmente nenhum deles “deu conta do recado”. Há dois anos a cena curitibana vive uma fase ruim, na qual existiram poucos festivais, muitas festas “de baixo custo” com pouca ou nehuma estrutura e a grande maioria sem grandes novidades em termos musicais.

    Coincidência ou não, até mesmo a XXXperience, que continuou sendo produzida pela T2, parecia ter perdido sua identidade, o que só parece ter melhorado em sua última edição. De qualquer forma, Curitiba clama por uma festa digna de sua história!

     

    Renascimento, evolução e fuga

    Todo o drama parece ter acabado no último fim-de-semana, com o enigmático teaser abaixo, que também estava estampado nas camisetas do staff da XXX e, logo em seguida, foi publicado nas redes sociais do grupo.

    Nós conversamos com o Jeje, proprietário da produtora, e ele garante que não se trata do retorno da Tribaltech – segundo ele, será um novo festival. No entanto, tudo leva a crer que o contrário é a real: a começar pela primeira das três palavras: reborn, ou, renascimento, em português. Fosse um novo, não seria RE, não é mesmo?O outro ponto que nos leva a crer nesta teoria é o poema que complementa o teaser:

    “O fim nem sempre é o final. A vida nem sempre é real.
    O passado nem sempre passou. O presente nem sempre ficou
    e o hoje nem sempre é agora. Tudo o que vai, volta,
    e se voltar, é porque é feito de amor.”

    E aí, alguém ainda acredita que não seja a Tribaltech? De nossa parte, se voltar sendo feita com o amor prometido, só temos a apoiar e comemorar. A boa música agradece!

  • Deadmau5 usa sua apresentação relâmpago no Ultra para aplicar troll do ano

    E Joel Zimmerman, popularmente conhecido como deadmau5, continua “causando” no mundo da EDM. As polêmicas fazem parte do seu dia-a-dia, e a última foi roubar a cena do Ultra Music Festival de Miami deste ano. O rato foi chamado às pressas para o line-up, para cobrir a ausência de Avicii, que foi hospitalizado às pressas por problemas em sua vesícula biliar. Para a revolta de alguns, deleite de outros e surpresa de todos, duas músicas do seu set tiveram um tom duvidoso, e é exatamente essa questão de irônico/não irônico que fez com que o fato fosse assunto no mundo todo neste começo de semana.

    A primeira delas é a Levels, megahit de Avicii que foi mashupado em Ghosts n' Stuff no set. A princípio, uma bonita homenagem, não é mesmo? Até mesmo Tiesto deu os parabéns a deadmau5.


    “O ponto alto do set de deadmau5 no Ultra foi quando ele tocou Levels, de Avicii! #surpreendente”

    Pobre e inocente Tiesto. Se tivesse tempo para internet como Zimmerman tem, talvez acompanhasse todo o hate que ele já espalhou contra a track em questão, sem contar o fato de que o clipe da Ghosts n' Stuff e a música em si remeterem um pouco à ausência desenfreada de limites, problemas que já assolaram a vida pessoal de Avicii mas que sua assessoria jura que não tem nada a ver com a recente internação.


    “Ei, peraí, deadmau5 estava sendo sarcástico quando tocou Avicii? É realmente triste fazer isso com alguém que está no hospital…”


    Ééé Tiesto, você também foi trollado.

    A segunda música, na qual ficou mais claro o troll, foi um mash up de Animals, de Martin Garrix, com Old MacDonald Had A Farm, música infantil que com certeza você já ouviu.


    “Old MacDonald had a farm, ia ia ô”

    A repercussão no geral foi de apoio dos fãs e da imprensa ao suposto troll, que não fora assumido pelo rato. Algum fã (ou o próprio deadmau5, jamais saberemos) criou um bonus track para a história: um abaixo-assinado pedindo para proibir deadmau5 de se apresentar nos EUA. Diante do furor causado pela petição, que possui descrição bem humorada e escrachada, ele não se aguentou.


    “Sim, proíbam a mim de tocar Levels e Animals. Proíbam todos que fazem isso também, assim podemos nos livrar desda merda de EDM comercial. Obrigado.”

    A REVOLTA CONTRA A EDM

    Toda essa revolta parece estar enraízada na decepção de Joel com o mundo da música eletrônica comercial, que tem sido chamado de EDM. Consagrado neste meio, o rato parece estar “de saco cheio” dele, e há cerca de um ano ensaia sua saída. Basta lembrar de alguns momentos do ano passado, como quando declarou que “todos nós apenas apertamos o play”, referindo-se a si próprio e todos os DJs de big room/EDM/eletrônico pop americano/como queira chamar. Em uma publicação-desabafo em seu Tumblr, Joel admitiu o fato de que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento de música e software poderia aprender em uma hora o que ele faz durante seu live concert.

    Tal post gerou mimimi de todos os lados. Até mesmo Ean Golden deu seus dois centavos à discussão, mas o momento mais interessante foi quando Afrojack tentou justificar sua falta de criatividade fazendo uma analogia com comida.





    Em resumo, Afrojack disse que 99% das pessoas não sabem a diferença entre música trabalhada e música genérica, e que por mais que alguns gostem de pagar por um restaurante caro, às vezes elas querem um Big Mac ou um Whopper. A resposta de deadmau5, contundente: “ok, bem, coma McDonald's ou Burger King por três semanas seguidas. Pois é isso que parece estar sendo socado goela abaixo ultimamente. E se você assume que 99% das pessoas não sabem o que é melhor… Então? Ensine-os. Desafie seus ouvintes. O caso é que 100% das pessoas esperam por coisas novas, sons em constante evolução e composições, novos gêneros, originalidade. Foda-se seu McDonald's”.

    E e se a EDM e o set pré-mixado não servem mais, o que fará Joel Zimmerman?

    INCURSÃO AO TECHNO

    Enquanto joga merda no ventilador da música comercial, o rato está fazendo novos amigos – no submundo, eu diria. Como começou a amizade não sabemos, mas tornou-se pública no SXSW 2013.

    Sim, Richie Hawtin, um dos mais conceituados produtores da história do techno – talvez o mais ativo nos dias atuais, tocou um back-to-back com deadmau5. E eles tocaram techno, dos bons! O fato não ficou isolado: menos de um ano mais tarde, Joel criou o nome testpilot, e começou a lançar techno pelo conceituadíssimo selo Plus 8 usando-o. Sua paixão pela linha soturna e hipnótica do conterrâneo que o apadrinhou parece estar forte, já que para ele, o ponto alto do set no Ultra foi o momento em que tocou techno.

    NOVOS VISUAIS

    Se o lado musical está sendo artísticamente saciado pelo techno, a angústia por ter sua criatividade amarrada a um show visual syncado parece estar sendo resolvida com uma mega reformulação do Cube, seu palco psicodélico. Pouco foi revelado sobre ele, pois ainda está em fase de desenvolvimento, mas alguns testes de campo já mostraram que teremos robôs gigantes e visuais controlados pelo próprio Zimmerman – talvez uma decisão para poder tocar o que quiser e decidir na hora o visual também?

    Bem, diante disso tudo, resta a questão: ele está certo em agir dessa forma? Será mesmo que todos os artistas devem seguir a retidão imposta pelos barões da cena? Ou será que não é mesmo um porra-louca com espírito de rockstar, sem freios e papas na língua, que essa cena precisa para sair da mesmice e voltar a evoluir?

    Independente do que todos pensem sobre o assunto, deadmau5 parece não se importar. Com um álbum de 25 faixas pronto pra sair, o canadense parece estar vivendo a vida dos sonhos, só compondo, tocando e trollando. Aguardamos as cenas dos próximos episódios!

  • Warung realizará festival na Pedreira Paulo Leminski

    De forma surpreendente, o Warung Beach Club, tradicional superclub catarinense popularmente conhecido por Templo da Música Eletrônica, anunciou a realização de seu primeiro festival. O que torna o fato ainda mais inesperado é o local do Warung Day Festival: a Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba.

    Quem é da cidade sabe do que se trata: a Pedreira sempre foi o palco dos principais shows que passaram pela cidade. Os nomes mais marcantes são os do rock – AC/DC, Paul McCartney, David Bowie e Iron Maiden são só alguns exemplos, mas o local sempre recebeu festivais de quase todos os estilos, do reggae ao pagode. Digo “quase” pois a música eletrônica nunca teve algo de grande relevância realizado lá, e esse é um fato que torna o festival do Warung ainda mais marcante.

    No line-up da festa, bons nomes: Dubfire, Paul Ritch, Hot Since 82, Ten Walls e Sharam Jey formam a linha de frente, que se completa com os residentes do club, DJs locais de relevância e o g-house descontextualizado do Amine Edge & DANCE. Quem comparar com o Mystic Stage do último Dream Valley pode achar fraco, mas vale lembrar que aqui o local é uma atração à parte 😉

    A venda de ingresos se inicia no dia 31 de março, e será feita pela rede do Alô Ingressos.

  • DJ Mag divulga a lista dos 100 melhores clubs de 2014

    Nesta semana a DJ Mag, tradicional publicação inglesa que é responsável pelo mais famoso raking de DJs do mundo, divulgou a versão 2014 da sua lista de 100 melhores clubs do mundo.

    No ano passado o Green Valley, de Camboriú (SC), foi eleito o melhor club do mundo, quebrando uma sequência de anos de vitórias do Space Ibiza. Neste ano, no entanto, os espanhóis retomaram o posto, deixando o superclub brasileiro na segunda posição. O terceiro e o quarto lugar de 2013 foram mantidos: Pacha Ibiza e Fabric, de Londres. Além do Green Valley, outros 6 clubs brasileiros figuraram na lista: Sirena (SP) em 8º, Warung Beach Club (SC) em 17º, Anzuclub (SP) em 21º, D-Edge (SP) em 42º, Matahari (SC), estreando na lista em 47º, e Club Vibe (PR) em 84º.

    Top 100 Clubs – DJ Mag – 2014

    1 SPACE IBIZA
    2 GREEN VALLEY
    3 PACHA IBIZA
    4 FABRIC
    5 BCM
    6 AMNESIA
    7 ZOUK SINGAPORE
    8 SIRENA
    9 OCTAGON
    10 HAKKASAN
    11 USHUAIA
    12 MINISTRY OF SOUND
    13 GUABA BEACH BAR
    14 BERGHAIN/PANORAMA BAR
    15 MARQUEE LV
    16 DC10
    17 WARUNG
    18 COCORICO
    19 ECHOSTAGE
    20 PARADISE CLUB MYKONOS
    21 ANZU CLUB
    22 FABRIK
    23 PAPAYA
    24 CAVO PARADISO
    25 YALTA
    26 THE WAREHOUSE PROJECT
    27 TROUW
    28 SANKEYS IBIZA
    29 MOTION
    30 AIR AMSTERDAM
    31 PACHA NY
    32 BOOTSHAUS
    33 PRIVILEGE IBIZA
    34 THE VENUE
    35 MIROIR
    36 SPACE SHARM
    37 SURRENDER/ENCORE
    38 THE GUVERNMENT
    39 SKY ROOM
    40 AVALON
    41 CASTLE CLUB
    42 D-EDGE
    43 CIRCUS AFTERHOURS
    44 DIGITAL NEWCASTLE
    45 SUB CLUB
    46 DUEL:BEAT
    47 MATAHARI
    48 STUDIO 80
    49 WOMB TOKYO
    50 CLUB SPACE MIAMI
    51 WATERGATE
    52 ZOUK KUALA LUMPUR
    53 NEW CITY GAS
    54 CLUB MIDI
    55 XS
    56 THE WAREHOUSE
    57 GUENDALINA
    58 THE MID
    59 EXCHANGE
    60 LIGHT NIGHTCLUB
    61 ELLUI
    62 LIV
    63 FOOTWORK
    64 TENAX
    65 STEALTH
    66 MANSION
    67 AGEHA
    68 IL MURETTO
    69 CONTROL
    70 THE A CLUB
    71 ROXY PRAGUE
    72 FOUNDATION NIGHTCLUB
    73 BETA WATERLOO
    74 ROBERT JOHNSON
    75 PACHA SHARM
    76 MINT CLUB
    77 CACAO BEACH
    78 SPYBAR
    79 MATRIXX
    80 THE ARCHES
    81 CIELO
    82 AQUARIUS
    83 DIGITAL BRIGHTON
    84 CLUB VIBE
    85 SET
    86 CORSICA STUDIOS
    87 FUSE
    88 REX CLUB
    89 ELECTRIC PICKLE
    90 RAINBOW VENUES
    91 HQ CLUB
    92 TRESOR
    93 ARMA 17
    94 STEREO
    95 KITTY SU
    96 TABARIN
    97 XOYO
    98 TREEHOUSE
    99 EGG LDN
    100 ASYLUM AFTERHOURS

  • Conheça o line-up completo da XXXperience Curitiba 2014

    No dia 12 de abril Curitiba recebe a XXXperience, para mais uma edição do festival que já faz parte do calendário da cidade. A festa será no local de sempre, a Fazenda Heimari, e manterá o formato do ano passado, com psytrance e electro-house dividindo o Love Stage e techno e deep house compartilhando o Joy Stage.

    No line-up, destaque para Sander van Doorn, Boris Brejcha, Stimming, Kolombo, Skazi, Bassjackers e Ace Ventura. A cenografia será assinada por Du Gonçalves e terá intervenções do artista Crânio, badalado grafiteiro paulistano, a exemplo da edição especial de 17 anos, realizada em novembro passado.

    Os ingressos já estão à venda: pista (com acesso apenas ao Love Stage) por R$ 100,00 e backstage (acesso total) por R$ 150,00. Para comprar, basta acessar o Alô Ingressos ou comprar em um dos pontos-de-vendas físicos da rede (como as Livrarias Curitiba, por exemplo).

  • Clash Club e #partyhard apresentam RAW, com Digitalchord

    A RAW é o mais novo projeto da Clash Club, assinado por Elijah, Rodrigo Discokillah e Cello Zero pelo coletivo #partyhard. Uma noite eletrônica inspirada em palcos dos maiores festivais do mundo, a RAW é pesada e toca electro, hardstyle, festival trap e mais.

    A primeira edição acontece na Véspera do Carnaval (28/02) com Digitalchord, um dos principais DJs e produtores do estilo no país. O mascarado despontou em 2012 como residente da Kaballah, e já rodou o Brasil tocando um electro house pesado e, muitas vezes, ousado. Recentemente a equipe do Psicodelia conversou com ele, em entrevista disponível neste link.

    A noite ainda conta com os novos residentes SUGAR CRUSH, DEVIANT GUYS e ELIJAH VS JESUS, warm up de LUCAS GUILLEN e MOBSTER e um afterhours dj set dos 13DUO.

    Serviço

    Não haverá ingresso antecipado. Para colocar seu nome na lista confirme presença no evento oficial ou envie os nomes via e-mail para lista@partyhardsp.com.br.

    ♀ MULHER:
    Com lista: VIP – até 00h30 após R$ 20,00 entrada ou R$ 40,00 de consum.
    Sem lista: R$ 25,00 entrada ou R$ 50,00 de consumação.

    ♂ HOMEM:
    Com lista: R$ 70,00 de cons ou R$ 35,00 entrada
    Sem lista: R$ 90,00 de cons ou R$ 45,00 entrada.

    & ANIVERSÁRIOS:
    Aniversariantes do mês tem descontos e benefícios, entre em contato: lista@partyhardsp.com.br

    » CAMAROTES:
    Reserve o seu: camarote@clashclub.com.br

  • Digitalchord lança videoclipe, e fala sobre os projetos para 2014

    “Não somos escravos, somos livres”. Com esta frase, Digitalchord encerrou sua introdução e iniciou seu set na Kaballah 2013, realizada no Hopi Hari. Naquele dia o projeto tinha pouco mais de um ano de estrada. Já possuía alguns fãs, tanto que sua apresentação foi uma das mais aguardadas entre os artistas internacionais, mas pode-se dizer que depois desta data que o mascarado ganhou status de ídolo nacional. As razões para um sucesso tão meteórico? Uma combinação de criatividade, trabalho duro e boas ideias.

    Muitos dizem que “pra fazer sucesso, é só vestir uma máscara e fazer micagem no palco”. Pode até ser uma fórmula que funcionou para alguns, mas não foi a receita de Digitalchord. Para ele, a máscara serve para tornar o personagem impessoal. “Na verdade, o Digitalchord não é uma pessoa, ele é uma representação de todos nós. Todos que entendem a proposta e compactuam com ela podem se considerar uma parte do Digitalchord”, disse ele, em entrevista exclusiva para o Psicodelia. “Como vocês já notaram, eu quero ir além de simplesmente fazer música. Eu quero levar uma mensagem, uma reflexão para o público, e não tenho a necessidade narcisista de ser famoso e reconhecido. Se as pessoas captarem a mensagem e aplicarem em suas vidas, o objetivo está cumprido”, completou.

    Se a parte conceitual é forte, a musical não poderia ficar atrás. Apesar de tocar electro, um estilo que sofre bastante preconceito por abrigar boa parte dos artistas ditos “mainstream”, o paladino mascarado conseguiu o respeito de muita gente. “Antes de criar o Digitalchord eu tocava techno, estilo que ainda curto e acompanho. No entanto, para levar minha música e mensagem para um número maior de pessoas, eu precisava tocar algo mais digerível. Como sempre tive uma atração pelo peso e pela agressividade do electro house, tem sido uma experiência ótima”, explicou, e enquanto observava a máscara em suas mãos, concluiu: “O electro está sendo a porta de entrada de muita gente para o mundo da música eletrônica, e eu acho que são essas cabeças limpas de preconceitos por vertentes que eu preciso atingir”.

    E basta ouvir as composições dele, deixando de lado o pré-conceito, para atestar sua qualidade técnica. “Busco dar mais autoralidade ao meu som com timbragens e elementos únicos, como os vocais em português. Ás vezes fico horas apenas editando um timbre, só pra deixar como eu acho que tem que ser”, confessou ao nosso repórter, que observava os diversos equipamentos analógicos que Digitalchord possui em seu estúdio.

    Levando o sucesso de 2013 para 2014

    O ano que passou, sem dúvidas, foi um ano ótimo para o brasileiro. Além de todo o reconhecimento já citado, sua agenda esteve sempre lotada, somando mais de 100 gigs em apenas um ano. E por cada cidade que passa, mais reconhecimento: “É muito gratificante tocar em cidades pequenas, às vezes para pistas com menos de 100 pessoas, e ver que ainda assim as pessoas se emocionam com a música, cumprimentam, agradecem, interagem no Facebook”. Para coroar esta ótima fase, Digitalchord lançou recentemente um videoclipe para a música Capitão de Minha Alma, com imagens da sua apresentação na Kaballah.

    Segundo ele, o clipe é também a transição para uma nova etapa do projeto. “É difícil falar em 'nova etapa' sem assustar os fãs, mas todos podem ficar tranquilos, pois não vou abandonar tudo o que construí”, tranquilizou, e logo em seguida explicou: “Nessa fase, vou tentar atingir novas pessoas, pessoas que ainda não ouviram falar do Digitalchord. Com a ajuda dos fãs, vou levar minha arte para o maior número de pessoas possíveis – o clipe é só o começo desse movimento”.

  • Confira a agenda da música eletrônica em SC durante o verão 2014

    O verão está chegando e isso significa que estamos nos aproximando de mais uma temporada de grandes festas no litoral catarinense, mais especificamente nos dois superclubs da região: Green Valley e Warung Beach Club. Apesar da grande rivalidade entre os fãs, que estão espalhados por todo o Brasil, os dois coexistem muito bem, já que um é voltado para música eletrônica comercial, e outro para a música eletrônica “underground”.

    Green Valley

    O club, que foi eleito melhor do mundo pelo público da DJ Mag britânica, vem com uma programação rechada de estrelas: o residente do Tomorrowland Yves V embala o reveillon, seguido pelo rei da FM David Guetta, que se apresenta no dia 02 de janeiro em festa que já está no 7º lote de ingressos à venda, enquanto Hardwell, melhor DJ do mundo segundo a mesma publicação, se apresenta no encerramento da temporada, dia 22 de fevereiro. Ao longo da temporada, se apresentam também Dimitri Vegas & Like Mike, Chuckie, entre outros.

    Serviço

    Site oficial: greenvalley.art.br
    Fanpage oficial: facebook.com/greenvalleybr
    Ingressos: Ingresso Nacional

    Warung Beach Club

    O templo, como os “fiéis” preferem chamar, tem uma programação respeitável. Já no dia 27 de dezembro recebe Dixon, o melhor do mundo segundo o Resident Advisor, que se apresenta no mesmo dia que o campeão de 2011 Jamie Jones. O reveillon fica por conta de Green Velvet, Catz n' Dogs e Barem, e janeiro já tem data confirmada para Sasha, tINI, Finnenbassen, Agoria e o quase-residente Kolombo.

    Serviço

    Site oficial: warungclub.com.br
    Fanpage oficial: facebook.com/warung
    Ingressos: Alô Ingressos

    Elfortin Club

    O club de Porto Belo, que não tem tradição de fazer festas em janeiro, tem apenas uma data já divulgada para o verão: a Kaballah Showcase que rolará no dia 21 de dezembro, data em que a Kaballah iria realizar sua segunda edição no Hopi Hari. Diante do cancelamento, alguns DJs do line-up foram realocados na balada catarinense, como Monika Kruse, Paco Osuna, Spartaque, Hector Couto e Climbers.

    Serviço

    Site oficial: elfortinclub.com
    Fanpage oficial: facebook.com/elfortinclubportobelo
    Ingressos: Ingresso Nacional

    Creamfields Brasil

    Para curtir a versão brasileira, primeiro devemos esquecer tudo o que rola em outros países com a marca dessa franquia global. Se você for sem a expectativa de encontrar algo parecido com o Creamfields Buenos Aires ou o Creamfields UK, pode-se dizer que é uma festa considerável, já que rola na badalada praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, e o line-up não é de se jogar fora. Neste ano, Steve Aoki, R3HAB, Matthias Tanzmann, Thomas Gold, Jamie Jones, Infinity Ink e muitos outros DJs subirão ao palco do festival.

    Serviço

    Site oficial: creamfields.com.br
    Fanpage oficial: facebook.com/CreamfieldsBrasil
    Ingressos: Blue Ticket

  • Resident Advisor divulga suas listas de melhores de 2013

    Enquanto o pessoal da música comercial se degladia por um lugar na lista de melhores DJs da DJ Mag, a turma do dito “underground” mira seus esforços no top do Resident Advisor, que lista os melhores DJs e live acts sob a ótica de quem curte essa linha de som.

    Top 100 DJs

    Apesar de não premiar fanfarrões como Steve Aoki e David Guetta, a lista está longe de ser unanimidade. Só pra citar um exemplo, em 2011, Jamie Jones fez a sua estreia nela direto no primeiro lugar, o que causou uma certa polêmica. Outro comentário comum é que “faltam alguns nomes”, que na opinião de muitos deveriam estar em destaque.

    Neste ano, no entanto, pouco se questionou até o momento: Dixon, um dos heads da Innervisions, foi escolhido melhor DJ do mundo, enquanto o segundo lugar ficou com Tale Of Us, e o terceiro lugar para Richie Hawtin, que logo logo deve virar hors concours no ranking. Seth Troxler, o antigo campeão, figura na quinta posição. Confira a lista dos 50 primeiros:

    1. Dixon
    2. Tale Of Us
    3. Richie Hawtin
    4. Ben Klock
    5. Seth Troxler
    6. Maceo Plex
    7. Ricardo Villalobos
    8. Loco Dice
    9. Jamie Jones
    10. Ben UFO
    11. Eats Everything
    12. tINI
    13. Marcel Dettmann
    14. Sasha
    15. Marco Carola
    16. Âme
    17. John Digweed
    18. Maya Jane Coles
    19. Mano Le Tough
    20. Sven Väth
    21. Jackmaster
    22. Hot Since 82
    23. The Martinez Brothers
    24. Solomun
    25. Art Department
    26. Zip
    27. Joy Orbison
    28. Bicep
    29. Scuba
    30. Adam Beyer
    31. Dyed Soundorom
    32. Nina Kraviz
    33. Chris Liebing
    34. Move D
    35. Damian Lazarus
    36. Laurent Garnier
    37. Rhadoo
    38. Rodhad
    39. Carl Cox
    40. Levon Vincent
    41. Kerri Chandler
    42. Luciano
    43. Dusky
    44. Raresh
    45. DVS1
    46. Dubfire
    47. Oneman
    48. Motor City Drum Ensemble
    49. DJ Koze
    50. George FitzGerald

    Confira a lista completa com os 100 nomes e a descrição dos 20 primeiros DJs (em inglês) neste link.

    Top 20 lives

    Talvez a maior genialidade do ranking do RA seja a separação entre lives e DJs, afinal, todos nós conhecemos aquele produtor genial que é um desastre na hora do set, e aquele DJ incrível que nunca conseguiu produzir nada relevante. E nesta categoria especial para produtores, a música eletrônica já tem o seu Lionel Messi: pelo terceiro ano consecutivo, Nicolas Jaar mantém o trono de melhor live act do mundo – vale lembrar que em 2010 ele ficou em segundo lugar, perdendo pra ninguém menos que Plastikman, que não é mais listado por estar (temporariamente?) aposentado.

    E se os voos solos estão se tornando monótonos, o jovem produtor, nascido em 1990, resolveu estrear neste ano o seu outro live act, intitulado Darkside (junto com Dave Harrington). Não figurou na lista, mas sem dúvida alguma é um nome a se observar ao longo de 2014.

    O segundo lugar do ranking ficou com Âme, grande parceiro de Dixon, enquanto a terceira colocação foi para KiNK, que esteve no Brasil em maio e, de fato, provou merecer o pódio.

    1. Nicolas Jaar
    2. Âme
    3. KiNK
    4. Guy Gerber
    5. Guti
    6. Henrik Schwarz
    7. Karenn
    8. Matador
    9. Recondite
    10. Gaiser
    11. Disclosure
    12. Hot Natured
    13. dOP
    14. Mathew Jonson
    15. Max Cooper
    16. Jon Hopkins
    17. Bonobo
    18. Mount Kimbie
    19. Modeselektor
    20. Marc Houle

    Confira a lista completa com descrição de cada artista (em inglês) neste link.