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  • Electronic Weekend – 02/jun/11 a 05/jun/11

    Como parte do pacote de novidades do Psicodelia 3.0, iniciamos hoje a nossa primeira coluna semanal: Electronic Weekend.

    Como o nome sugere, toda semana (na quinta ou na sexta) publicaremos a agenda da cena eletrônica para o fim-de-semana. Como é humanamente impossível conseguirmos uma cobertura nacional de imediato, contaremos com a colaboração de todos. Iniciaremos hoje com os clubs/núcleos mais famosos do país, mas todos estão convidados a sugerir (via comentário, twitter ou e-mail) clubs e open airs de suas cidades. Se a sugestão se encaixar com a proposta da coluna, a partir da semana seguinte faremos a inclusão na lista de festas. 

    Bem, vamos às vias de fato. Confiram abaixo algumas sugestões de programa para o final de semana, por estado:

    RIO DE JANEIRO

    03/jun – Moony @ La Passion Lounge

    04/jun – XXXperience RJ (John Acquaviva, Chris Lake, Markus Schulz, Astrix, Growling Machines e mais!)

    SÃO PAULO

     

    03/jun – Ronan Portela @ Clash Club

    03/jun – Freak Chic @ D-Edge

    03/jun – Ace Ventura @ Club A

    03/jun – Ramon Tapia @ Heaven & Hell

    04/jun – Ramon Tapia @ Clash Club

    04/jun – Lopazz e Damian SchwartzD-Edge

    04/jun – Carlo Dall’Anese @ Anzu Club 

    PARANÁ

    03/jun – Yosh @ Danghai Club

    03/jun – Gorge @ Club Vibe

    04/jun – John Acquaviva @ Danghai Club

    04/jun – Gustavo Bravetti @ Festa a fantasia do Tite

    04/jun – Vibe Party @ Club Vibe

    SANTA CATARINA

    04/jun – House Mag Party @ P12

     

    RIO GRANDE DO SUL 

     

    03/jun – Chris Lake @ Meat Club

  • XXXperience Curitiba 2011 – primeiras impressões

     O grande dia chegou e, mesmo com muita gente falando bobagem e criticando na internet, cerca de 15 mil pessoas estiveram presentes na Fazenda Heimari ontem para prestigiar a edição curitibana da XXXperience 3D. Os detalhes e pormenores do evento você fica sabendo em poucos dias com o nosso podcast especial de review, mas já adiantamos que o evento foi excelente, conforme vocês podem ver com estes videos e fotos abaixo.

    A festa começou com full on, como manda a tradição. O primeiro que vimos foi X-Noize. Apesar de ter tocado a mesma coisa que vem tocando há 3 anos, ainda assim foi um set agradável, bom para chegar e ir se ambientando com a festa. Confiram Information, música da dupla com vocais de Tom C:

    Em seguida, foi a vez de Pixel. Esse sim mostrou que ainda é possível ser DJ de full on e manter a qualidade. Tocou de verdade (sem dead act no Ableton), fez mash up, fez sampling, enfim, fez seu papel. Confiram Beauty Never Fades, música de Junkie XL remixada por ele, GMS e Domestic, na versão como tocada ontem:

    Após o Pixel, foi a hora de ir para o backstage conferir uma das maiores estrelas da festa: Stephan Bodzin. O alemão mostrou também porque é chamado de semi-deus do techno por muitos e fez um set memorável, sem dúvidas o DJ mais aplaudido em toda a festa. A introdução bem no seu estilo “torce-colunas“:

    A emocionante synthapella da Phobos (pulem para 2:25 do video):

    O encerramento inusitado com a melodia melancólia e a batida quebrada de Max Cooper:

    Depois, fomos para o main e curtimos Day Din. Infelizmente me esqueci de fazer videos, mas foi o progressivo excelente que todos esperávamos. Em seguida, começou a sequência infinita de electro farofa. Primeiro Electrixx, o menos pior dos quatro. Confiram a Tetris em versão pseudo-dubstep que eles tem tocado ultimamente:

    Depois veio Dirtyloud e o pior set da festa. A metade das músicas foram remixes horríveis de deadmau5, a outra metade, bem… Quem remixa Katy Perry e toca na rave não merece o lugar que está:

    Não resistimos e fomos ao backstage. Nic Fanculli e Tiefschwarz tocaram o tech house repetitivo que está na moda agora no eixo D-Edge/Vibe/Warung. Não que seja ruim, mas de homes tão hypados, esperavamos mais do que músicas simples e maçantes. Destes dois, o segundo ainda foi um pouco melhor, por tocar algumas melodias e vocais que ensaiavam uma empolgação na pista.

    E, pra finalizar, voltamos ao mainstage para curtir o novo Ticon, que ainda não encontrou uma identidade entre o prog e o techno, mas ainda não chega a ser ruim, e o principal nome da festa, que encerrou com louvor: Tocadisco. Muito criticado pelas pessoas que só conheciam sua linha pop, o alemão chegou e tocou aquilo que nós do Psicodelia apostávamos que tocaria: electro pesado, melódico e de alta qualidade. Tocadisco simplesmente deu uma aula de electro para a meninada toda que o precedeu no line, além de ter uma presença de palco  divertida e envolvente. Vejam:

    Outros detalhes, vocês conferem nesta semana (provavelmente quarta-feira) no nosso podcast especial.

  • Sesto Sento lança remix não autorizado de Gui Boratto

    Se você teve o desprazer de assistir a um live do Sesto Sento no último ano, com certeza você ouviu este remix deles para Beautiful Life, do Gui Boratto:

    Até aí tudo “normal”. Um projeto de full on fazendo sua versão acima dos 140 BPM para um hit consagrado e conferir uma certa nostalgia ao seu set. Growling Machines fez isso com Enjoy The Silence, GMS fez com Some Chords, e assim por diante. Difícil julgar se é certo ou errado (e esse assunto já foi bem discutido no nosso post recente sobre sampling), mas OK, passável. As coisas começam a se tornar nebulosas quando um projeto faz um remix completo de uma música, usando vocais, melodias e timbres, e o lança comercialmente. E foi o que o Sesto Sento fez com o seu remix para Beautiful Life: lançou no Beatport.

    Quando vi este absurdo ontem, não resisti e compartilhei a revolta pelo meu twitter pessoal. Ainda revoltado, resolvi compartilhar pelo @psicodelia. Fui apoiado por uns, criticados por outros, e o assunto morreu. 

     

    Morreu até hoje, quando para a supresa de todos, o próprio Gui Boratto se pronunciou sobre o assunto. E, pasmem, puto da cara! Como podem ver nas prints abaixo, o remix sequer teve chance de receber alguma autorização – Gui nem sabia que ele existia!

     

    E agora, a discussão pega fogo. Cadê a seriedade do Sesto Sento? Tentar lucrar e se promover usando a criatividade alheia é certo? Ao que parece, Gui não está NADA satisfeito com a situação…

     

     

    ** UPDATE **

    O Sesto Sento finalmente se pronunciou sobre o assunto. Confiram abaixo na íntegra como escrito, a defesa do trio:

    Hello everybody 

    please before slander and harm someone name check some details from both sides

    *this track is a cover and not a remix 
    *we don’t know Gui boratto personally 
    thats why after we finish the cover we contact a Japanese company who deal with cover license 
    named

    (C)J-WAVE MUSIC
    (P) 2010 FARM RECORDS – a division of F・A・R・M Co., Ltd.

    from there on it was compact record who deal with the release details as it is not our part

    i dont know what pissed off  Gui boratto that much that make him start all of this
    if there is a problem  gui boratto is welcome to contact compact record or farm record and clear this out in a more pleasant way

    people who know us in person  know we are not the type of persons who will steal someone credits 
    all we did is a cover for a song we like 
    a song with a beautiful message to the world

    good vibes
    Sesto Sento

     

    Bom, admito que não sou expert em direitos autorais, então pode ser que eu fale merda, mas… Se a música do Gui Boratto foi lançada pela Kompakt, como pode uma terceira pessoa senão artista ou selo autorizar o cover/remix?

  • Atenção passageiros! Última chamada para a XXXperience Curitiba!

    Depois de uma gestação de espera, finalmente Curitiba é contemplada novamente com uma open air de grande porte. Amanhã é o grande dia da XXXperience Curitiba 2011, a primeira grande rave da capital paranaense desde a Tribaltech 2010.

    E o pior é que mesmo depois de tanto tempo, tem gente criticando e dizendo que não irá na festa porque o line estaria teoricamente “ruim”. Bom, de fato ele não está no nível que esteve em outros anos, como 2009 por exemplo (mas também colocar Robert Babicz, Trentemoller, Audiojack, Booka Shade e outros numa mesma festa é algo acima da média), mas será que não nos tornamos mal-acostumados? Em 2007 estaríamos reclamando de um line como esse?

    E outra coisa, a festa é feita pelos DJs apenas e pronto? E a grama como chão? O céu como teto? O Laser Beam Factory, as decorações, a famosa “parede de graves”? Não contam? Isso pode ser encontrado nos clubs, o maior álibi dos que estão renegando esta festa?

    E o famoso ritual da festa em Curitiba, que tenho certeza que todos vocês seguem desde 2007, quando as raves passaram a ser day parties de sábado: acordar cedo, reunir os amigos no mercado para comprar o quilo de alimento, fazer um esquenta no estacionamento, começar a reencontrar os conhecidos que há meses não vê, até que chega a hora de adentrar o “Mundo de Sonhos”

     

    E depois de curtir uma grande festa na “nossa casa“, na nossa Heimari, com o nosso frio e os nossos amigos, é hora de voltar para casa com aquela música ecoando na cabeça, aquela vontade de mais um pouquinho, a sensação de “um dia que jamais esquecerei“. Uns ainda farão hora extra no Friends After, já outros vão pra casa repousar.

    É, de fato: essa é uma festa que vale a pena porque simplesmente vale. Porque ela carrega uma magia, um ritual único, que só a rave curitibana tem para nós curitibanos. Definitivamente, não é a mesma coisa que encarar 8 horas de excursão para São Paulo.

     

    E bem, se ainda acha o line ruim, sugiro dar play nos 6 videos acima. Foram os videos do aquecimento que organizamos no Twitter. Seis grandes DJs que podem não ser quem você esperava, mas tenho certeza que farão desta festa, uma grande festa! Então está combinado? Nos vemos amanhã na XXXperience Curitiba! 😉

    ;








     

  • A cultura do sampling e a música eletrônica

    Para começar, vejam este video.

    Antes que comecem a jogar pedras, o Daft Punk adquiriu os direitos sobre os samples e creditou seus autores nos encartes, bonitinho como tem que ser. A questão que levanto é: até que ponto a cultura do sampling em produções é positiva para a música eletrônica?

    O primeiro argumento que você pode ter pensado é: o sample é a base do trabalho de um DJ. Sim, de fato, o verdadeiro DJ não dá só o play – ele cria loops, mash ups, build ups e uma infinidade de intervenções na música original, para as quais muitas vezes um sample é essencial. Mas acho que já possuímos um nível de maturidade no assunto para separar DJs de produtores, e são estes que deveriam ser menos samplers e mais autorais em seu trabalho.

    É como no pop: artistas que fazem versões de sucessos (os tais covers) com maestria possuem seu brilho, mas ainda são os grandes compositores que se destacam. É essa a relação que faço entre grandes DJs e produtores geniais: ambos com suas qualidades, mais o segundo que deveria ser mais valorizado.

    É de grandes produtores-compositores que precisamos para que a música eletrônica seja vista com seriedade e valor pelo resto do mundo. Daquele cara que faz uma melodia marcante, uma música para servir de tema para a vida dos fãs, uma letra revolucionária (afinal, quem foi que disse que e-music não pode ter vocal?). E por isso sou contra o endeusamento do Daft Punk e dos sampleadores como um todo. Sim, seu trabalho é excelente e qualificado, suas músicas estão presentes até hoje no pop mundial, mais de 10 anos após o lançamento. Porém, suas músicas não são de fato suas, são re-trabalhos em cima da música de outros artistas, que as compuseram 30, 40 anos atrás. E onde fica a tal criatividade e originalidade que tanto defendemos para nosso estilo?

    Por que não buscar artistas como Trentemoller, que compõe e produz músicas pra deixar 95% da cena pop-rock parecendo dó-ré-mi-fá? Ou um Gui Boratto, que tem composições tão qualificadas que já foram interpretadas por orquestras? Enfim, diversos outros grandes produtores, que se estivessem empunhando guitarras e entonando refrões pegajosos, estariam na boca do povo.

     

    Vamos valorizar o trabalho de todos da forma que lhes é reservado. Grandes DJs, continuem fazendo seu impressionante trabalho com samples, effects, scratches, botando clubs abaixo. Grandes produtores, façam história com suas próprias melodias e composições, e sejam sampleados pelos DJs. A cena só tem a ganhar.

    ATENÇÃO! É importante deixarmos de lado discussões existenciais dizendo que atualmente não existe conteúdo 100% autoral, por todo tipo de combinação musical já ter feita algum dia em uma parte do mundo. Vamos partir do pressuposto de que se o produtor criou a música sozinho, sem copiar ou samplear ninguém, o fato de possivelmente no outro lado do mundo surgir algo semelhante foi uma infeliz coincidência.








  • Comportamento das pessoas na rave

    Todos nós já vimos os famosos videos de fritos “fora do corpo” no YouTube e com certeza já debatemos ele em alguma mesa redonda, provavelmente com pessoas de fora da cena eletrônica que a criticam por esse tipo de comportamento. Pois bem, vejam este video até o final:

    Polêmico? Verdadeiro? Exagerado? Que o debate se incendeie!

    Lista das músicas eletrônicas do video, em ordem de aparição:

    • Deadmau5 – Some Chords (GMS Remix)
    • Eurythmics – Sweet Dreams (GMS Remix)
    • Kultra – Touka Koukan

     

  • Review – Kaballah & Orbital 2011

    Se vocês se lembram do meu primeiro post no Psicodelia.org, o núcleo KabalÉ com enorme prazer que venho compartilhar com vocês um breve review sobre a última Kaballah & Orbital, que aconteceu no último sábado 2 de abril no Arena Maeda, em Itu-SP.  

    Se vocês se lembram do meu primeiro post no Psicodelia.org, o núcleo Kaballah estava em débito conosco, seu público, desde a edição de aniversário do ano passado. Eu disse que só voltaria a alguma se houvesse um atrativo muito grande – e o line up dessa edição foi o motivo que me levou até ela e me convenceu a “perdoar” nosso amigo Sr. KBL 😉

    Estrutura

    Com um posicionamento semelhante à XXXperience e mesmos palcos e tendas, não deixou a desejar. Em alguns momentos o som do Main Stage estava baixo, mas não chegou a estragar a festa, pois não foi o tempo todo, acreditamos ter sido proposital, para dar a clássica valorizada nos headliners. Os banheiros estavam sem filas, graças a um novo mictório químico que agilizou o processo para os homens que queriam fazer apenas a opção 1.

    A entrada também não tinha fila e a revista, ao menos para mim e meus amigos, foi digna. Sem desrespeito e abusos. Os caixas e bares sem congestionamento e com bebidas sempre geladas. Tudo como tinha que ser. Vale ressaltar o fato de termos tido uma cerveja decente: Devassa de 350ml pelos clássicos R$5,00 (ou combo de 5 latas por R$20,00) deu um show nas Skol Redondinha de 1 gole que figurou nas festas anteriores da No Limits.

    Decoração

    Praticamente inexistente. Os palcos não tinham absolutamente nada, nem mesmo o principal, que tinha uma discreta “moldura” com a identidade Tron-like da divulgação. Bacana mesmo foi o cubo que ficou no meio do público do Main Stage (foto 1) e o lounge do backstage, com uma decoração diferenciada utilizando-se de bancadas rústicas, flores reais, espelhos (extremamente úteis para a mulherada checar a maquilagem) e uma luz laranja (foto 2). Mas mais uma vez, ficamos na saudade das tendas, dos lasers, da ambientação temática.

     

     

    Artistas

    Aqui fica díficil opinar pois fui o único da equipe que foi ao evento, sendo assim, esta crítica ficará limitada aos que pude assistir e balizada pela minha opinião sobre eles. Aos antigos do site, digo que infelizmente não vi nada no Trance Stage, sendo assim, peço desculpas, mas não poderei revisar esta parte da festa. Quando ao resto, vamos lá. Boys Noize cumpriu seu papel – fez um set incrível que passeou do maximal ao acid techno. Trouxe algo inédito nas raves brasileiras, desagradou os cabeça-dura que resistem a qualquer coisa fora do eixo minimal-techno-electro, mas agradou a todos que possuem mente aberta e buscavam algo novo. Parabéns à Kaballah e à Orbital pela inovação!

     

     

    Vitalic, a outra aposta dos núcleos, não teve o mesmo efeito. Pode ser que acabo me tornando um dos que critico neste momento, mas seus altos BPMs “não combinaram” com a proposta do som. Electro-clash por natureza é algo estranho, neste caso já considerei que a inovação foi ousada demais para o ambiente.

    Electrixx foi a surpresa do dia: não chegou a fazer um live-set excelente, mas suas influências de Dubstep trouxeram uma nova cara ao som da dupla. Confesso que agradou, já foi melhor que Felguk que, mais uma vez, trouxe mais do mesmo, e com mais e mais influências do pop das FMs.

     

     

    Moguai, como esperado, fez um set de quase 3 horas do melhor progressive house/electro house do momento, não podia ser diferente vindo de um dos queridinhos da mau5trap. Isso sem contar seu carisma e empolgação, presença de palco que lembra D-Nox. Um dos melhores da festa!

     

     

    Oliver Huntemann também honrou todos seus anos de experiência: quem estava no D-Edge Stage virou mero fantoche do seu som introspectivo e envolvente. Foi doloroso abanonar o set na metade para curtir Boys Noize no Main Stage. E chegamos agora ao ponto mais polêmico do line-up: Popof. Já está pipocando na rede a polêmica (graças ao PorraDJ, que publicou a discussão que está rolando no Orkut), mas o fato é que o seu “live” foi um dead act dos mais cara-de-pau que já vi. Músicas velhas e manjadas sendo mixadas com muita preguiça, como se fosse um iniciante em Traktor, deram o tom da apresentação. O francês chegou inclusive ao ponto de tocar mixes originais de outros produtores no seu live. Foi algo completamente diferente do visto na edição 2010 da festa, na qual tivemos um live muito bem trabalhado e formado quase que totalmente por músicas inéditas. Uma decepção para este grande fã, me lembrando ídolos do full on que aderiram à mesma prática há algum tempo.

    Outros DJs não vi, mas pude ver nas redes sociais Joachim Garraud sendo aclamado, fora isso, nada incomum. Quem também foi e está lendo pode colaborar com esta matéria nos comentarios.

    Considerações finais

    No geral, foi uma boa festa. Valeu cada quilômetro percorrido, cada centavo gasto e cada segundo vivido no Maeda, apesar dos (poucos) pontos negativos. Kaballah e Orbital estão de parabéns por mais um excelente evento!

  • Conheça Moombahton, House e Reggaeton estranhamente unidos!

    Outono de 2009 no hemisfério norte. Dave Nada, um DJ americano, estava fazendo uma festinha de boas vindas para um primo e por algum motivo fez algo inusitado: pegou o remix de Afrojack para a música Moombah, de Silvio Ecomo e DJ Chuckie e tocou-a a 108 bpm, bem abaixo do original. O resultado foi surpreendente e serviu de ponta-pé inicial para uma nova vertente de música eletrônica que está aos poucos conquistando DJs e produtores do mundo todo: o Moombahton. O nome, inclusive, veio da mistura de Moombah, a música que original tudo, com reggaeton, ritmo semelhante à novidade.

    Dave Nada - Moombahton

    Empolgado com sua criação, Dave Nada preparou um EP com 5 músicas nessa nova linha, chamado Moombahton (obviamente), que foi lançado em março de 2010. Porém, para este trabalho ele foi além de simplesmente reduzir o pitch de um Dutch House: novos elementos de bateria e percussão, build-ups re-trabalhados e vocais em sua maioria latinos terminaram de formar a cara alegre e descontraída das músicas rotuladas como Moombahton.

    Este lançamento ganhou rápido destaque no Soundcloud e estimulou o surgimento de novos produtores e DJs do estilo – hoje, um ano depois, já encontramos várias tracks consagradas do house (que vão desde o original Afrojack até o hype do momento Swedish House Mafia) sendo remixadas para Moombahton. Isso sem contar os mais de 500 sets/músicas e 62 usuários produzindo conteúdo na linha de Dave Nada que encontramos no SoundCloud.

    Um destes 62 é o nosso amigo Elijah Hatem, que fez um set de uma hora de Moombahton que ficou excelente. Se quer conhecer o estilo, sugiro pegar seu headphone, separar uma hora do seu dia e apreciar este mix.

    Tirando Uma Onda. Moombahton! mixed by DJ Elijah Hatem – Mar 2011 by Elijah Moombahton Fato que é uma linha divertida e dançante, impossível não dançar ouvindo este set. E aí os pergunto: Será que vai chegar aos clubs? Como você encararia um set desses na balada? (Dizem por aí que é uma linha Afrojack da Floresta, tomando Ayahuasca e pulando em volta da fogueira com bongos em Puerto Rico!)

  • Carnaval, essa tradicional festa de música eletrônica

    Conheça os eventos focados em música eletrônica que acontecerão nos próximos dias, e seus respectivos line-ups!

    “Eu odeio o carnaval porque não suporto axé!”

    Quem nunca ouviu ou até mesmo proferiu essa frase? Durante os 5 dias deste falso feriado nacional (afinal, a lei federal não o classifica como feriado) o Brasil para para celebrar… para celebrar…

    OK, ninguém sabe ao certo o que, mas todo mundo celebra. Diz-se até que o ano no Brasil só se inicia após o carnaval, devido à malemolência com que todos trabalham no verão (diante disso, talvez estejamos celebrando o ano novo, certo?). O fato é que por ser uma comemoração bem brasileira, sua trilha sonora segue o gosto popular: axé, samba e marchinhas tomam conta das pistas. Isso fez com que o pessoal de outros gostos, como rock e música eletrônica, passasse a odiar o carnaval. povão curtindo?”

    Porém, para nós da e-music, a situação parece estar mudando: nunca tivemos uma agenda tão recheada para este feriado! Promoters do Brasil todo trouxeram atrações de muito peso que tocarão em diversos clubs e festivais nestes cinco dias. Para o pessoal mais comercial, Green Valley, Camarote Salvador, Pacha Floripa e outras casas apresentarão gigantes como o Top 1 DJ Mag Armin van Buuren, o queridinho das FMs David Guetta, a terça parte do hypado Swedish House Mafia Axwell, além do nosso velho conhecido Fatboy Slim. Já para quem curte uma linha mais séria (ou “underground“, como gostam de chamar apesar de eu discordar), teremos em tour pelo Rio Music Conference, Warung, SOME Festival e outros, grandes DJs como o ex-Deep Dish Dubfire, o semi-deus dinamarquês Trentemoller, o live maluco do dOP, o duo Booka Shade, entre vários outros. E até a galera mais roots, que curte uma psicodelia das boas, vai ter um refúgio: o tradicional Festival Soulvision, que acontece no interior de São Paulo, traz figurões como GMS, Pixel, Tristan, Headroom, Lish, entre diversos outros que preencherão os 5 dias de line-up do evento (além de contar com uma pista alternativa com artistas de techno e house).

    Gostaria de elencar todos os line-ups, preços e etc aqui neste post, mas é tanta festa e balada que ficou impossível, sendo assim, basta clicar nos links do parágrafo anterior para consultar as informações de cada evento (sem contar os eventos que sequer conheço, por isso, não os listei). Uma coisa é certa: neste carnaval só vai aguentar axé e escola de samba quem quiser!

    (Não é mesmo, sr. Guilherme Raicoski? ;P)

  • Robert Babicz lança álbum novo pelo seu próprio selo

    Robert Babicz Volume 1 é um prato cheio para quem gosta de techno melódico e introspectivo!Desde a excelente apresentação de Robert Babicz na XXXperience Curitiba 2009 que eu (e muitos da cena local) passamos a admirar o trabalho do alemão, que à época lançava pela Systematic, selo do consagrado Marc Romboy. Agora, quase 2 anos depois, Babicz voltou ao Brasil e fez um live épico de quase 4 horas no Warung, que para muitos ofuscou o set da estrela da noite, o overrated Ricardo Villalobos. Junto com estas horas memoráveis no templo, pudemos perceber uma certa felicidade do alemão por estar no Brasil em pleno verão, vide as várias fotos em seu Facebook e o video que ele mesmo filmou e editou em sua tour latino-americana.

    Bem, poucos dias depois desta festa, fomos presenteados com um release dele pelo seu próprio selo, o Babiczstyle, no qual o produtor diz possuir mais liberdade criativa. Bom, o resultado é incrível. O álbum como um todo é um prato cheio para quem procura um som mais calmo, viajante e melódico, mas se analisarmos faixa a faixa, perceberemos que ele foi do deep house (como na música Bangaday) ao techno (como em Mover) de forma muito progressiva. Diria que sofreu muita influência de Trentemoller em boa parte do release, em especial nas músicas Hope e Phone Call. As músicas você pode comprar no porto das batidas pelo link. Até procurei um download free pra galera que não curte ajudar o artista, mas não encontrei nenhum link ativo – todos foram excluídos. Se encontrar, atualizo o post mas, vamos lá, serão 13 dólares muito bem gastos! Abaixo o streaming de alguns destaques: The Sun (a melhor do disco)

    Hope

    My Blue Car

    Mover

    Phonecall

    Time Shift

    Bangaday