Categoria: Sem categoria

  • ECAD é multado em R$ 38 milhões por formação de cartel

    Quem não é músico ou organizador de eventos talvez nunca nem tenha ouvido falar do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), mas é fato que ele influencia diretamente na vida do frequentador da noite. Na teoria, ele é lindo, pois seria o responsável por repassar aos compositores toda a receita referente à execução das suas obras. Na prática, no entanto, é um grande vilão do mundo do entretenimento.

    Isso acontece pela fato de que ele favorece apenas os grandes: artistas pequenos e independentes jamais receberam um centavo pela execução de seus trabalhos, mesmo que o DJ ou a banda que tenham executado a música a listem em seus tracklists. Artistas internacionais também não recebem nada, já que o órgão é nacional e não possui ligação alguma com algum órgão internacional. Em resumo, apenas um seleto grupo de artistas de ponta (geralmente os tops da Som Livre, como Michel Teló e Ivete Sangalo) recebe os royalties, por mais que os donos de casas noturnas e organizadores de eventos paguem sobre todas as faixas executadas na festa.

    De qualquer forma, todos nós podemos comemorar uma primeira vitória: O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) condenou, nesta quarta-feira (20), o ECAD e seis associações de direitos autorais por formação de cartel, em processo movido pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA). O ECAD foi ainda condenado por abuso de poder dominante. Ao todo, as multas aplicadas pelo Cade ao ECAD e às associações somam cerca de R$ 38 milhões. A conclusão do Cade foi de que eles teriam fixado em conjunto valores a serem pagos pela execução pública de músicas.


    Na hora de cobrar, o ECAD sempre aparece. Mas na hora de pagar o artista…

    Ainda é um passo pequeno, mas importante na luta pelo fim da corrupção na arrecadação dos direitos autorais. Maiores informações sobre o caso, na matéria do UOL Economia.

  • Kaballah divulga line-up completo de sua edição no Hopi Hari

    Desde o começo de 2013, o assunto não é outro nas rodas de conversa sobre música eletrônica: a Kaballah está com tudo neste ano. A começar pela realização da festa dentro do Hopi Hari, utilizando toda a sua estrutura e dando uma dinâmica diferente e interessante ao evento, culmina no line-up inovador e ousado, que vai de lives premiados no underground como KiNK, Jon Gaiser e os brasileiros do Click Box, passa por DJ sets clássicos como o de Cajmere e Sven Väth, e finaliza no som de levantar estádios de Dimitri Vegas & Like Mike, Joachim Garroud e Deniz Koyu.

    A raíz psytrance da antiga rave não foi esquecida, e o Psychedelic Wild West tem alguns destaques como o retorno de Son Kite, a estréia nacional de Liquid Ace, e os sets requisitadíssimos de Captain Hook, Ritmo e Ace Ventura. Outro fato interessante sobre o line-up é a valorização de talentos nacionais, com 15 brasileiros sendo destacados: Felguk, Victor Ruiz, Click Box, DJ Glen, Element, Eli Iwasa, Alex Mind, Alex Stein, Digitalchord, Ruback, E-cologyk, Fabo, DJ Anna e o inédito versus entre Murphy e Mandraks.

    LINE-UP

    Dimitri Vegas & Like Mike
    Dirty South
    Wolfgang Gartner
    Joachim Garraud 3D
    Deniz Koyu
    Felguk
    Wolf Pack
    Deorro
    Digitalchord
    Alex Mind
    The Kickstarts
    E-Cologyk

    Sven Väth
    Green Velvet
    Christian Smith
    Popof
    Minilogue
    Gaiser Live
    Victor Ruiz AV Any Mello
    Click Box
    Alex Stein
    Eli Iwasa
    DJ Murphy vs DJ Mandraks
    DJ Anna 

    Booka Shade
    Cajmere
    Butch
    Justin Martin
    KiNK Live
    Amine Edge & DANCE
    DJ Glen
    Fabo
    Pornrobot
    Caio T
    Vitor Munhoz 

    GMS
    Son Kite
    Ace Ventura
    Captain Hook
    Liquid Soul
    Fabio Fusco
    Ritmo
    Sub6
    Ruback
    Element
    V. Falabella
    Musatti
    Vidigal 

    MAPA DO EVENTO

    Para acabar com qualquer boato que dizia que a festa aconteceria no estacionamento do parque (fato que aconteceu com o Dream Valley), a organização já divulgou um mapa, mostrando a localização de cada palco dentro do Hopi Hari:


    Clique na imagem para ampliar.

    INGRESSOS

    Atualmente a venda está sendo feita pelo site www.kaballah.com.br e pelo call center 4007-1134. A festa ainda não possui pontos-de-venda físicos, mas prometeu divulgar uma lista em breve. Enquanto isso não acontece, os preços do 1º lote estão sendo mantidos: R$ 110,00 para o ingresso normal (lembrando que a meia-entrada vale para todos) e R$ 250,00 para o camarote, que não terá open bar.

    EXCURSÕES

    A fanpage oficial conta com uma página compilando todas as excursões credenciadas, acessível por este link. Encontre a excursão mais próxima de você e garanta já a sua ida! E se você for de Curitiba, uma dica especial: a Starbus é a parceira oficial do Psicodelia em 2013, e estará cobrindo a Kaballah de acordo com os valores abaixo:


    Clique na imagem para comprar.

    SERVIÇO

    Perguntas & Respostas: http://facebook.com/Kaballah/app_249347133607
    Fanpage oficial: http://facebook.com/Kaballah
    Site oficial: http://kaballah.com.br/

  • Kompakt completa 20 anos com compilação especial

    A Kompakt, tradicional gravadora conhecida no Brasil por ter lançado Gui Boratto, está completando duas décadas de existência em 2013. As comemorações serão muitas, e começam com um emocionante CD duplo com as favoritas das pistas, armas secretas da rica história de um dos selos mais queridos da Alemanha. Com tracks cuidadosamente retiradas do seu extenso arquivo, a Kompakt avisa: ao invés de olhar exclusivamente para números de vendas, eles preferiram compilar seus momentos de maior orgulho, registros clássicos que definiram seu som atual.

    Cada faixa nesta seleção é uma obra de arte eletrônica, seja ela direcionada às pistas de dança, ou à multidão de “home-listeners”. O release incluí o inconfundível baixo de Matias Aguayo em “Walter Neff”, o ravecore altamente emocional de Rex em “Prototype”, do hino atemporal de Voigt & Voigt, “Vision 03”, ou o remix brilhante de Lawrence para a lendária “Felicidade”, de Superpitcher, sem esquecer de “Arquipélago”, primeiro release de sucesso de Gui Boratto. O release possuí um total de 25 tracks, e todas podem ser ouvidas no player ao lado:

    Via site oficial.

    Compre agora no Beatport.

     

  • Edição 2013 do Sónar São Paulo foi cancelada. E agora?

    Esta semana começou mais triste para os fãs da “música avançada” do Sónar: a edição paulistana do evento, que aconteceria em maio deste ano, foi cancelada.

    O fato já era iminente para os mais atentos, pois desde o primeiro dia deste mês, as redes sociais não eram mais atualizadas e a venda de ingressos, inicialmente prometida para fevereiro, ainda não havia sido iniciada. Quando os protestos estavam se iniciando na fanpage do evento, o comunicado abaixo foi publicado:

    E além do impacto causado pelo cancelamento do evento em si, mais um alerta foi acionado: o mercado do entretenimento do Brasil estaria em crise? Pode-se dizer que sim, parcialmente. Eventos como o Sónar vivem sim uma crise, mas pela dificuldade de captação de patrocínios. Uma edição como a de 2012, espelhando o formato e tamanho do evento original de Barcelona, precisou de fortes patrocinadores para fechar a conta – Doritos e Samsung assumiram o posto. Esse fato ficou claro com as ações desenvolvidas, desde a embalagem do Doritos levar a marca do Sónar, até intervenções diretas durante a festa.

    Em 2013 o patrocínio com estas marcas não foram renovados, e nenhuma outra se prontificou a assumir o mesmo investimento. Resultado? Evento cancelado. Mas afinal, por que as marcas estão fugindo da música eletrônica, se ela está tão “em alta” no momento? Muitos culpam a recente crise do mercado de varejo – com a queda nas vendas, nas grandes marcas o primeiro departamento a ver sua verba encolher é o de marketing, responsável pelos patrocínios deste porte. E se pensarmos nos eventos deste formato, realmente algo está acontecendo: o Ultra Music Festival Brasil, marcado para acontecer agora, em março, foi cancelado sem muitas explicações, mesmo depois de duas edições de sucesso em 2010 e 2011. Dos novos eventos prometidos pela ID&T para o Brasil no ano passado, nada se concretizou ainda: o One Rio, que já deveria ter acontecido em 2012, foi adiado para data indeterminada; o Mysteryland Brasil, prometido para 2013, ainda não tem nenhuma informação divulgada, o que indica que só acontecerá no segundo semestre, se acontecer; o Dirty Dutch então, nunca mais foi citado. Por enquanto, só o Skol Sensation está confirmado, mas este já possui o patrocínio garantido da AmBev, que colocou sua marca no nome do evento.

    Mas se o mercado está em crise, aonde está todo este crescimento propagandeado pelos veículos da cena (como nós) nos últimos tempos?

    Na cena “independente”, que por mais que envolva cifras enormes, não depende de mega patrocínios para sobreviver. Um dos principais formatos independentes que está em plena expansão, alheio a toda essa “crise”, é o do festival ex-rave. Mesmo os maiores, tidos como “comerciais” pelos seus frequentadores mais antigos, ainda funcionam de forma independente, com patrocínios pontuais e menores. Isso acontece com naturalidade devido à sua raíz: no início da década passada, quando a maioria surgiu, conseguir patrocínio de uma distribuidora de bebidas já era um grande feito. Dessa forma, todos os organizadores cresceram montando planejamentos para obter retorno direto no evento, tenha patrocínio ou não.

    O resultado é o crescimento orgânico e saudável de uma cena que já tem mais de uma década de história. O estilo musical mudou? Bastante. Os frequentadores mudaram? Parcialmente. Mas hoje uma Kaballah consegue montar seu evento dentro do Hopi Hari, com gente do tamanho e respeito de Sven Vath, Booka Shade, Wolfgang Gartner, KiNK, Green Velvet, e fechar a conta toda sem um mega patrocínio. No ano passado a Tribaltech obteve êxito em sua “última edição da história”: com um dos melhores line-ups undergrounds do ano, com Dubfire, Magda, Dave Clarke, Danny Daze, Pillowtalk, recebeu seu público recorde de 20 mil pessoas. A marca deverá ser aposentada, mas a organizadora T2 Eventos vem com um novo evento forte no segundo semestre, conforme já confirmado por eles mesmos.

    Outro mercado “auto-sustentável” é o de Baln. Camboriú: mesmo com três casas de grande porte (Warung, Green Valley e Space), durante a última “alta-temporada” todas elas conseguiram bons públicos, com artistas de primeira linha como Tiesto, Fatboy Slim, Avicii, Hardwell, Richie Hawtin, Ricardo Villalobos, Carl Cox. Isso já está se refletindo no mercado dos arredores – desde o interior do estado, com Adore e Caramba’s, passando pelo litoral do El Fortin e Bali Hai, e chegando até à capital Florianópolis, com a Pacha Floripa e o festival Creamfields.

    O Creamfields é um exemplo curioso: foi duramente criticado por ser muito menor que a edição de Buenos Aires, mas talvez isso tenha evitado um cancelamento como o do Sónar. Com duas pistas, sendo uma assinada por uma marca tradicional da região (Warung), o Creamfields sabe aonde está pisando, e sabe que terá que crescer aos poucos se quiser emplacar no país.

    Diante disso, fica a análise: não adianta tentar enfiar “goela abaixo” o que o público brasileiro ainda não aceitou. Se o Sónar tivesse vindo com uma edição menor, mais adequada para o tamanho do público brasileiro que já se interessa pela “música avançada”, provavelmente seria mais sustentável – e não seria cancelada, mesmo sem os grandes patrocínios.

    No fim, por tentarmos ter um mega Sónar, acabamos ficando sem nenhum.

  • Clash Club comemora 6 anos confirmando novo direcionamento artístico

    No ano passado o Clash Club surpreendeu a todos com uma grande mudança na sua direção artística: abrindo portas para estilos como electro (com festas com Felguk, Joachim Garraud e Digitalchord), dubstep (com Nero) e hardstyle (com Headhunterz e Wildstylez), a casa diversificou seu público, apresentou propostas inéditas no país e nós inclusive o elegemos como o club em alta do ano. Para corroborar tudo isso, a comemoração dos seus 6 anos vem com mais uma seleção de nomes bem diversificada.

    Umek e dOP já são figurinhas carimbadas (de alta qualidade), mas Diplo, Ben Klock e Porter Robinson surpreenderam a todos ao serem confirmados, e já estão gerando uma grande expectativa. Entre os nacionais, os tradicionais residentes da casa, que deverão ser distribuidos nos eventos de acordo com a afinidade musical com o headliner.

    A primeira festa já aconteceu no dia 01, com Umek, e a segunda acontece hoje, com dOP, DJ Glen, Caio T e os residentes da Gop Tun, coletivo que assina esta parte da comemoração. Nos próximos dias o Clash deverá divulgar em seu Facebook mais detalhes sobre os próximos eventos.

    ARTISTAS

    01/03 – Umek

    15/03 – dOP

    23/03 – Ben Klock

    30/03 – Diplo

    04/05 – Porter Robinson

    SERVIÇO

    Site oficial: http://clashclub.com.br
    Fanpage oficial: http://facebook.com/clashclub
    Evento oficial – Gop Tun c/ dOP: http://www.facebook.com/events/344211015689476/ 

  • PorraDJ comemora 3 anos no Clash Club com Zegon, Nedu Lopes e Alex Hunt

    Na próxima quinta-feira, 14/03/2013, o Clash Club recebe a 2ª edição da EPIC Battles 2a, em comemoração ao aniversário de 3 anos do blog PORRA DJ e 1 ano do coletivo #partyhard.

    Serão 10 DJs + 1 MC, trabalhando em DJ Sets com 4 decks e performances solo de scratches e novas tecnologias. Entre os confirmados: Zegon, Alex Hunt, Double C, Nedu Lopes, Lisa Bueno, Elijah, The Twins, 13duo, Jesus Light e Xis como mestre de cerimônias. 

    O evento é em uma quinta-feira e foge um pouco do perfil das festas mais “comerciais” do Clash, trabalhando de forma independente, focando nos amantes da cultura DJ e no resgate das raízes do trabalho nas cabines. A linha musical com certeza irá assustar alguns desavisados, já que deve ir do trap music ao hip hop, passando por house, drumstep e tudo o que passar pela cabeça desses gênios das pick ups. Para sentir um gostinho, confiram a apresentação de Nedu Lopes na final mundial do Red Bull Thre3style, importante torneio no qual ele sagrou-se vice-campeão:

    [video: http://www.youtube.com/watch?v=bQueP9W_R1M]

    SERVIÇO

    Evento oficial: https://www.facebook.com/events/462818373785665/
    PorraDJ: http://porra.dj/
    #partyhard: http://facebook.com/partyhardsp
    Clash Club: http://facebook.com/clashclub

  • Richie Hawtin e Deadmau5 tocarão juntos no SXSW

    Por mais bizarro que possa parecer, vai acontecer. Mesmo após inúmeras declarações dizendo que não é DJ e que sua mágica acontece no estudio (razão inclusive pela qual ele só se apresenta como live), Deadmau5 topou o desafio e vai fazer um back to back com ninguém menos que Richie Hawtin.

    O lado de Hawtin já não é tão difícil de acreditar. Há algum tempo ele tem demonstrado ter “aberto a cabeça” para sonoridades bem diferentes do techno cabeçudo que o consagrou, vide sua avaliação positiva sobre o sucesso de Skrillex e a sua admiração confessa pelo rato. Com diversos versus de relevância na bagagem (com caras como Sven Vath, Ricardo Villalobos e Luciano), o encontro com Joel Zimmerman é impressionante pela atual diferença musical entre eles.

    O evento responsável pelo encontro é o South by Southwest, ou simplesmente SXSW, um dos principais festivais de música, interatividade e cinema dos EUA. Alguns dias atrás o encontro deles já havia sido divulgado, mas seria no período da tarde, em um painel sobre techno e tecnologia na conferência. O anúncio do versus veio depois, quando foi divulgado o cartaz da festa de encerramento do festival, que você vê abaixo.

    Dia 12 de março deverá marcar a história da música eletrônica com esse encontro de titãs.

    Dica do Gui Moro, via Mixmag

  • Psicodelia Sessions #012 – Luthier

    O Psicodelia Sessions chega à sua 12ª edição com um duo brasileiro que vem se destacando muito no país todo: trata-se do Luthier. Para quem não sabe como funciona o podcast, a cada edição convidamos um DJ para responder uma breve entrevista e, em seguida, apresentar seu som em um set de 1 a 2 horas. Ao longo de 2012 nós já tivemos D-Nox, Element, Eli Iwasa, Roy RosenfelD, entre outros. Para dar início à temporada 2013, Rômulo e Thiago bateram um papo conosco, e apresentaram um set exclusivo para o site.

    ENTREVISTA

    Mohamad: Thiago, Rômulo, tudo bem? Antes de mais nada, vamos apresentar vocês dois individualmente ao público. Vocês poderiam falar um pouco da vida pré-Luthier no mundo da música? Como tiveram contato com a EDM pela primeira vez? como decidiram virar DJs?
    Thiago: Eu comecei minha carreira musical aos 14 anos como guitarrista solo e tive algumas bandas de rock. Aos 16 anos conheci a música eletrônica indo em algumas festas que aconteciam na minha cidade, foi aí que comecei a me interessar e conhecer as vertentes da música eletrônica. Dois anos após conhecer o estilo, decidi produzir algumas coisas que me agradavam usando o programa Fruity Loops e mais tarde o Cubase. Com isso surgiu a ideia de virar Dj, para poder tocar as minhas músicas e ver como a galera reagia.
    Rômulo: Sempre me interessei pela boa música mais como ouvinte, com 13 anos eu tinha um amigo que era Dj de festas de 15 anos e afins, sempre acompanhava ele nas festas e tambem ajudava na montagem e mixagem. Acho que esse foi o ponto inicial em querer lidar com público. Meu primeiro contato com música eletrônica foi em 2000, quando conheci alguns amigos que curtiam Hard Techno, Acid House e Trance. Foram os primeiros estilos que fizeram me interessar pela música eletrônica. 1 ano depois decidi ir em algumas festas que rolavam na minha cidade, mas nem tudo que tocavam me agradava, foi então que decidi começar a fazer as minhas próprias músicas. O problema é que ninguem tocava minhas músicas, pois ainda não eram tão boas. Então por volta de 2003 decidi virar Dj para poder apresentar as minhas músicas, assim pude perceber o que estava errando ou acertando na produção.

    Mohamad: E a parceria, surgiu quando?
    Luthier: Ha 11 anos, pouco tempo depois de nos conhecer começamos a trocar informações sobre músicas, softwares e plugins, dai surgiu a idéia de juntarmos nossos conhecimentos e fazer um projeto, claro que nao levávamos muito a serio, era como um hobby, mas com o tempo fomos vendo que tínhamos uma certa afinidade musical e com alguns reconhecimentos de trabalhos que fizemos, acabamos decidindo levar a sério. Tivemos alguns projetos antes de lançar o Luthier, passeamos bastante em alguns estilos até encontrar o que mais nos agradou, Techno e House.

    M: O nome Luthier, tem algum significado especial?
    L: Sim, Luthier é uma palavra francesa. O Luthier e um especialista em reparo e construção de instrumentos de corda personalizado, é um artesão. Ja tínhamos a idéia de botar esse nome, pois além de acharmos um nome interessante e único, podemos ser interpretado algo como especialista ou “artesãos” do Techno e House. Também e uma homenagem ao bisavô do Thiago que foi o melhor Luthier de banjo do Brasil.

    M: Apesar de terem iniciado o projeto recentemente, vocês já gozam de um sucesso que poucos conseguem em tão pouco tempo. O que vocês acham que foi determinante para isso?
    L: Certamente foi a experiência. A passagem que tivemos por outros projetos nos fez ganhar muito conhecimento, além do estudo que fizemos sobre o estilo ate chegar onde nos agradasse, claro que a gente nunca está 100% satisfeito, mas acho que é isso que nos faz evoluir constantemente.

    M: O público do club e do open air é bem diferente, e são poucos os artistas que conseguem agradar ambos. Vendo a agenda do Luthier, vejo que vocês conquistaram ambos. Como é a preparação para um set em um club e para um set em um grande festival, como Soul Vision por exemplo?
    L: Depende muito, temos um som bastante flexível para ambos os públicos, mas nunca deixamos pré feita uma seleção musical, é sempre uma surpresa a pista ou público que vamos encontrar na hora. No Soul Vision, por exemplo, o nosso horário para tocar era as 5h da tarde entre djs de tech-house, mas acabou que mudamos nosso horário para as 10h da noite para tocar entre Kanio (Techno) e Fabo (Deep House), entao tivemos que ser bem flexíveis, claro com limites porque temos uma característica no nosso som, mas temos a preocupação em dar um seguimento na pista.

    M: Vocês já estão conquistando espaço no exterior com as produções. E na parte de DJing, existem planos de uma tour internacional?
    L: Sim, ano passado fizemos 2 tours, tocamos no Mexico e Alemanha. Esse ano já voltamos ao Mexico novamente. Agora estamos planejando passar por países como: Equador, Peru, Colombia e alguns países da Europa em Julho. Mais para frente iremos divulgar nossa agenda internacional.

    M: Citem algumas influências que vocês tiveram na carreira.
    L: Como somos uma dupla, cada um tem um artista preferido ou que influenciou mais nas nossas produções e acho que essa fusão de influências que deu muito certo nas nossas produções. Falando em estilos que nos influenciam podemos citar o Rock, Funky, Disco e Jazz, além de ritmos que só os Latinos sabem fazer, com uma “pegada” mais “caliente”.

    M: Citem um artista nacional que ainda não explodiu, mas vocês apostariam no talento dele.
    L: Tem alguns bons produtores que estão em constante evolução, acreditamos que alguns deles certamente estarão entre os tops nacionais como: Eclectic, Groove Delight, Art In Motion, Toucan, Torha e Bruce Leroys.

    M: Mandem uma última mensagem para o nosso público!
    L: Gostaríamos que a galera ficasse ligada nos próximos lançamentos do Luthier que sairá em grandes selos. Tem muita coisa nova e boa vindo por aí! Muito obrigado pelo carinho de todos!

    SET

     

    Psicodelia Sessions #012 – Luthier by Psicodelia.Org on Mixcloud

    SERVIÇO

    Fanpage: https://www.facebook.com/luthiermusic
    SoundCloud: https://soundcloud.com/luthiermusic

  • Música do Mês – Fevereiro de 2013

    Mensalmente, cada integrante da nossa equipe elege um som que “fez a sua cabeça” ao longo do mês. Aqui estão as sugestões de fevereiro de 2013. Aproveitem 🙂

    KiNK – Express

    Mohamad Hajar: A música não é deste mês, mas é uma das mais marcantes do KiNK, eleito sexto melhor live pelo Resident Advisor e confirmado na Kaballah.

     

     

     

    Symbolic & Ace Ventura – Prime Time

    Eliel Cezar: A dupla israelense surgiu em 2011 e há um bom tempo vem realizando diversas parcerias com grandes nomes do Progressive como Rocky (Easy Riders), Gaudium e Liquid Soul. Há alguns dias, publicou em seu Soundcloud 2 trechos inéditos de tracks produzidas em parceria com Zen Mechanics e esta outra que vocês ouvem aqui, em parceria com Ace Ventura.

     

     

    Zentura – Light Mutations

    Ronaldo Lindote: Simplesmente genial! Sem palavras para essa nova produção desses dois gênios do psytrance. Listen and enjoy! 😉

     

     

     

    Atoms For Peace – Ingenue

    João Victor: A banda Atoms for Peace, formada nos fins de 2009 por Thom Yorke (vocalista do Radiohead), Flea (baixista do Red Hot Chili Peppers), Nigel Godrich (produtor do Radiohead), Joey Waronker (bateirista do R.E.M), e o músico brasileiro Mauro Refosco (que nos últimos tempos tem acompanhado o Red Hot Chilli Peppers em suas turnês), finalmente lança seu album de estreia. As músicas são excelentes e parecem ser um segundo trabalho solo do Thom Yorke, por apresentar o “mesmo estilo” do “The Eraser”, primeiro album solo do artista, numa roupagem mais caprichada. Para os apreciadores do formato album, Amok é uma obra-prima que te carrega do início ao fim num conjunto de texturas interessantes, minimalistas e vocais belíssimos e despretensiosos. Ingenue é a minha track do mês e o clip traz Thom Yorke, mais uma vez, com suas danças estranhas, repetindo a bizarrice de Lotus Flower, desta vez com direito a uma parceira.

     

     

     

    Tom Clark & Benno Blome – Falling feat. A Guy Called Gerard (Dario Zenker Remix)

    Bruno Janke: Ótima música, sem muitos comentários!

     

     

     

    James Blake – Retrograde

    Cesar Bolzani: O primeiro álbum de James Blake, de 2011, foi provavelmente um marco na história da música eletrônica. Um estilo totalmente inovador de explorar os vocais. Um estilo totalmente novo de se fazer música. Há duas semanas saiu o single do próximo álbum, agendado para lançamento no dia 18 de abril, e essa é a minha escolha do mês.

     

     

     

    Peter Visti – Bubble Bubble

    Camila Giamelaro: No último final de semana compareci a mais uma edição da festa Green Sunset, que rola todo final de mês no MIS – Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. O warm up é super bacana e traz aqueles DJs dos quais a gente nunca ouviu falar mas que fazem um som que faz a gente pensar “como pudemos viver sem isso antes?”.
    Dessa vez eles trouxeram o dinamarquês Peter Visti. No Beatport do cara você encontra uma verdadeira salada musical, mas lá na Sunset ele fez um set de nu disco que foi simplesmente incrível. Pra quem está na pegada de bpms mais baixinhos é um prato cheio!

     

    Tripbastaz – Komatoze

    Eduardo Roslindo: Tripmastaz é um DJ e produtor russo que produz músicas que variam entre techno house e tech house, desde do final dos anos 90. Eu curti essa música por ela ser um tech house bem diferente, saindo um pouco dos padrão que a gente ve por aí.

     

     

     

    Bibio – Lovers Carvings (Catz n Dogz Re-Edit)

    Guilherme Moro: Old but Gold! Aquelas músicas que passam uma energia positiva gigantesca!

     

     

     

    Tosca – Chocolate Elvis

    Lucas Graczyki: Como eu ando meio “zen” nesses últimos dias resolvi deixar de lado o techno pra vir de downtempo nessa música do mês. Trip Hop de primeira vindo das mãos do projeto Tosca de ninguém menos que Richard Dorfmeister e seu colega de colégio Rupert Huber. Lançada em vinyl no ano de 1994 pela 1a vez e relançada em 2002 em CD dentro da compilação G-Stone Book essa track é até hoje minha preferida do projeto, garantia certa de acalmar os nervos e tranquilizar a alma, enjoy!

     

     

     

    Terranova, Nicolette Krebitz, Udo Kier – Prayer (Gui Boratto Mix)

    Will: Gui Boratto acerta a mão mais uma vez e relembra a atmosfera de Paradise Circus, de 2010. Pra falar bem a verdade essa musica é tão boa que ela deveria estar na música do ano 2012… ok, Chega de mimimi. Play!

     

     

     

    Bushwacka! – West Side (Christian Smith & Wehbba Remix)

    Rogério Animal: Não tenho muito o que falar dessa musica, faça um teste e veja o resultado da pista e saberá o porque é a melhor do mes, se nao for a melhor do ano… Tive que comprar 2 discos para guardar. Extra-bomb no Dancefloor!

     

     

     

    Kotelett & Zadak – Tony Trader

    Kaká: De onde os dois realmente vieram, ninguém sabe ao certo. Os rumores contam que eles já tiveram um fatídico encontro em algum lugar na costa norte da Alemanha. Alta qualidade desses nomes, Jungs Kotelett & Zadak que garantem a sua escrita novamente por surpresas, pois a biografia desse duo é totalmente diferente e engraçada contando como se conheceram numa pescaria, e até mesmo durante suas performances, são ousados e surpreendentemente interessantes como em suas músicas.

     

     

     

    Extrawelt – Phoebe

    Tharik Hajar: Profundo. Extrawelt nunca decepciona!

     

     

     

    Glitch – Tales From The Script

    Ricardo Aranda: Glitch é aquela exceção à regra de que misturar vertentes não dá certo. O sul-africano consegue com maestria uma mescla de fullon com darkpsy, fazendo com que seu estilo seja único e a sonoridade característica. Ele acaba de lançar esse álbum que eu não consegui separar uma melhor track, todas são fantásticas. Então, está aí uma onda da compilação de todas as músicas de seu novo album. Vida longa ao bom (e pesado) psystrance.

     

     

     

    Volta Cab – Don’t Give Up

    Alexandre Albini:Konstantyn Isaev aka Volta Cab é um dos mais promissores produtores da Ucrânia. Suas músicas vão em todas as direções, sendo a partir do slomo-disco-house ao deep techno, passando pelas sonoridades mais clássicas. O jovem artista também DJ, sempre com sets de extrema originalidade, tem se destacado na Cena conceitual do leste Europeu.
    Este EP “”Strange days””, atravessa muitos gêneros desde o Soul ao R&b, mostrando toda sua ecleticidade musical. A faixa “”Don`t give up””, com uma linha de baixo marcante e com a presença inconfundível do timbre do sax, agrada em cheio os mais exigentes apreciadores do gênero.

     

     

     

  • Beatport é vendido por 50 milhões de dólares

    E a música eletrônica protagoniza mais um investimento milionário nesta semana. O Beatport, principal site de venda de música eletrônica do mundo, foi comprado pela SFX Entertainment. O valor não foi revelado pelas partes, mas pessoas ligadas às empresas dizem ter sido algo próximo de 50 milhões de dólares.

    Este investimento faz parte dos planos da SFX de criar um império focado em música eletrônica, com valor estimado em 1 bilhão de dólares. Além do Beatport, a empresa está no mundo da EDM por intermédio de uma joint venture com a ID&T, criada para levar os eventos da holandesa para os Estados Unidos. Já pelo lado do Beatport, o atual CEO Matthew Adell justifica o negócio dizendo que dessa forma a empresa terá maior penetração em países emergentes, como Brasil e Índia, além de ter mais estrutura para participar de eventos.

    O BEATPORT

    Em uma época aonde os equipamentos evoluem rapidamente e os DJs estão trocando os CDs e vinis pela música digital, uma fonte legalizada e confiável de arquivos se mostrou necessária. Por isso ao ser fundado em Denver, em 2004, o Beatport se tornou símbolo da atual geração de DJs.

    Atualmente seu catálogo possui cerca de 40 milhões de músicas, e a base de usuários gira em torno do mesmo número. Os números de vendas não são revelados, mas a companhia afirma que seu negócio é lucrativo.

    Via New York Times.