Autor: caio

  • Jeff Mills expõe 10 reflexões sobre a música eletrônica

    Aos 56 anos de idade, Jeff Mills continua contribuindo fundamentalmente com a música eletrônica. O artista nascido em Detroit é uma dos principais protagonistas da história da cena, atuando desde a década de 1980 para que ela se desenvolvesse e chegasse ao patamar que vive hoje. Nessa semana, em uma postagem no facebook, o célebre DJ expressou sua opinião acerca de questões do mundo da música eletrônica, abordando tanto o papel do indivíduo quanto das indústrias que a permeiam.

     

    Confira logo abaixo a postagem traduzida:

    Por favor permita que eu vá direto ao ponto vital desse comentário.
    Na minha opinião profissional, a Música Eletrônica, em comparação aos outros gêneros, não é um conjunto de música entediante e mundana. A noção de que é um gênero que “traçou seu próprio caminho” devido à dependência excessiva da tecnologia também não é comprovada. Sim, todo mundo pode procurar achar músicas que não gosta ou não se importa, mas isso também pode ser dito sobre qualquer outro gênero musical. Mantenha esse pensamento, nesse gênero, as pessoas podem se expressar de qualquer maneira, qualquer modo, por qualquer motivo que escolherem e, na música, não existe algo como “certo” ou “errado”, “bom” ou “ruim”. As coisas são do jeito que elas são – é isso. Se você é alguém que discorda do fundo do seu coração, então talvez Música Eletrônica não seja pra você. Talvez o que você procura esteja acontecendo em algum outro gênero. Faz pouquíssimo sentido você gastar seu tempo quando você não precisa fazer isso. Agora, existem artistas na Música Eletrônica que estão aprendendo como a indústria funciona, a forma da arte, como ser um músico e um artista, e assim eles seguem. Isso não é raro, e a ideia de saber tudo desde o começo é irreal. Somente os artistas podem planejar suas carreiras, não o público. Para qualquer artista que sinta que a maior parte do criticismo é rude e injustificável, eu digo isso pra vocês: “A única maneira de acabar com ele é se tornar melhor no que você faz”. Se você se considera músico, faça muita música. Se você se considera um DJ, domine a arte de programar músicas. Se você não sabe como fazer, assista e estude.

    Aqui vão 10 pontos que eu acho que deveríamos notar:

    1. É simplesmente tão fácil e até pode ser divertido engrandecer acontecimentos nessa indústria. Eu sugiro uma reformulação ocasional do impulso de banalizar artistas e o que eles falam ou estão fazendo. Ao invés disso, olhe para o que eles fizeram. Ações falam muito mais alto do que palavras.
    2. Comece a falar sobre música. Não em questão de certo ou errado, mas o que era/é que o artista está tentando dizer. Se você tem dificuldades em entender o significado, pergunte a eles.
    3. A “indústria” moderna da música é relativamente nova. Não tem nem 100 anos. Como todas as outras coisas, se não for cuidada, não existirão razões para acreditar que ela não desaparecerá ou mudará a ponto de se tornar outra coisa. Cuide de verdade do que você ama.
    4. Há a “indústria da música” e a “indústria do artista”. Não é sempre que as duas podem ser dominadas juntas. Para alguns, pode levar um tempo para entender totalmente os dois lados. Sem julgar sempre, só olhe e escute.
    5. Às vezes o público pode estar errado. A não ser que todo mundo nasça automaticamente com um conhecimento profundo de música, é possível que grandes grupos de pessoas subestimem ou  superestimem. É só com o tempo que a real verdade emerge. Então só porque você acredita em algo, isso não o torna necessariamente um fato ou uma verdade. Tome cuidado com o que você lê. Fortaleça e atualize seu filtro.
    6. Música não é sobre ser perfeito. E se você acha que sua percepção e seu gosto musical são perfeitos, então você deve considerar isso: quando você ouve música, ali está apenas uma porcentagem do que o produtor está tentando dizer. Que eles são verdadeiros e que sentimentos nunca serão completamente extraídos e traduzidos em acordes e notas precisas. Existe um compromisso acontecendo no processo. Alguns músicos nunca acertam totalmente, então como você pode assumir que o que você está ouvindo é perfeito (?).
    7. Mesmo que a indústria da música ainda passe por algumas dificuldades em certas áreas, é importante lembrar que será da música que as pessoas mais se lembrarão. Não do festival, do vídeo, do review ou da crítica. A contribuição do músico, medida pela importância para o gênero, será o aspecto mais importante que reconheceremos. 
    8. Mixar músicas não torna alguém DJ. Saber como conduzir as pessoas demanda uma habilidade especial que envolve percepção atmosférica, gerenciamento de tempo, bom discernimento e, mais importante, a realidade de que você nunca vai agradar à todos.
    9. Não importa o que eles dizem, não existe “melhor DJ” ou artista. Isso é criado só para pegar seu dinheiro.
    10. E, por fim, qualquer um que decida se tornar um artista ou um músico, decidiu que quer dar algo ao mundo e à cultura. Sim, ele pode também ser rico e famoso, mas existem outras maneiras mais rápidas de fazer isso. Apreciar algo pelo que ela é e não pelo que ela deveria ser pode ser sentido de muito mais jeitos do que você provavelmente imagine.

    Ótimo final de ano. Boas viagens.

    Sinceramente, 
    Jeff Mills.

  • Phonocut: grave seus discos de vinil em casa

    O vinil tem reconquistado cada vez mais seu espaço no mercado da e-music, caindo no gosto de DJ’s e amantes da cena. Entretanto, o seu processo de fabricação é delicado (que talvez seja o que torna ele tão especial) e caro quando comparado à produção dos formatos digitais, dificultando o acesso à ele.
    Pensando nessa questão e querendo democratizar o acesso aos vinis, surgiu o PHONOCUT: ferramenta que permitirá a gravação de discos de vinil em casa. O projeto foi lançado no Kickstarter, e já recebeu mais de 200% do valor de investimento estabelecido inicialmente.


    Foto: Divulgação

    O invento é tratado como revolucionário pelos seus autores e por muitos no cenário da música. Considerado como a realização de um grande e longo sonho da indústria da música, o dispositivo foi criado por Flo Kaufmann, um dos maiores especialistas em vinil do mundo, desde a fabricação até a masterização do disco, e Florian “Doc” Kaps, um ex-funcionário da Polaroid.

    O funcionamento dele, que segundo os fábricantes é “à prova de idiotas”, pode ser resumido em 4 simples etapas:

    1. Colocar o vinil virgem na máquina
    2. Colocar um cabo que conecte a origem da música (como um computador, por exemplo) ao PHONOCUT.
    3. Apertar play para começar a gravação
    4. Apertar play ao final da gravação.

    Para transferir a música do formato digital para o disco, o dispositivo conta com uma agulha de diamante, que transforma as ondas sonoras em ranhuras, no padrão do vinil.


    Vídeo de lançamento do projeto.

    De acordo com o fabricante, cada lado dos discos suportará até 15 minutos de áudio, e o dispositivo está previsto para ser lançado ao mercado em Dezembro de 2020, custando entre 4,5 e 5 mil reais.

     

  • Warung reúne alguns dos principais artistas do mundo no seu mês de aniversário

    O Warung Beach Club comemora 17 anos de existência em novembro, mas antes da tradicional festa de aniversário o club começará o mês com chave-de-ouro, apresentando duas duplas que farão todo mundo ficar indeciso sobre quais artistas assistir.
    No dia 01 (sexta-feira) Adriatique e ARTBAT, duas grandes revelações recentes da música eletrônica mundial, se apresentarão numa noite de long sets no templo, contando com o apoio de duas atrações locais: Leo_Z aka Leozinho, primeiro residente do Warung Beach Club, e Edu Schwartz, catarinense que tem se destacado no club.


    No topo, a dupla Adriatique e, abaixo deles, ARTBAT.
     

    O duo Adriatique se mantém como um dos grandes nomes mundiais com um trabalho consistente há uma década, seguindo a proposta de produções longas e meditativas aliadas a reviravoltas que interrompem o ritmo hipnótico, evidenciando a maestria que a dupla possui ao conduzir a pista.
     


    Adriatique @ Tomorrowland Belgium

    O outro destaque da noite fica por conta de ARTBAT, projeto que fará sua estréia no Warung Beach Club. O duo, que já emplacou suas produções algumas vezes nos Top Charts e conquistou pistas ao redor do mundo com seu som envolvente e melódico, retorna ao Brasil depois de gravar para a Cercle aos pés do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, momento tido por muitos como “memorável”. 
     


    ARTBAT @ Bondinho Pão de Açúcar for Cercle.

    Mas essa é apenas o início do mês de aniversário do Warung Beach Club. A comemoração oficial acontece nos dias 14 e 15 de Novembro, reunindo grandes protagonistas do cenário nacional e internacional.


    Line up do 1º dia do tradicional aniversário do Warung Beach Club conta com Solomun, Peggy Gou e Honey Dijon.
     

    A grande estrela da noite é Solomun, capitão do selo Diynamic e um conhecido do público brasileiro, com passagens constantes pelas principais pistas do nosso país, especialmente no templo, onde já protagonizou festas memoráveis.


    Solomun no famoso episódio do “Sync Dancing”, no Boiler Room Tulum.
     

    Além dele destacam-se também as novidades. A primeira delas é Honey Dijon, mulher trans e negra nascida em Chicago, o berço da House Music, bandeira que ela representa com muito louvor nos dias atuais, carregando o legado de Frankie Knuckles e outros mestres do estilo. 


    Honey Dijon @ Boiler Room X Sugar Mountain.

    A segunda novidade é a sul-coreana Peggy Gou, sensação da cena mais cult que tem se destacado por suas produções características e seus sets ousados, refletindo suas influências que vão do acid house ao grime, passando por uma infinidade de referências que incluem até mesmo o k-pop (segundo ela, “o k-pop antigo é melhor que o k-pop atual”). Fundadora do selo Gudu Records, motivada pela autonomia de poder decidir quando, como e o que lançar, a artista refere-se muitas vezes ao seu som como “K-House”.


    Vídeoclipe oficial de ‘Starry Night’.

    Completam o line up os brasileiros LK (dupla formada por Léo Janeiro e Kaka Franco) e Fran Bortolossi & Boghosian.

     


    No 2º dia de aniversário, o Warung Beach Club recebe ANNA, Richie Hawtin, juntos de outras atrações.
     

    No sábado toca ele que é o artista mais Detroit deste aniversário. Nascido em Windsor, cidade que fica a uma ponte de distância da cidade que fundou o techno, Richie Hawtin aproveitou a situação muito bem e tornou-se um dos maiores mestres do estilo. Seja à frente dos selos Minus e Plus 8, seja por seus projetos educacionais, por suas label parties, pelos hardwares desenvolvidos por seu projeto live ultra-futurista Plastikman, seja por suas apresentações como DJ, Richie sempre está contribuindo para o desenvolvimento da cena e sempre tem algo novo a oferecer.


    Richie Hawtin @ Junction 2 Festival

    Muito digna de menção é também a brasileira ANNA, talentosa artista que está quebrando barreiras no exterior, apresentando-se em grandes festivais como Awakenings, Time Warp, Ultra Music Festival, DGTL, levando a nossa bandeira para o circuito mundial do techno.


    ANNA em “From my studio to the dancefloor” com a track “Forever Ravers”, colaboração com Miss Kittin

    Além desses artistas, a 2ª noite conta também com os gringos Khen e Lee Jo Life e com os brasileiros Albuquerque, Eli Iwasa e Renato Ratier.

    SERVIÇO
    Ingressos à venda: acesse
    Facebook oficial: Warung Beach Club
    Instagram oficial: @warungbeachclub
    Site oficial: www.warungclub.com.br

     

     

  • The Chemical Brothers ganha remixes de ‘Surrender’

    Imagine receber a missão de remixar uma música de uma dupla que teve uma contribuição fundamental na história da música eletrônica, sendo considerada como um dos principais expoentes do gênerio “Big Beat”, ao lado de The Prodigy, Daft Punk, Algorythmik e Fatboy Slim.

    Foi esse sentimento que artistas como Kink, Sasha e Soulwax. vivenciaram recentemente, ao serem convidados por The Chemical Brothers para remixarem alguns de seus clássicos. Ao lado de Gentleman Thief, Futureshock e do próprio duo The Chemical Brothers, eles foram os responsáveis pelas novas versões de clássicos do 3º álbum da dupla, Surrender, que completa 20 anos.

    Em comemoração aos 20 anos desse momento histórico, que muitos consideram ter sido o ápice da popularidade da dupla, será lançado nesta terça, dia 22, o Surrender‘s 20th Anniversary Edition, em CD e vinil. E, embora o álbum ainda não tenha sido lançado, já é possível ouvir algumas das faixas que o compõe, como o remix feito por Kink, que você confere logo abaixo:

  • Fabric comemora 20 anos com grande lançamento

    O Club que foi fechado em 2016 e quase fechou novamente suas portas no ano passado está agora comemorando seus 20 anos! 
    Depois de um retorno triunfal, o Fabric London anunciou que para comemorar seus 20 anos vai lançar um compilado que vai do House ao Techno, com tracks de autoria de grandes artistas como: Nina Kraviz, Marcel Dettman, Maya Jane Coles e Daniel Avery. O lançamento está marcado para 6 de Dezembro e será realizado pela renomada label do próprio club.

    Mas a comemoração não para por aí. O club está com uma programação de agradar a todos os gostos, trazendo respeitáveis nomes do house, techno, micro house, progressive house e inclusive Drum & Bass, fazendo jus ao apelido de “House of Drum & Bass” da capital inglesa.

    A celebração dos 20 anos promete proporcionar mais momentos memoráveis na historia do club que, desde 1999, contribui para a história da música e, especialmente, da música eletrônica, com noites únicas comandadas por artistas ímpares. Entre eles, nomes como: Dj Hype, Scissor Sisters, Ricardo Villalobos, Dj Marky, Terry Francis, Ben Clock e Craig Richards.