Autor: Assessoria de Imprensa

  • Alex Justino indica 5 produtores de techno

    Não há o que duvidar: o Techno cresce diariamente. O estilo está chegando ao ouvido de mais e mais pessoas, ecoando em lugares novos, ocupando cada vez mais espaço em festivais e apresentando um número maior de projetos, núcleos e iniciativas com o passar do tempo.

    Com as pistas paradas devido ao panorama atual implicado pelo coronavírus, a melhor saída que temos ultimamente é a pesquisa por novos artistas e a descoberta de novas paletas sonoras. Para ajudar nessa questão, nós trouxemos alguém gabaritado para te ajudar na missão. 

    Alex Justino é a cabeça de uma das maiores gravadoras de techno do Brasil, a Nin92wo. O goiano tem uma extensa bagagem nas costas e conhecimento profundo das diferentes camadas do estilo, sempre de olho no que acontece dentro do mercado. A nosso convite ele selecionou cinco produtores de Techno que ainda não estão nos holofotes mas estão fazendo um excelente trabalho, lançando músicas criativas e consistentes. Confira:

    Joton

    Começo a lista com Joton, um excelente produtor que imprime um som bem futurista, detalhado e um leve toque industrial em algumas faixas. Gosto bastante! 

    Ele já lançou na Planet Rhythm, Odd Even e é o nome por trás da Newrhythmic Records. O EP abaixo é um dos meus favoritos dele, com destaque pra Antioquia III.

    Marcal

    Além de um grande amigo, é um produtor excelente com tracks que já foram tocadas por Richie Hawtin, Amelie Lens, Sam Paganini e diversos outros. Tem músicas sólidas e uma identidade forte, na minha visão é um brasileiro que ainda vai decolar.

    Gosto muito de “Shutdown”, do EP que foi assinado pela Join Art Music (JAM). A faixa tem uma conexão muito forte com a pista e uma construção que chama a atenção.

    Adriana Lopez 

    As músicas dela em sua maioria tem muita textura e progressão hipnótica com um toque sci-fi, além disso é uma excelente DJ. Presenciei um set incrível em Barcelona durante o OFF Sónar em 2019. 

    Escolhi um remix dela que demonstra bem os detalhes e a técnica que ela possui, saiu pela Stockholm LTD.

    Troy

    Muita técnica em músicas que, relativamente, não parecem complexas, ele usa poucos elementos que dão um resultado incrível. Melodias simples, bons timbres, arpejos e baterias com muita dinâmica… recomendo muito!

    “Closure” saiu pela Klockworks, do mestre Ben Klock, e imprime todo o potencial do Troy.

    Pfirter

    Argentino que tem um som muito bom! A identidade dele é bastante hipnótica e chama a atenção pelo uso de elementos em polirritmo, texturas e velocidade.

    Atualmente ele reside em Barcelona e vem lançando ótimos materiais, como esse EP abaixo pela MindTrip:

  • Prisma Techno lança compilação 100% brasileira

    Se você é fã de techno e acompanha as principais gravadoras do mercado mundial, temos uma sugestão genuinamente brasileira para suas pesquisas: a Prisma Techno, marca que iniciou como uma label party no Espírito Santo e hoje é um dos principais expoentes dos produtores nacionais perante o mundo.

    Capitaneada por Thito Fabres, a Prisma já soma quase três anos de trabalho e possui 27 releases até aqui, com a participação de talentosos artistas do cenário nacional como Anderson Noise, BLANCAh, Binaryh, e Paulo Foltz. Com o tempo, conseguiu construir um perfil sonoro guiado principalmente pelo techno melódico, hoje mais próximo de uma linha hipnótica e progressiva, transmitindo os fenômenos e mistérios da vida através da música.

    Além dos releases lançados quase que mensalmente, desde 2018 a Prisma trabalha em um material batizado de Evolution, uma compilação que traz tracks originais de diferentes artistas. Neste ano, em sua terceira edição, Thito mais uma vez assumiu a responsabilidade de ouvir e selecionar as faixas que fariam parte do disco. O destaque não fica por conta de um único artista, mas sim pelo perfil jovem de muitos produtores que fazem parte do catálogo.

    Não estamos aqui falando de idade, mas sim da experiência dos artistas no universo da produção musical, Thito explica: “Aqui na Prisma temos a filosofia de dar oportunidades para artistas nacionais que acreditamos, tanto em nossos eventos como pela gravadora. O VA é uma oportunidade de explorar novos horizontes e revelar nomes que possuem um grande potencial, mas que muitas vezes não possuem um espaço merecido no mercado”, afirmou Thito.
     
    VA é sigla para Various Artists, nome técnico que se dá a lançamentos que não possuem um artista principal. O Evolution III é um VA composto por nomes 100% nacionais, são 15 artistas responsáveis pelas 10 músicas presentes no disco. Alguns dos nomes talvez sejam desconhecidos para você, mas se você está interessado em conhecer primeiro artistas que podem ser os hit-makers de amanhã, a nossa recomendação é para que se ouça todas as faixas.

  • A ascendente trajetória de Wehbba

    * Com colaboração de: Caio Amaral
    ** Revisão de: Moha

    Imagine entrar no consultório de um dentista e perceber que a música ambiente é house e techno. Essa cena, no mínimo curiosa, poderia acontecer no consultório ou na sala de espera do dentista Rodolfo, caso ele tivesse seguido a profissão que é formado. Mas, para alegria das milhares de pessoas que acompanham seu trabalho, a decisão de Wehbba foi por seguir a carreira de DJ e produtor. 
    Apesar de não ser um sucesso recente, foi apenas de cinco anos para cá que artista começou realmente a brilhar nos quatro cantos do planeta. O DJ e produtor brasileiro já tem uma história antiga na música e nós vamos resgatar um pouco dela para você, aproveitando que ele está em turnê pelo Brasil e toca nesta semana em três lugares: Dia 19 no recém inaugurado Mauss Club, em Brasília, dia 20 na Lost and Found, em Goiânia, e dia 21 na Mothership do D-EDGE, em São Paulo.

    Foto: divulgação/Hotel 82

    2006: o início da projeção internacional

    Este pode ser considerado como o ano que foi um ponto de virada na carreira de Wehbba, iniciada em 2002. Em 2006 ele entrou no cenário internacional com alguns lançamentos pelas gravadoras Yin Yang, produzindo um remix para Stephane Signore, logo depois lançou um EP ao lado da produtora belga pela Bound e em seguida emplacou um single pela Naked Lunch, daí em diante seu status na indústria começou a crescer.

    2010: Full Circle, seu álbum de estreia

    Foram muitos (muitos mesmo) lançamentos nesse intervalo de quatro anos. Wehbba parece ser incansável quando está trabalhando dentro do estúdio: não houve um longo período de tempo entre um lançamento ou outro, o que acabou lhe garantindo um know-how para a produção do seu primeiro álbum: Full Circle. Assinado em junho pela Tronic (label do renomado Christian Smith), o álbum de 10 faixas mistura House e Techno em diferentes momentos. é um disco com muitas melodias e texturas que mexem com os sentidos, mas como um todo possui uma história com começo, meio e fim.

    2014: o convite do Boiler Room

    Mais quatro anos se passaram e o brasileiro parecia não ver qualquer barreira à sua frente. Em 2011, o álbum Full Circle recebeu um EP de remixes feito por artistas como 2000 And One, Joseph Capriati e D-Nox & Beckers, para citar alguns. Em março de 2013 lançou, com seu alter ego “Roscoe Sledge”, o EP “Frisson”, de house music, pela renomada 20/20 vision. Pouco mais de 1 mês depois, em maio do mesmo ano, lançou mais um disco pela Tronic, o chamado “Square Two”. No ano seguinte foi convidado para estrelar o Boiler Room São Paulo, que aconteceu em parceria com a Skol Beats.

     

    2014/2015: Conexão Brasil-Barcelona

    Um movimento fundamental para seu crescimento exponencial foi a mudança para a cidade espanhola, o que catapultou seu nome por diferentes lugares da Europa e lhe rendeu aparições regulares em selos como Kompakt, Soma, Suara, Bedrock, Second State, Systematic, 2020Vision e Knee Deep In Sound. Nos anos seguintes Wehbba ainda remixou grandes nomes internacionais como Laurent Garnier, Danny Tenaglia e Stephan Bodzin.

    2018: a estreia pela Drumcode

    Em agosto de 2017 Wehbba até havia emplacado o single “Fake” em um VA da gravadora alemã, o que fez o selo arregalar os olhos para seu trabalho. Em fevereiro do ano seguinte o produtor então ganhou espaço para um EP de quatro tracks originais poderosíssimas, intitulado Eclipse. As faixas foram parar no topo logo nos primeiros dias após o lançamento.

    Cinco meses depois, outro release pela Drumcode: Catarse EP, com mais quatro faixas originais, deixou claro que o produtor brasileiro não estava para brincadeira. Os suportes comprovam o sucesso do release: Ben Klock, Adam Beyer, Carl Cox, Charlotte De Witte, Amelie Lens e Joseph Capriati.

    2019: mais evidência do que nunca

    Podemos dizer que Wehbba diminuiu um pouco o ritmo de suas produções, muito provavelmente por conta da frequência em que se apresenta mundo afora, deixando sua marca em alguns grandes clubes como fabric (Reino Unido), Watergate (Alemanha), Rex Club (França). Veio também um novo release pela Drumcode, “We Have Bass”, um remix para a faixa “Spur”, do mestre Gui Boratto, e alguns outros lançamentos de peso.

    Ainda tem alguma dúvida se Wehbba é um nome imperdível para conferir na pista? Confira as datas do artista abaixo e programe-se:

    SERVIÇO:
    Mauss Club – 19.Dez: 5uinto c/ Wehbba
    Lost And Found – 20.Dez: Lost and Found apresenta: Wehbba (Drumcode)
    Mothership D-EDGE – 21.Dez: Mothership pres.Wehbba,Tarter,Flow & Zeo